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Parque Estadual da Serra do Brigadeiro

Apresentação

  • Parque Estadual Serra do Brigadeiro - Bruno Guilarducci
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  • Parque Estadual Serra do Brigadeiro - Bruno Guilarducci

Municípios de abrangência
Araponga, Divino, 
Ervália, Fervedouro, Miradouro, Muriaé, Pedra Bonita, Sericita


Portaria
Existem duas portarias:
Portaria 1: a 10 quilômetros de Araponga.
Portaria 2: a  27 quilômetros de Fervedouro


Distância de Belo Horizonte ao parque
290 Km


Como chegar
Saindo de Belo Horizonte, seguir pela BR 040, no sentido do Rio de Janeiro, até a BR 356 (rodovia dos Inconfidentes), sentido Ouro Preto. Seguir pela MG 262 até o município de Ponte Nova e entrar na BR 120, sentido Viçosa. Em Viçosa, no trevo para Ubá, pegar o acesso para São Miguel do Anta e, depois, pela BR 482 até Araponga. Antes de chegar ao centro da cidade, virar à direita na Copasa. A partir daí, seguir por 11 km de estrada de terra até a portaria do parque. A partir de Viçosa, a estrada está bem sinalizada.

Há outro acesso pela cidade de Fervedouro, BR 116


Atenção: usar veículo com tração 4x4.


Sede Administrativa
Estrada Araponga - Fervedouro, MG 482, Km 15, zona rural de Araponga.
Telefone: 32  3721-7491
pebrigadeiro@meioambiente.mg.gov.br


Infraestrutura
Interna
Centro de pesquisa, posto da polícia ambiental, laboratório, alojamento para pesquisadores, centro administrativo e de educação ambiental, residências para funcionários e administrador e casa de hóspedes.


Não há área de alimentação. O visitante deve levar seu lanche e saco de lixo para os resíduos.


Entorno
É possível se hospedar em Araponga, Jequeri, Canaã, Sericita e Pedra Bonita.


Horário de funcionamento
De terça-feira a domingo das 8h às 17 horas. É necessário agendamento prévio, com antecedência de oito dias, informando data, horário previsto de chegada, retorno e objetivo da visita. As visitas são guiadas por monitores do parque. O atendimento de escolas ou grupos será agendado de terça à sexta-feira, exceto feriados, das 8h ás 12h  e das 13h às 17h.


Entrada gratuita


Área
150 Km²


Criação
27 de setembro de 1996


Objetivos
Preservar vegetação remanescente da mata atlântica e diversos cursos de água que integram as bacias dos rios Paraíba do Sul e Doce.


Descrição
Localizado na região da Zona da Mata, ocupa o extremo norte da serra da Mantiqueira, entre os vales do Carangola, Glória e Rio Doce.É uma paisagem dominada por montanhas, vales, chapadas e encostas. A neblina que cobre os picos quase todo proporciona belos panoramas.


Relevo

Pertence a serra da Mantiqueira.


Picos:
do Soares: 1.985 metros de altitude
Campestre: 1.908
metros de altitude
do Grama: 1899
metros de altitude
do Boné: 1870
metros de altitude


Clima
Tropical de altitude.


Vegetação
A mata atlântica, principal formação vegetal da área, está intercalada com os campos de altitude e afloramentos rochosos. O parque possui um rico ecossistema, sendo um verdadeiro paraíso botânico, com exemplares de quaresmeiras, palmitos-juçara, canjeranas, muricis, ingás, cedros, jequitibás, canelas, embaúbas, perobas, ipês e xaxins. 


Devido à neblina que cobre os picos durante quase todo o ano, há um ecossistema rico em plantas epífitas, como orquídeas, samambaias, liquens, variedades de gramíneas, bromélias, arbustos e cactos. 


Fauna
O parque abriga espécies da fauna ameaçadas de extinção, como, o sauá, o mono carvoeiro ou muriqui (o maior macaco americano), a onça- pintada, a caititu, veado-mateiro, o cachorro-do-mato, o tamanduá-de-colete, o caxinguelê, a preguiça-de-três-dedos, o sagui-da-serra-escuro,  a jaguatirica e o sapo-boi. Várias espécies de aves podem ser observadas como, o pavó, o papagaio-do-peito-roxo, o beija-flor, o gavião-pomba, o tucano-do-peito-amarelo, o trinca-ferro e a araponga. 


O que ver e o que fazer
A melhor época para visitar o parque é entre abril e setembro, período de seca. Para aproveitar as cachoeiras do entorno recomenda-se a visitação no verão.

Devido ao clima e altitude recomenda-se levar agasalhos. 



Ermida Antônio Martins
Situada a 700 metros de distância da sede, a capela foi construída em 1908 e está localizada a 1.324 metros de altitude. O trajeto até lá pode ser feito a pé ou de veículo. 


Grau de dificuldade: baixo
Tempo: 20 minutos


Fazenda do Brigadeiro
Erguido há 70 anos, no estilo neocolonial, o casarão da Fazenda Brigadeiro tem aproximadamente 240 m² de área construída e foi tombado pelo município de Araponga.


Trajeto até a casa: 30 Km. Pode ser feito de carro.
Tempo: 1h30


Pico do Boné

Possui 1.870 metros de altitude. De lá, avista-se o distrito de Bom Jesus do Madeira, a serra do Grama, a Pedra do Pato, o pico do Soares, a pedra Branca e o município de Araponga.

O nome vem do formato da rocha, semelhante a um boné, dependendo da posição da qual se olha.


Trajeto: 28 Km da sede. Pode ser feito de carro, mas os 2,8 Km restantes a pé. A trilha é íngreme e um guia do parque acompanha os visitantes.


Grau de dificuldade: médio
Tempo: 3h30


Pico do Cruzeiro
Está situado a 1.684 m de altitude. De lá, é possível avistar formas mamelonares, chamadas de "mares de morros", que compõem o relevo da região. Ao norte avista-se o Fervedouro; a oeste, a pedra da Ararica; a leste, a vista para o pico do Soares e, ao sul, o município de Araponga.


Trajeto: 30 km da sede. Até o início da trilha, o trajeto pode ser feito de carro. Nos três quilômetros restantes, deve ser feito a pé. O percurso é íngreme, escorregadio e exige bastante atenção.
Grau de dificuldade: alto
Tempo: 3h30


Pico do Grama

Possui 1.561 m de altitude. De lá, a vista abrange a sede administrativa do parque, alguns municípios do entorno e os picos do Boné e do Soares, além do Parque Nacional do Caparaó.


Trajeto:
500 m de distância da sede. É possível chegar ao cume percorrendo uma trilha de 800 m.
Grau de dificuldade: médio
Tempo: 1h20


Pico do Itajuru
O pico de 1.585 metros de altitude é um afloramento de rochas graníticas e, de lá, avista-se fazendas e a cadeia de serras. Em dias de bom tempo, é possível ver os municípios de Ervália e Muriaé.


Trajeto: 35 km da sede. Até o início da trilha, o trajeto pode ser feito de carro,nos 5 km restantes, deve ser feiro a pé.
Grau de dificuldade: médio
Tempo: 4h


Pico do Matipó
Possui 1.852 metros de altitude. De lá, avista-se os picos do Soares, do Boné, do Saco do Bode e da Ararica. É possível ver ainda a região de Araponga e do prolongamento da serra, que compreende a porção noroeste do parque e a mata da Fazenda Brigadeiro.


Trajeto: 30 km da sede. Até o início da trilha, o trajeto pode ser feito de carro, nos 6 km restantes, deve ser feito a pé.

Grau de dificuldade: alto


Serra das Cabeças
É constituída por três afloramentos rochosos. Duas das "cabeças" recebem nomes locais: uma é conhecida como Mamute e a outra, como Índio ou Chinês. Dos cumes, avistam-se o parque e morros circundantes. Está a 1.853 metros de altitude.


Trajeto: 4 km da sede. Até o início da trilha, o trajeto pode ser feito de carro. Nos 6 km restantes, dever ser feito a pé.

Grau de dificuldade: alto
Tempo: 4 horas


Trilha do Carvão

No percurso da trilha é possível avistar a vegetação de mata atlântica, sobretudo as plantas samambaiaçu. Também é possível ouvir cantos de pássaros como a araponga e o trinca-ferro. Da trilha, divisa-se a serra das Cabeças.

Trajeto: 8,3 km da sede. Possui 6,7 de extensão. O trajeto da sede até a trilha pode ser feito de carro, mas a trilha é realizada somente a pé.
Grau de dificuldade: baixo
Tempo: 4 horas


Trilha do Encontro
É uma trilha educativa, tem como tema o ecossistema e apresenta hábitos e características de alguns animais, como a onça.


Trajeto: 100 metros da sede. Possui 400 metros de extensão

Grau de dificuldade: baixo
Tempo: 30 minutos


Trilha da Lajinha
Durante a caminhada, pode-se observar a biodiversidade da mata atlântica. No final do percurso, há um jardim de bromélias em uma laje de pedra. No período chuvoso, alguns trechos ficam muito escorregadios, por isso, necessitam de maior atenção durante a caminhada.


Trajeto: 100 metros da sede. Possui 500 metros de extensão.
Grau de dificuldade: baixo
Tempo: 50 minutos


Trilha do Muriqui
A trilha pode ser percorrida com propósito educativo, pois tem como tema a biodiversidade da mata atlântica, com destaque para as plantas medicinais e outras espécies de flora e fauna. Nesse passeio o visitante poderá ver o muriqui.


Trajeto: 100 metros da sede. Possui 1,1 km de extensão
Grau de dificuldade: baixo

Tempo: 50 minutos


Trilha da Pedra do Cruzeiro
É possível encontrar várias espécies da fauna, como cobras, sapos e aves. A flora é representada por espécies como as árvores embaúba e quaresmeira; e por arbusto, como a canela-de-ema. A comunidade local costuma percorrer a trilha no dia de Corpus Christi para celebrações religiosas. O trajeto da sede até a trilha pode ser feito de carro, mas a trilha é realizada somente a pé.


Trajeto: 23,3 Km da sede

Grau de dificuldade: baixo

Tempo: 3 horas


Trilha da Pedra do Pato
Parte da área percorrida encontra-se em processo de regeneração. A trilha é bastante íngreme, com trechos escorregadios. No final do percurso, há piscinas naturais e é possível contemplar também a pedra do Pato, um dos pontos mais altos do parque, com 1.908 metros de altitude.


Trajeto: 1,3 km da sede
Tempo: 3h20


Trilha Laje do Ouro
Durante a caminhada, é possível ouvir o som dos afluentes do córrego do Ouro e avistar a vegetação da mata atlântica. Também se vê os picos do Cruzeiro e do Soares. O trajeto da sede até a trilha pode ser feito de carro, mas a trilha é somente a pé.


Trajeto: 30 km da sede
Grau de dificuldade: baixo
Tempo: 1h30


Agendamento para visitas pedagógicas
Telefone: 32  3721-7491


É permitido passeios de bicicleta e cavalgadas.


Órgão responsável pelo parque

Instituto Estadual de Florestas - IEF
Rodovia Papa João Paulo II, 4.143 - Serra Verde
1º andar do Edifício Minas Gerais - Cidade Administrativa
Belo Horizonte - CEP 31630-900
Telefones: 31 3915-1752/3915-1507

Diretoria de Áreas Protegidas
Telefone: 31 3915-1345

Diretoria de Unidades de Conservação
Telefone: 31 3915-1381

É bom lembrar que...

- O sol forte exige chapéu e protetor solar todo o tempo.

- O melhor período para visitação dos parques é de abril a outubro, quando chove menos.

- Alimentar é importante. Portanto, leve sempre na mochila: frutas, sanduíches, biscoitos e barras de cereais, alimentos nutritivos e práticos.

- As caminhadas longas exigem hidratação constante. Tenha sempre uma garrafa de água mochila. 

- Um calçado apropriado e confortável para caminhar (tênis ou bota) é item obrigatório.

- O melhor é evitar fumar em um parque. Mas, se o fizer, tome cuidado com seu cigarro, apagando-o depois de fumar.

- Nada se deixa em um parque. Todo o lixo deve ser coletado e disposto nos locais apropriados. 

- Nada se leva de um parque. Animais, plantas, rochas, frutos, sementes e conchas encontradas no local fazem parte do ambiente e aí devem permanecer.

- Caçar, pescar e molestar animais silvestres é crime previsto por lei. Os animais precisam buscar seu próprio alimento para manter o ciclo de vida natural.

- Entrar no parque com animais domésticos pode causar problemas como a introdução de doenças e ameaças ao ambiente natural.

- As áreas de visitação pública são restritas e, normalmente, possuem horários definidas.Nos parques estaduais existem restrições de uso de imagem. Consulte o IEF


Crédito do texto

Guia Parques Estaduais de Minas Gerais. Editora Horizonte. 2014. Instituto Estadual de Florestas-IEF / Núcleo de Resolução de Conflitos Ambientais / Ministério Público do Estado de Minas Gerais

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