Parques

Parque Estadual da Serra das Araras

Apresentação

Município de abrangência
Chapada Gaúcha


Distância de Belo Horizonte ao Parque
739 km


Como chegar
1º opção

Saindo de Belo Horizonte, seguir pela BR 040, após 28 km da entrada para Cordisburgo, haverá o entroncamento da BR 135. Seguir por essa rodovia até a cidade de Januária, prosseguir pela BR 479 até a entrada do parque. Este último percurso possui 120 km de estrada de terra.


2º opção

Seguir pela BR 135 por cerca de 156 Km até a cidade de São Francisco e  atravessar o rio em balsa, seguindo para serra das Araras por cerca de 21 Km por asfalto e 79 Km de estrada de terra (MG 602), até o distrito de Serra das Araras.



Sede administrativa
rua Norberto Muniz, 10 - Distrito Serra das Araras - Chapada Gaúcha
CEP 39310-000
Telefone: 38 3634-2037 / 98815-2798


Infraestrutura
Interna
Sede do parque, estacionamento, camping.


Entorno
Os visitantes podem contar com a infraestrutura de Chapada Gaúcha e São Francisco.


Horário de funcionamento
É necessário agendamento prévio.


Entrada gratuita


Área
111.37 Km²


Criação
21 de janeiro de 1998


Histórico
O município de Chapada Gaúcha, antiga Vila dos Gaúchos, onde se localiza o parque, começou a ser povoado em 1976, quando chegaram os primeiros moradores do Rio Grande do Sul, pelo Projeto de Assentamento Dirigido a Serra das Araras, que integrava os municípios de Formoso, Arinos, Januária e São Francisco.

 

Em 1994, houve um plebiscito no povoado para escolher um novo nome. Os mais votados foram: Novo Horizonte e Chapada Gaúcha. Como já havia um distrito chamado Novo Horizonte, prevaleceu a segunda denominação mais votada. Foi o único povoado que se tornou distrito e município no mesmo ano, fato inédito no Estado de Minas Gerais.

 

Em 1996, foram feitas denúncias de desmatamentos ilegais dentro do plano de manejo florestal sustentável na serra das Araras. Assim, foi acionado o escritório do Instituto Estadual de Florestas em Montes Claros, que, após estudar a riqueza ecológica e os recursos naturais ainda primitivos encontrados na área, perceberam a importância de proteger a flora e a fauna locais. Daí nasceu a ideia de criar o Parque Estadual da Serra das Araras.

 

Relevo
Localizado no extremo noroeste do estado de Minas Gerais, nas proximidades da divida com estado da Bahia o relevo do parque compreende superfícies planas e estruturas geológicas cristalinas e sedimentares. Essas formações remontam ao período Cretáceo superior, entre 140 e 100 milhões de anos. As altitudes vão de 400 a 1.000 m e são caracterizadas por serras e chapadões.


Possui também ecossistemas d preservação permanente, como veredas, matas ciliares, nascentes e topos de morros.


Clima
É característico das savanas do centro-oeste, tropical quente úmido. A temperatura média anual é de 23ºC. As máximas atingem de 37ºC a 40ºC, mesmo no topo das chapadas. Já as mínimas podem se aproximar de 0ºC.


O regime de chuvas é tropical, com duas estações bem marcadas: o período seco se inicia em maio e se prolonga até setembro ou outubro, enquanto as chuvas se concentram no verão; 80% delas ocorrem de novembro a março.


Vegetação
As formações florestais abrangem mata ciliar e mata de galeria; essa última é considerada um corredor ecológico para a flora e fauna por fornecer água, sombra e alimentos. Já as formações savânicas compreendem cerrado restrito, cerrado denso e vereda. As formações campestres, por sua vez são representadas pelo campo sujo, tipo de vegetação herbácea e arbustiva. Dentre as espécies da flora destacam-se aquelas cujos frutos são utilizados pela fauna como alimento: fava d'anta, mangabeira, pequi, jatobá do cerrado, araçá, gabiroba, dentre outras.


Nas veredas e matas ciliares, há presença marcante do buriti e pindaíba.


Fauna
Os sítios geomorfológicos da região funcionam como habitat e criadouro natural da fauna, servem de abrigo e fornecem alimento para espécies como arara-vermelha e a arara-canindé.


A serra também serve de refúgio para a rolinha-do-planalto, espécie rara e endêmica do Brasil. Entre os mamíferos, o destaque é para o veado-galheiro ou suçuapara, espécie extremamente rara em Minas Gerais, que ocupa as áreas alagadas das veredas.


Há também animais que estão na lista dos vulneráveis à extinção como a onça-parda, o lobo guará, o gata-palheiro, a jaguatirica, o tamanduá-bandeira e o tatu-bola. É possível avistar no parque aves interessantes como: urubu-rei, gavião-pé-de-serra, jacu, avoante, coruja, andorinhão e maria-preta.



O que ver e fazer

Trilha da Capivara

Sai da sede do parque, cruz por dentro do cerrado até a vereda do riacho Fundo, segue pelo seu leito até o rio Pardo, onde há parada para banho em rio raso. É possível apreciar paisagens do cerrado e aves silvestres.


Extensão: 4,8 km
Tempo: 1h30
Grau de dificuldade: baixo


Trilha Ninho da Arara Vermelha

Leva ao topo da serra das Araras pelo lado norte. Durante o percurso, é possível avistar o vale do rio Pardo, a serra da Mariana, a serra de São Pedro, a vereda Riacho Fundo e a vereda Vermelho.


Extensão: 1,5 km
Tempo: 1h30
Grau de dificuldade: alto



Trilha do Peregrino
Iniciada fora do Parque, ainda na Vila Serra das Araras, entra na unidade de conservação, atravessa a vereda de Santa Catarina, passa pela gruta do Coração e termina em uma capela com a imagem de Santo Antônio, onde os fieis rezam e pagam promessas.


É possível avistar várias veredas, além da Vila Serra das Araras e a Reserva Estadual do Desenvolvimento Sustentável Veredas do Acari.


Extensão: 2,15 km
Tempo: 1h30
Grau de dificuldade: alto


Passeios pelos arredores



Comunidade Buraquinhos
Próxima ao rio Pardo. Lá é possível avistar paredões de arenito, veredas e também araras-vermelhas que vão ao local para se reproduzir.


Reserva Estadual de Desenvolvimento Sustentável

Localizada no distrito de Serra das Araras, trata-se de um complexo de veredas que tem como principal a do Acari, que nomeia o local. Ao longo de seu percurso se transforma no rio Acari, que deságua diretamente no rio São Francisco. No local, há cachoeiras e lagoas.


Endereço
rua Norberto Muniz, 10. Serra das Araras, Chapada Gaúcha.
Telefone: 38 3634-2037
pesa_redsva@hotmai.com
De segunda a sexta, das 8h às 17h



Túmulo de Antônio Dó

Famoso cangaceiro que atuou na região por vários anos, Antônio Dó era fazendeiro, formou um bando e saiu pelo sertão a julgar pendengas e a lutar contra poderosos. Dizem que tinha o corpo fechado; era uma espécie de sansão sertanejo. Seu túmulo fica perto da serra das Araras, num local cujo valor histórico foi reconhecido pela prefeitura da Chapada Gaúcha.


O acesso é livre por meio da RPPN Aldeia, mas é preciso agendar o acesso com a unidade e contratar um guia.


Órgão responsável pelo parque
Instituto Estadual de Florestas - IEF


Diretoria de Áreas Protegidas
31 3915-1345


Diretoria de Unidades de Conservação
31 3915-1381



É bom lembrar que...
- Antes de percorrer trilhas, o visitante deve se apresentar ao centro de visitantes para receber instruções.

 

- O sol forte exige chapéu e protetor solar todo o tempo.

 

- O melhor período para visitação dos parques é de abril a outubro, quando chove menos.

 

- Alimentar é importante. Portanto, leve sempre na mochila: frutas, sanduíches, biscoitos e barras de cereais, alimentos nutritivos e práticos.

 

- As caminhadas longas exigem hidratação constante. Tenha sempre uma garrafa de água na mochila.

 

- Um calçado apropriado e confortável para caminhar (tênis ou bota) é item obrigatório.

 

- O melhor é evitar fumar em um parque. Mas, se o fizer, tome cuidado com seu cigarro, apagando-o depois de fumar.

 

- Nada se deixa em um parque. Todo o lixo deve ser coletado e disposto nos locais apropriados.

 

- Nada se leva de um parque. Animais, plantas, rochas, frutos, sementes e conchas encontradas no local fazem parte do ambiente e aí devem permanecer.

 

- Caçar, pescar e molestar animais silvestres é crime previsto por lei. Os animais precisam buscar seu próprio alimento para manter o ciclo de vida natural.

 

- Não é permitida a entrada de visitantes com plantas e animais domésticos, pois, podem causar problemas como a introdução de doenças e ameaças ao ambiente natural.

 

- Não é permitido praticar esportes motorizados, assim como abrir trilhas e atalhos.

 

- Com exceção da rota para ciclismo, nenhum das trilhas do parque pode ser feita de bicicleta.

 

- É importante levar algum lanche, pois o parque não dispõe de restaurante ou lanchonete.

 

- As áreas de visitação pública são restritas e, normalmente, possuem horários definidas. Nos parques estaduais existem restrições de uso de imagem. Consulte o IEF

 

Crédito do texto
Instituto Estadual de Floresta / Guia Parques Estaduais de Minas Gerais. Editora Horizonte. 2014. Instituto Estadual de Florestas-IEF / Núcleo de Resolução de Conflitos Ambientais / Ministério Público do Estado de Minas Gerais

 

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