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Lobo-Guará

© FZB/Fred Dornas Belo Horizonte - Lobo-guará - Fund. Zoo-botânica de B. Hte - FZB/Fred Dornas Lobo-guará - Fund. Zoo-botânica de B. Hte

Lobo-guará – O maior canídeo da América do Sul

 

Originário da América do Sul, o Chysocyon brachyurus, popularmente conhecido como lobo-guará, pertence à família dos canídeos, o grupo dos cães, lobos, raposas, coiotes e chacais. “No Brasil, esse animal é encontrado, principalmente, na região central, onde a vegetação é de Cerrado. Mas, de uns tempos para cá, o lobo-guará vem habitando desde florestas a campos e em regiões que foram desmatadas. 

 

O lobo-guará é uma espécie fácil de reconhecer: tem um porte esbelto e elegante. Suas pernas são pretas, como se usasse meias. Tem também uma crina de pelos negros no pescoço, que arrepia em situações de perigo e faz o lobo-gurá parecer maior do que realmente é. O macho e a fêmea não têm muita diferença de tamanho e cor. A altura média é de 75cm e pesa cerca de 25 Kg.

 

É um animal monogâmico, ou seja, cada vez que “casa” fica só com seu par. A gestação dura cerca de 65 dias e nascem de um a cinco filhotes de cada vez. A pelagem dos filhotes recém-nascidos é negra e a ponta da cauda é branca, atingindo uma cor dourada de cinco a seis meses depois. Eles mamam por cerca de dois meses e também comem alimentos regurgitados pela mãe, igual passarinho.

 

Quando a mamãe lobo-guará sente que um perigo ameaça seus filhotes, pega logo cada um deles e os esconde em outro lugar, exatamente como uma cadela faria. Afinal, esse comportamento é típico dos canídeos. O lobo-guará gosta de andar sozinho. Só na época do acasalamento é que procura companhia. Tem o hábito de sair caminhando sempre à tardinha, na hora do crepúsculo. E, por falar em andar, as pernas do lobo-guará adulto são mais altas do que os outros canídeos. O pessoal que estuda o assunto acha que isso foi uma adaptação, para que ele pudesse caminhar em áreas de vegetação alta.

 

Com isso, ele fica mais ágil e com melhor visão quando anda no meio da vegetação. É um animal onívero. Isso quer dizer que ele se alimenta de frutas e pequenos animais, como gambás, roedores, aves e lagartos, e adora comer uma fruta muito comum no Cerrado, a “lobeira” ou “fruta do lobo”.Naturalmente, os lobos-guará têm seu “território”, que inclui uma área de mais ou menos 25 Km2. Como um lobo sabe que aquela área já tem dono? O lobo que já está no território faz cocô e xixi em locais definidos. Quem passa por perto sente no ar o cheiro do dono e vai embora. Outra forma de comunicação muito comum entre os lobos-guará é a voz. Eles dão um latido único, prolongado e profundo, bem diferente do uivo típico dos lobos europeus. Este latido pode ser ouvido e serve como sinalização de sua presença.

 

O lobo-guará é vitima de uma grande confusão. Apesar de ser tímido, quase medroso e evitar a proximidade das pessoas, é abatido por fazendeiros que afirmam ser ele um animal perigoso e, inclusive, um “ladrão de galinhas”. A perseguição, no entanto, não é um mal sofrido somente pelo lobo-guará, mas também por muitos animais carnívoros que vivem da natureza. Outro perigo que enfrentam é o grande desmatamento das áreas de Cerrado. Com isso, o lobo-guará e outros animais perdem seu habitat e sua possibilidade de encontrar alimento e abrigo.“ (Fundação Zôo- Botânica)  

© Henry Yu Araxá - Lobo Guará - Chrysocyon Brachyurus - Henry Yu Lobo Guará - Chrysocyon Brachyurus
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