Parques

Parque Estadual do Rio Preto

Apresentação

  • São Gonçalo do Rio Preto - Parque Estadual do Rio Preto - Maria Lucia Dornas
  • São Gonçalo do Rio Preto - Parque Estadual do Rio Preto - Maria Lucia Dornas
  • São Gonçalo do Rio Preto - Parque Estadual do Rio Preto - Maria Lucia Dornas
  • São Gonçalo do Rio Preto - Parque Estadual do Rio Preto - Maria Lucia Dornas
  • São Gonçalo do Rio Preto - Parque Estadual do Rio Preto - Maria Lucia Dornas
  • São Gonçalo do Rio Preto - Parque Estadual do Rio Preto - Maria Lucia Dornas
  • São Gonçalo do Rio Preto - Parque Estadual do Rio Preto - Maria Lucia Dornas
  • São Gonçalo do Rio Preto - Parque Estadual do Rio Preto - Maria Lucia Dornas
  • São Gonçalo do Rio Preto - Parque Estadual do Rio Preto - Maria Lucia Dornas
  • São Gonçalo do Rio Preto - Parque Est. do Rio Preto - Cachoeira do Crioulo - Maria Lucia Dornas
  • São Gonçalo do Rio Preto - Parque Est. do Rio Preto - Cachoeira do Crioulo - Maria Lucia Dornas
  • São Gonçalo do Rio Preto - Águas do Parque Estadual do Rio Preto  - Diego Gazola
  • São Gonçalo do Rio Preto - Placa indicativa no Parque Estadual do Rio Preto - Diego Gazola
  • São Gonçalo do Rio Preto - Paisagem  - Diego Gazola

Município de abrangência
São Gonçalo do Rio Preto


Portaria
A portaria está a 15 Km da cidade de São Gonçalo do Rio Preto, próxima as comunidades de Alecrim e Santo Antônio.


Distância de Belo Horizonte ao Parque

355 Km


Como chegar
A partir de Belo Horizonte, seguir a BR 040 no sentido de Brasília e, depois, acessar a BR 259 até Curvelo. Daí, seguir pela BR 367, sentido Diamantina. Após a cidade de Couto Magalhães, entrar na MG 214 até São Gonçalo do Rio Preto, por estrada de terra batida. De São Gonçalo até a portaria do parque são 15 Km de estrada bem sinalizada.


Sede administrativa
Estrada vicinal que liga a sede do município de São Gonçalo do Rio Preto à comunidade de Santo Antônio, Km 15. CEP 39185-000
Telefone: 38 3531-3919


Infraestrutura

Interna
Portaria, centro de visitantes, sede administrativa, estacionamento, restaurante, alojamentos, área de camping, quiosques, churrasqueiras, vestiários, fonte de água potável e auditório.


Entorno
A cidade de São Gonçalo do Rio Preto possui pousadas e restaurantes. No povoado de Alecrim é possível utilizar hospedagem familiar - Receptivos Familiares do programa Turismo Solidário.


Horário de funcionamento
De terça-feira a domingo das 7h às 17h

 

É necessário agendamento prévio para usar alojamentos e área de camping. É permitido o uso de carros na estrada interna do parque.


Entrada paga.


Área
121,85 Km²


Criação
Decreto nº 35.611, de 1º de junho de 1994.


Objetivos

Preservar a nascente do rio Preto, integrante da bacia do rio Jequitinhonha, a rica flora e a fauna. Promover a educação ambiental, o ecoturismo e o lazer.


Descrição
Localizado na serra do Espinhaço, na região do vale do Jequitinhonha, o parque apresenta afloramentos rochosos, cachoeiras, piscinas naturais e é importante na proteção das nascentes da bacia do rio Jequitinhonha e de diversas espécies de fauna em situação de risco.


Histórico

O arraial do Rio Preto formou-se na primeira metade do século 18, em torno de uma capela erguida para homenagear São Gonçalo, até que, em 1820, foi instituída a paróquia local. Tornou-se pouso de tropeiros e aventureiros que iam em direção à Diamantina.


Até hoje é possível encontrar vestígios da Estrada Real, caminho oficial por onde circulavam pessoas e mercadorias como ouro e diamantes. Nesse caminho, se formaram povoados com armazéns, oficinas, vendas e paradouros. Eles eram instalados a distância de um dia de viagem um dos outros. Muitas cidades brasileiras tiveram sua origem nesses povoados.


Com mais de 1.400 km, a Estrada Real é hoje considerada uma rota histórica, patrimônio cultural e ambiental da região, além de uma excelente opção de passeio turístico. O Parque Estadual do Rio Preto pertence ao Circuito dos Diamantes, já que parte da estrada para transporte das pedras passava pelo seu interior.


Clima
É diversificado com predominância do tropical, em que há duas estações bem definidas: a seca e a chuvosa. A precipitação anual média é de 1.500 mililitros de chuva; mais de 90% ocorre de outubro a março. A temperatura anual costuma variar entre 18º C e 30º C, na temporada da seca apresenta o clima mais frio.


Vegetação
A vegetação característica é o cerrado, com formações campestres, savânicas, que incluem árvores inclinadas, tortuosas, com ramificações irregulares e distorcidas, medindo entre 3 e 6 m. Há também espécies menores, cuja altura varia entre 2 e3 m, outras com altura entre 2 a 4 m, presentes em altitudes acima dos 900m, e que são encontradas entre afloramentos de rochas e outros tipos de vegetação.


Nas vertentes de córregos e rios há áreas com florestas que perdem parte da folhagem na época de seca. Estudos biogeográficos sobre a cadeia do Espinhaço mostraram que a região é um importante centro de biodiversidade, que conta com espécies da flora como éricas, azaleias, canelas-de-ema, orquídeas, bromélias e sano.

 

Outras espécies que podem ser observadas são cedro, ipê, candeia, jatobá-de-cerrado, monjolo, pau pereira, sucupira, pau d'óleo, peroba, araticum e carvalho.


A flora é muito rica, especialmente a campestre, com espécies que só ocorrem na própria região, mesmo que áreas reduzidas. Um exemplo disso ocorre na serra do Ambrósio, que apresenta três espécies de sempre-viva, cada uma pertencente a uma face da serra. A espécie é incomum em outras formações brasileiras. Nas florestas do parque, também é possível observar cedros, jacarandás, jatobás, vinháticos, jequitibás, ipês.


Enquanto as porções a leste do parque parecem contar com uma maior influência da floresta atlântica, as porções norte e sul apresentam faunas associadas aos biomas do cerrado e aos campos rupestres, respectivamente.



Fauna

Há presença de animais endêmicos, como as aves beija-flor-de-gravata-verde, o lenheiro-da-serra-do-cipó e o rabo-mole-da-serra. Entre os mamíferos, figuram lobo-guará. Suçuarana, tatu-canastra, tamanduá-bandeira, veado e jaguatirica. Há ainda a coruja-barraqueira, a maria-branca e o tico-tico-do-campo.


No interior do parque foram registradas espécies nativas de peixes. Dentre elas, merece destaque o jundiá, descoberto no rio Preto e ainda pouco conhecido por pesquisadores.


Hidrografia
A área do Parque abriga diversas nascentes, dentre as quais se destaca o rio Preto, um dos mais importantes afluentes do Araçuaí, por sua vez, afluente do rio Jequitinhonha. Os recursos hídricos privilegiados favorecem a formação de cachoeiras, piscinas naturais, corredeiras, sumidouros, cânions e praias fluviais com areias brancas. O rio Preto é integrante da bacia do rio Jequitinhonha.


Em 1989, o Instituto Estadual de Florestas fez um trabalho de classificação das águas do rio, que foram classificadas em sua nascente como "classe especial" e, no percurso, como "classe A".


O que ver e fazer


Roteiro da Fauna e Flora


Trilha das Crianças

Começa próxima ao restaurante do parque, passa por um trecho de mata fechada, até o vestiário da área de camping e chega à prainha, local para banho. É a trilha mais visitada por estar próxima às estruturas do parque.


Extensão: 550m
Tempo: 20 min
Grau de dificuldade: baixo


Trilha do Cerrado
É formada por um conjunto de pequenas trilhas que se inicia próximo ao córrego das Boleiras. A partir daí segue em direção ao poço do Veado, avança pelo poço de Pedra, rio Lento, vau Bravo e termina no vau das Éguas. Há locais para banho.


Extensão: 4,6 km
Tempo: 2h30
Grau de dificuldade: médio


Roteiro das Pinturas Rupestres


Lapa das Piabas

Sítio arqueológico que preserva figuras rupestres ainda não estudadas, com formas semelhantes a peixes. A trilha de acesso possui 1,4 km, a partir da estrada interna do parque. É obrigatório o acompanhamento de um condutor.


Extensão: 1,4 km
Tempo: 45 minutos
Grau de dificuldade: baixo


Lapa do Tatu
Sítio arqueológico, localizado na estrada interna do parque. É formada por um bloco de rocha com dois pequenos abrigos: um deles com uma figura rupestre de um quadrúpede, semelhante a um tatu, de onde se origina o nome.


Extensão: 1,3 km
Grau de dificuldade: baixo


Lapa do Tropeiro
Sítio arqueológico que já foi parada de tropeiros que transitavam pela Estrada Real, de São Gonçalo do Rio Preto a Diamantina, transportando mantimentos, pedras e metais preciosos. A trilha de acesso possui 1 km, a partir da estrada principal do parque.


Extensão: 1 km
Tempo: 2 h
Grau de dificuldade: médio


Moinho de Fubá
A trilha inicia no heliporto em sentido às pinturas rupestres. É obrigatório o acompanhamento de um condutor.


Extensão: 790 m
Tempo: 25 min
Grau de dificuldade: baixo


Roteiro dos Mirantes

Mirante da Estrada Real
Um marco da Estrada Real, o mirante propicia vista panorâmica para o pico Dois Irmãos e trechos do rio Preto. Em seu entorno encontram-se afloramentos rochosos e vegetação de campo rupestre.


Extensão: 2,1 km
Grau de dificuldade: baixo


Mirante da Lapa
Propicia vista panorâmica para a porção norte do parque, voltada para a portaria.


Extensão: 113 m
Tempo: 5 min
Grau de dificuldade: baixo


Mirante de Pedra
Propicia vista panorâmica para o vale do ribeirão das Éguas e do rio Preto.


Extensão: 2,8 km
Tempo: 1h15
Grau de dificuldade: médio


Mirante do Lajeado

Propicia vista panorâmica para grande parte da bacia do córrego das Éguas, com piscinas naturais, lajeados e uma vegetação de cerrado e mata ciliar. Pode-se observar também o morro do Alecrim, parte do pico Dois Irmãos, o limite leste do parque com o município de Felício dos Santos, e ao fundo, a serra da Pedra Menina.

Extensão: 3,4 km
Tempo: 1h30
Grau de dificuldade: médio


Mirante do Monjolo
Propicia vista panorâmica para o vale do ribeirão das Éguas e do rio Preto, bem como para o pico Dois Irmãos e serra do Jambreiro.


Extensão: 2,6 km
Tempo: 1h
Grau de dificuldade: médio


Roteiro Praias de Rio e Cachoeira


Trilha da Cachoeira das sempre-vivas

É possível ver sempre-vivas no percurso até chegar à cachoeira que leva o nome da planta e que possui uma queda de 15 m. Aconselha-se que a trilha seja iniciada antes das 11h. Deve ser feita com acompanhamento de condutor do parque.


Extensão: 4,5 km
Tempo: 2h30
Grau de dificuldade: alto


Trilha da Cachoeira do Crioulo
Possui uma queda d'água de 30 m, poço para banho e pequena praia com areia branca. O trajeto não pode ser feito em dias de chuva e aconselha-se que seja iniciado antes das 11h. Deve ser feita com acompanhamento de condutor do parque.


Extensão: 6,5 km
Tempo: 3h
Grau de dificuldade: alto


Trilha da Forquilha
O local é sinalizado e de fácil acesso. Tem esse nome por ser o encontro do córrego das Éguas com o rio Preto, formando uma grande piscina natural.


Extensão: 2,2 km
Tempo: 1h
Grau de dificuldade: baixo


Trilha das Corredeiras
Possui formações rochosas em tons de branco, rosa e laranja, semelhantes ao mármore. O percurso passa pelo poço de Areia e o trajeto não pode ser feito em dias de chuva devido às pedras escorregadias. Deve ser feita com acompanhamento de um funcionário do parque.


Extensão: 5,2 km
Tempo: 3h
Grau de dificuldade: alto


Trilha do Poço de Areia
No percurso, é possível observar a fauna e flora locais, assim como um poço formado pelas águas de rio Preto, que se transforma em uma piscina natural.


Extensão: 2 km
Tempo: 1h
Grau de dificuldade: baixo


Travessia dos Parques do Rio Preto e do Pico do Itambé
O percurso é feito em áreas com altitudes superiores a 1.000 m e, durante a caminhada, é possível observar o pico Dois Irmãos, com 1.836 m, e o pico do Itambé, com 2.202 m. Exige assinatura de termo de responsabilidade e agendamento prévio com a administração dos dois parques.


Extensão: 50 km
Grau de dificuldade: alto


Passeios pelos arredores


Águas Quentes
Minas de águas termais em meio à mata formam cachoeiras de águas quentes dentro de um sítio particular. No local, há uma fonte com temperatura média de 36ºC a 38ºC, além de piscinas naturais e de local de churrasco.


Localização
Fazenda do Sobrado, a 9 km da sede do município de Felício dos Santos e a 38 km do parque.


Entrada paga


Lajeado
Abrange cachoeira com lajes naturais de pedra sobre o leito do rio e pequenas piscinas naturais.


Localização
Município de Felício dos Santos, a 43 km de distância da sede do parque.


Lapeiro
Balneário com praia, bares, quiosques, chuveiros, sanitários e quadras de vôlei de praia. No local ainda ocorrem eventos como jogos de verão e o luau de janeiro.


Localização
Sede do município de São Gonçalo do Rio Preto, a 16 km do parque.


Rio Preto
Entre a cidade de São Gonçalo do Rio Preto e o Parque Estadual do Rio Preto, o rio homônimo apresenta diversos poços e praias, tais como o poço da Lapa, o poço Curimatã e o poço do Jacaré, todos próximos uns dos outros e adequados para banhos.


Órgão responsável pelo parque
Instituto Estadual de Florestas - IEF
Rodovia Papa João Paulo II, 4.143 - Serra Verde

1º andar do Edifício Minas Gerais - Cidade Administrativa
Belo Horizonte - CEP 31630-900
Telefones: 31 3915-1752/3915-1507


Diretoria de Áreas Protegidas
Telefone: 31 3915-1345


Diretoria de Unidades de Conservação
Telefone: 31 3915-1381


É bom lembrar que...
- O sol forte exige chapéu e protetor solar todo o tempo.


- O melhor período para visitação dos parques de Minas é de abril a outubro, quando chove menos.


- Alimentar é importante. Portanto, leve sempre na mochila: frutas, sanduíches, biscoitos e barras de cereais, alimentos nutritivos e práticos.


- As caminhadas longas exigem hidratação constante. Tenha sempre uma garrafa d`água na mochila.


-
Um calçado apropriado e confortável para caminhar (tênis ou bota) é item obrigatório.

- O melhor é evitar fumar em um parque. Mas, se o fizer, tome cuidado com seu cigarro, apagando-o depois de fumar.

- Nada se deixa em um parque. Todo o lixo deve ser coletado e disposto nos locais apropriados.


- Nada se leva de um parque. Animais, plantas, rochas, frutos, sementes e conchas encontradas no local fazem parte do ambiente e aí devem permanecer.

 

- Caçar, pescar e molestar animais silvestres é crime previsto por lei. Os animais precisam buscar seu próprio alimento para manter o ciclo de vida natural.

 

- Entrar no parque com animais domésticos pode causar problemas como a introdução de doenças e ameaças ao ambiente natural.

 

- As áreas de visitação pública são restritas e, normalmente, possuem horários definidos.

 

- Os parques estaduais possuem restrições de uso de imagem. Consulte o IEF.


Crédito do texto
Instituto Estadual de Floresta / Guia Parques Estaduais de Minas Gerais. Editora Horizonte. 2014. Instituto Estadual de Florestas-IEF / Núcleo de Resolução de Conflitos Ambientais / Ministério Público do Estado de Minas Gerais

 

 

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