Parques

Parque Estadual do Itacolomi

Apresentação

  • Ouro Preto - Pico do Itacolomi - Henry Yu
  • Ouro Preto - Fazenda do Manso - Diego Gazola
  • Ouro Preto - Fazenda do Manso - Diego Gazola
  • Ouro Preto - Fazenda do Manso - Diego Gazola
  • Ouro Preto - Museu do Chá - Fazenda do Manso  - Diego Gazola
  • Ouro Preto - Museu do Chá - Fazenda do Manso - Diego Gazola
  • Ouro Preto - Placa comemorativa - Diego Gazola

Município(s) de Abrangência
Ouro Preto e Mariana


Portaria
Acesso pela BR 356, próximo ao bairro da Bauxita


Distância de Belo Horizonte
105 Km


Como chegar
O acesso é entre os municípios de Ouro Preto e Mariana. A partir de Ouro Preto, segue-se a BR-356 até o entroncamento com a MG-262, em direção ao parque. Outra opção é seguir, a partir do sul da cidade, a rua Pandiá Calógeras, atravessar a estrada e seguir as trilhas sinalizadas.


As empresas Pássaro Verde (intermunicipal), Turim, Transcotta, e Vale do Ouro (internas) possuem transporte regular que passam na portaria do parque.


Veículos são permitidos da portaria até a sede da fazenda

 

Horário de funcionamento
8h às 17h

 

Entrada
paga


Sede Administrativa
Localiza-se na Fazenda São José do Manso, que, na década de trinta, abrigava uma fábrica de chá e, nos dias de hoje, tem uma infraestrutura para atender os visitantes.
Rodovia 356, Km 97,6, em frente o trevo da Santa Casa de Ouro Preto.
CEP:35.400-000
Telefone: 31  3551-6193
peitacolomi@meioambiente.mg.gov.br



Infraestrutura
Interna
Centro de visitantes, restaurante, área de convívio, churrasqueiras com mesas e bancos, parquinho e quadra de areia, banheiros, vestiários masculino e feminino, área de camping, alojamentos, casa do pesquisador, casa de hóspedes.


Entorno
Os municípios de Ouro Preto e Mariana possuem equipamentos de hospedagem, alimentação e oferta de passeios programados.


Criação
Criado pela Lei n° 4.495, de 14 de junho de 1967.


Objetivos da unidade
O Instituto Estadual de Florestas (IEF) criou uma supervisão que é denominada Diretoria de Proteção à Biodiversidade (DPB). A proposta desta diretoria é de proteger a biodiversidade do estado de Minas Gerais e proibir a visitação às unidades de conservação, enquanto não estiverem estruturadas e não possuírem um estudo de viabilidade econômico-financeira, demonstrando, assim, sua capacidade de autossustentação.


Área
75,43 Km²


Descrição
O parque está localizado na porção sul da Reserva da Biosfera da serra do Espinhaço e a sudoeste do Quadrilátero Ferrífero, no centro do estado de Minas Gerais. 


O Parque Estadual do Itacolomi abriga o conhecido pico do Itacolomi, que, no século 17, serviu de ponto de referência para os bandeirantes paulistas que vinham desbravando as matas da região atrás das riquezas minerais.


Os nevoeiros, frequentes na serra, contribuem para aguçar a curiosidade do visitante sobre as lendas, mistérios e histórias da região, nos tempos do ouro abundante, dos bandeirantes e da antiga Vila Rica.


Relevo
Têm destaque os afloramentos rochosos nos campos de altitude e platôs com declives, como a serra do Trovão, a de Lavras Novas, a do Cibrão e o pico do Itacolomi, 1.772 m de altitude.


Hidrografia
A região tem um dos maiores potenciais hídricos de Minas Gerais, uma vez que duas das maiores bacias hidrográficas do país têm parte de suas nascentes na região: São Francisco (Velhas) e Doce. Dentro de seus limites, o parque abriga diversas áreas de nascentes, que formam o ribeirão do Carmo e o rio Gualaxo do Sul, ambos componentes do chamado alto rio Doce. 


Clima
Com verão agradável e inverno frio, com serração e geadas, a estação das chuvas se estende de novembro a março. Durante o ano, a temperatura máxima costuma ser de 32ºC e a mínima, de 4ºC.


Vegetação
Em uma zona de transição entre floresta atlântica e o cerrado, o local possui relevo acidentado. Coberto por uma vegetação bastante diversificada abriga campos rupestres, florestas de candeias e possui grandes áreas remanescente da floresta atlântica. Nas partes mais elevadas das montanhas aparecem os afloramentos rochosos.


A flora conta com espécies como o samambaiaçu-imperial, o pinheiro-do-paraná, a braúna-preta e o jacarandá-da-bahia. Figuram também a pindaíba, a arnica-da-serrra, a orquídea e a douradinha. Os principais fatores que ameaçam estas espécies são a coleta predatória, a destruição do hábitat natural, populações pequenas, isoladas e em declínio e área de distribuição restrita. 

 

Há também espécies endêmicas como a orquídea Habenariaitacolumia e o arbusto Cybianthusitacolomyensis, ambos sem nome popular.


Fauna
Destacam-se belas espécies como o tamanduá-bandeira, o tamanduá-mirim, 
a onça-parda (Puma concolor), a jaguatirica, o gato-do-mato-pequeno,o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), o porco-do-mato e a lontra. Já os endêmicos incluem o gambá-de-orelha-preta, a cuíca-de quatro-olhos, o ouriço-comum e o macaco sauá.


Segundo o Instituto Estadual de Florestas (IEF), foram catalogadas mais de 200 espécies de aves na localidade, dentre elas: jacu-açu (Penélope obscura), o saí-andorinha (Teresina viridis,)
a ave-pavó (Pyroderus scutatus), o andorinhão-de-coleira (Streptoprocne zonaris) e vários beija-flores.


O que ver e fazer


Casa Bandeirista

Construída entre 1706 e 1708 para servir de posto fiscal no tempo da exploração aurífera - no local era feito o recolhimento do quinto - por isso é considerada como o primeiro prédio público do Estado.  A 1.200 m de altitude, é uma das mais importantes construções remanescentes da influência paulista na arquitetura rural mineira, legado dos bandeirantes do início do século 18. Em 1998, a edificação e todo seu entorno foram tombados.

 

Localização: 100m de distância da sede do parque.



Capela de São José

Construída em meados do século 20, sob a recomendação de um padre após relatos de aparições de almas penadas nas imediações e de um estranho comportamento de mulas e cavalos que, ao passarem pela região, empacavam e se recusavam a seguir adiante. Hoje, a capela chama a atenção por possuir uma Via-Sacra diferente, feita por artistas plásticos ouropretanos que utilizaram materiais colhidos na natureza para sua confecção.

 

Localização: 250 m da sede do parque.


Museu José de Salles de Andrade - Museu do Chá
Também conhecido como Museu do Chá. Situa-se na antiga Fazenda São José do Manso, que foi polo produtor de chá na primeira metade do século 20. Grande parte do maquinário alemão utilizado se encontra ainda no galpão e é hoje a principal parte da exposição. Um documentário sobre a história do produto desde a sua origem, na China, até a introdução na região de Ouro Preto é exibido para os visitantes. Há também além de informativos sobre processos de produção, exposição de fotos e curiosidades sobre o cultivo e costumes da época áurea do chá.


A Fazenda São José do Manso é tombada pelo IEPHA
Registrada na categoria de Bem Imóvel-Século 18
Inscrição: Homologação Data: 22 de setembro de 1998


Represa do Custódio
Construída na década de 1940. Situa-se a 7,6 km de distância da sede do parque, no distrito de Lavras Novas. Bom para apreciação da vista, mas não é permitido o banho ou a prática de esportes náuticos.


Grau de dificuldade: médio

 

Trilha do Mirante do Custódio
Durante o percurso é possivel observar a fauna e flora da região. Do mirante, avista-se a represa do Custódio, localizada no distrito de Lavras Novas.


Extensão:4,6 Km
Tempo:1h30
Grau de dificuldade:médio


Trilha do Forno
A trilha percorre uma área de mata atlântica, com partes encharcadas e alagadiças, no final do percurso, um antigo forno que pertenceu à Olaria Roque Pinto, no século 19.


Localização:400 m do centro de visitantes
Extensão:1,2 Km
Tempo:1h
Grau de dificuldade:baixo


Trilha da Capela

Perpassa uma área que sofreu significativa interferência humana na primeira metade do século 20, com extensas plantações de chá e cultivo de eucalapito. Durante o percurso, avista-se os diferentes tipos de vegetação e de solo existentes no parque.


Localização:100m do centro de visitantes

Extensão:1,4 km

Tempo:1h

Grau de dificuldade: baixo



Trilha da Lagoa

Circunda a região da lagoa da Capela, passa por áreas planas e alagadiças, com vegetação predominante de mata atlântica.


Localização:200m do centro de visitantes.
Tempo:20 minutos
Grau de dificuldade:baixo



Lagoa da Capela

Área destinada para banhos e prática de tirolesa. Possui dois deques, um na borda e outro flutuante.


Localização:200 m da sede.

 


Trilha do Pico do Itacolomi

Reverenciado pelos indígenas, que o consideravam o filho da montanha, o pico encontra-se a 1.772m de altitude. Dele tem-se uma vista de 360º, que abrange o relevo composto por mares de morros e as serras do entorno e vales. O Itacolomi servia como referência para os primeiros colonizadores da região e hoje é um dos símbolos da cidade de Ouro Preto.

 

O nome "itacolomi", de origem indígena, tem duas versões. Uns dizem que vem de "itacurumim" que, na língua dos índios cataguases, significa "a pedra e o menino", devido ao fato da configuração natural do relevo possuir uma pedra grande, que seria a mãe, e uma menor ao seu lado, que seria o filho.

 

As visitas guiadas ao pico do Itacolomi serão realizadas com agendamento prévio no Centro de Visitante.

 

Extensão:7,6 Km
Tempo:2h30
Grau de dificuldade:alto


Órgão responsável pelo parque

Instituto Estadual de Florestas - IEF
Rodovia Papa João Paulo II, 4.143 - Serra Verde
1º andar do Edifício Minas Gerais - Cidade Administrativa
Belo Horizonte - CEP 31630-900
Telefones: 31 3915-1752/3915-1507

Diretoria de Áreas Protegidas
Telefone: 31 3915-1345

Diretoria de Unidades de Conservação
Telefone: 31 3915-1381

 

É bom lembrar que...
- O sol forte exige chapéu e protetor solar todo o tempo.


- O melhor período para visitação dos parques é de abril a outubro, quando chove menos.


- Alimentar é importante. Portanto, leve sempre na mochila: frutas, sanduíches, biscoitos e barras de cereais, alimentos nutritivos e práticos.


- As caminhadas longas exigem hidratação constante. Tenha sempre uma garrafa de água na mochila.


- Um calçado apropriado e confortável para caminhar (tênis ou bota) é item obrigatório.


- O melhor é evitar fumar em um parque. Mas, se o fizer, tome cuidado com seu cigarro, apagando-o depois de fumar.


- Nada se deixa em um parque. Todo o lixo deve ser coletado e disposto nos locais apropriados.


- Nada se leva de um parque. Animais, plantas, rochas, frutos, sementes e conchas encontradas no local fazem parte do ambiente e aí devem permanecer.


- Caçar, pescar e molestar animais silvestres é crime previsto por lei. O animais precisam buscar seu próprio alimento para manter o ciclo de vida natural.


- Entrar no parque com animais domésticos, pode causar problemas como a introdução de doenças e ameaças ao ambiente natural.


- As áreas de visitação pública são restritas e, normalmente, possuem horários definidos.

 

 

Crédito do texto
Instituto Estadual de Floresta / Guia Parques Estaduais de Minas Gerais. Editora Horizonte. 2014. Instituto Estadual de Florestas-IEF / Núcleo de Resolução de Conflitos Ambientais / Ministério Público do Estado de Minas Gerais

 

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