Parques

Parque Estadual do Pico do Itambé

Apresentação

  • Santo Antônio do Itambé - Pico do Itambé - Henry Yu
  • Santo Antônio do Itambé - Pico do Itambé - Desenho de Johann Baptist Von Spix - ALE
  • Santo Antônio do Itambé - Vista parcial da Cidade - Henry Yu
  • Santo Antônio do Itambé - Pico do Itambé - Vista parcial da região - Henry Yu
  • Santo Antônio do Itambé - Pico do Itambé - Vista parcial da região - Henry Yu

Municípios de Abrangência
Santo Antônio do Itambé, Serro e Serra Azul de Minas


Distância de Belo Horizonte ao Parque
372 Km


Como chegar
De Belo Horizonte, pegar a MG 010, sentido Conceição do Mato Dentro, Serro e Santo Antônio do Itambé, ou a BR 040 sentido Brasília, e, logo após, a BR 259 sentido Curvelo, até Serro e Santo Antônio do Itambé.


Sede administrativa
Fazenda São João, s/nº, zona rural, Santo Antônio do Itambé, CEP 39160-000
peitambe@meioambiente.mg.gov.br
33 3428-1372

 

Infraestrutura

Interna
Portaria e sede administrativa


Entorno
Os municípios de Itambé do Mato Dentro e Serro possuem equipamentos de hospedagem, alimentação e compras.


Horário de funcionamento

De quarta a segunda-feira, das 8h às 17h

Área
65,20 km²


Criação
21 de janeiro de 1998


Descrição
Localizado na região do Vale do Jequitinhonha e Doce, no complexo da serra do Espinhaço, região central de Minas Gerais. As rochas do local pertencem à cordilheira do Espinhaço.  De origem indígena, a palavra "Itambé" significa pedra afiada. O parque é conhecido na região como "caixa d'água", pelas várias nascentes que abriga e por ser divisor de duas bacias hidrográficas: Jequitinhonha e Doce.


Seu maior destaque é o pico do Itambé, com 2.052 m, um dos marcos referências do estado e ponto culminante da serra do Espinhaço.


Clima

O regime climático da região é tipicamente tropical, com uma estação muito chuvosa e outra seca. As superfícies mais elevadas da serra do Espinhaço caracterizam-se pelo predomínio de temperaturas amenas durante todo o ano, com média anual em torno de 18º C. A estação chuvosa tem início em novembro e termina em março; a seca vai de junho a agosto.


Vegetação

O parque está inserido na área de transição de dois biomas: mata atlântica e cerrado. Dessa forma, apresenta diferentes fisionomias vegetais, como campo rupestre, campo limpo, cerrado ralo e floresta estacional.


A flora é composta por espécies como angico-branco, pau-d'óleo, jacarandá-da-bahia, ipê-amarelo, candeia, amescla, landim, murici, canela de ema, sempre-vivas e diversas espécies endêmicas da região.


Em 2007, uma nova espécie de bromélia foi descoberta nos paredões rochosos da cachoeira da Fumaça e, ainda sem nome popular, recebeu o nome científico de Orthophytum itambense. Ela possui flores brancas que surgem da parte central da roseta e é composta por folhas em tom avermelhado.


Fauna

Uma fauna bastante rica interage com a diversidade da flora e seus recursos hídricos. Entre as diversas espécies encontradas, destacam-se o tamanduá-de-colete, o lobo-guará, a jaguatirica, a suçuarana e o guigó.


Em 2011, pesquisadores identificaram uma nova espécie de anfíbio, a Crossodactylodes itambe, ainda sem nome popular.


O que ver e fazer


Cachoeira da Água Santa

A primeira queda possui 7 m e a segunda, 30 m. As duas formam uma corredeira na rocha até chegar ao poço. Ao redor avista-se a mata atlântica bem preservada.


Extensão: a partir da portaria, 235 m em estrada e, depois, 638 m em trilha, a partir da estrada principal.

Grau de dificuldade: médio


Cachoeira da Fumaça
A queda possui 20 m e fica entre paredões que abrigam uma espécie endêmica de bromélia, a Orthophytum itambense, que não possui nome popular.

Grau de dificuldade: baixo


Cachoeira do Neném
A queda possui 8 m e, no entorno, é possível observar bromélias gigantes que se fixam nas árvores.


Extensão: A partir da portaria, há um percurso de 3.600 m em estrada, depois mais 700 m em trilha, a partir da estrada principal.

Grau de dificuldade: baixo


Cachoeira do Rio Vermelho
A queda possui 36 m e o leito do rio forma piscinas naturais. Há pedras escorregadias no acesso à cachoeira.



Extensão: A partir da portaria, há um percurso de 5.300 m em estrada e mais 2.876 m em trilha, saindo da estrada principal.

Tempo: 2 horas
Grau de dificuldade: médio


Travessia do Pico do Itambé ao Rio Preto
No percurso é possível observar paredões rochosos do pico do Itambé e o córrego da Bica d'Água. No caminho, também está a cachoeira da Cortina, uma escultura em pedra e água. Daí, chega-se à comunidade de Santa Cruz, chapada dos Couto e depois ao Parque Estadual do Rio Preto.


É necessário ter autorização do parque para fazer a travessia e assinar termo de responsabilidade.


Extensão: 50 km
Grau de dificuldade: alto


Trilha Pico do Itambé

É necessário solicitar autorização para fazê-la com 24 horas de antecedência e assinar um termo de responsabilidade. Há um acampamento para pernoitar no pico do Itambé, limitado a dez visitantes, dois guias e três carregadores. A visita diária, por sua vez, é limitada a 20 pessoas, incluindo guias e carregadores.


A subida ao pico está sujeita à avaliação climática dos funcionários do parque.


Extensão: 1.850 m
Tempo: 4 horas
Grau de dificuldade: alto


Trilha dos Tropeiros
Liga o município de Santo Antônio do Itambé à comunidade de Capivari, no município do Serro. O percurso cruza o parque e pode ser feito a cavalo ou de bicicleta, mas é necessária a autorização prévia.


Extensão: 11.993 m

Tempo: 7 horas
Grau de dificuldade: alto


Passeios pelos arredores


Cachoeira do Amaral

Possui uma queda d'água e um poço para banho e natação. O grau de dificuldade, assim como outras informações, devem ser checadas com os residentes, que também indicam como obter autorização para visita.


Localização: Comunidade de Capivari / propriedade particular


Cachoeira dos Coqueiros
Possui duas quedas d'água e uma pequena praia de areia. Durante o percurso, bem marcado, que também pode ser feito a cavalo, é possível observar a serra do Espinhaço, com seus campos floridos, formações rochosas e vegetação de cerrado preservada. O caminho até o ponto inicial da trilha pode ser feito também de carro.


Localização: Comunidade de Capivari
Grau de dificuldade: médio


Cachoeira do Tempo Perdido
Queda de 25 m, boa para banho, com poço de areia com pouquíssimas pedras. Informações devem ser checadas com os residentes, que também indicam como obter autorização para visita.


O percurso até o início da trilha pode ser feito de carro ou a cavalo, mas é importante observar que há locais de passagem muito estreitas.


Não é necessário acompanhamento de guia, mas moradores locais oferecem o serviço, o que traz oportunidade de maior contato com a cultura local.


Extensão: 2,57 km, com desnível de 200 m
Localização: 5 km da comunidade de Capivari / propriedade particular
Grau de dificuldade: baixo


Órgão responsável pelo parque
Instituto Estadual de Florestas - IEF
Rodovia Papa João Paulo II, 4.143 - Serra Verde
1º andar do Edifício Minas Gerais - Cidade Administrativa
Belo Horizonte - CEP 31630-900
Telefones: 31 3915-1752/3915-1507

Diretoria de Áreas Protegidas
31 3915-1345


Diretoria de Unidades de Conservação
31 3915-1381


Dicas

- Menores de 15 anos devem estar sempre acompanhados pelos responsáveis; adolescentes entre 15 e 18 anos podem estar acompanhados mediante autorização.


- A melhor época para visita é de abril a outubro, período da seca. De novembro a março, com chuva, as trilhas podem estar fechadas.


É bom lembrar que...
- Antes de percorrer trilhas, o visitante deve se apresentar ao centro de visitantes para receber instruções.


- O sol forte exige chapéu e protetor solar todo o tempo.


- Alimentar é importante. Portanto, leve sempre na mochila: frutas, sanduíches, biscoitos e barras de cereais, alimentos nutritivos e práticos.


- As caminhadas longas exigem hidratação constante. Tenha sempre uma garrafa de água na mochila.


- Um calçado apropriado e confortável para caminhar (tênis ou bota) é item obrigatório.


- O melhor é evitar fumar em um parque. Mas, se o fizer, tome cuidado com seu cigarro, apagando-o depois de fumar.


- Nada se deixa em um parque. Todo o lixo deve ser coletado e disposto nos locais apropriados.


- Nada se leva de um parque. Animais, plantas, rochas, frutos, sementes e conchas encontradas no local fazem parte do ambiente e aí devem permanecer.


- Caçar, pescar e molestar animais silvestres é crime previsto por lei. Os animais precisam buscar seu próprio alimento para manter o ciclo de vida natural.


- Não é permitida a entrada de visitantes com plantas e animais domésticos, pois, podem causar problemas como a introdução de doenças e ameaças ao ambiente natural.


- Não é permitido praticar esportes motorizados, assim como abrir trilhas e atalhos.


- É importante levar algum lanche, pois o parque não dispõe de restaurante ou lanchonete.


- As áreas de visitação pública são restritas e, normalmente, possuem horários definidas. Nos parques estaduais existem restrições de uso de imagem. Consulte o IEF.


Crédito do texto
Instituto Estadual de Floresta / Guia Parques Estaduais de Minas Gerais. Editora Horizonte. 2014. Instituto Estadual de Florestas-IEF / Núcleo de Resolução de Conflitos Ambientais / Ministério Público do Estado de Minas Gerais


Enviar link

Região Turística
Central
  • Cidades próximas:
  • Conceição do Mato Dentro
  • Gaunhães
  • Serra Azul de Minas
  • Serro