Parques

Parque Estadual do Rio Doce

Apresentação

  • Marliéria - Lago - Parque Estadual do Rio Doce - Henry Yu
  • Marliéria - Lago - Parque Estadual do Rio Doce - Henry Yu
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Municípios de Abrangência
Marliéria, Dionísio e Timóteo.


Portaria
A portaria está localizada a dois quilômetros da comunidade de Santa Rita, no município de Marliéria.


Distância de Belo Horizonte

200 Km


Como Chegar
Saindo de Belo Horizonte o acesso poderá ser feito por meio da BR 381 ou 262. Entrar no entroncamento para São José do Goiabal, entre João Monlevade e Rio Casca. Continuar pela MG 760, por mais 38 km em estrada de terra, no sentido Timóteo, até chegar ao parque.


Esse acesso pode ser utilizado para quem vem de Belo Horizonte, Vitória, São Paulo e Rio de Janeiro.


Sede administrativa
Zona rural de Marliéria, distrito de Santa Rita. CEP 35185-000
Telefone: 31 3822-3006
periodoce@meioambiente.mg.gov.br


 

Infraestrutura


Interna
Vestiários, restaurantes, anfiteatro, centro de informações, centro receptivo, estacionamento, camping para 250 pessoas, 16 alojamentos para pesquisadores, laboratório, viveiro de mudas e posto de Polícia Florestal. Na chegada, os visitantes recebem orientações sobre normas e regulamentos a serem observados durante a permanência na reserva. É possível assistir a um filme institucional no Centro de Informações, seguido de palestras dos guardas-parque.


Entorno
Os visitantes podem contar com a infraestrutura turística de Coronel Fabriciano, Dionísio, Ipatinga, Marliéria e Timóteo.


Horário de Funcionamento
Diariamente das 7h às 20h


Para o camping não é necessário fazer agendamento. A capacidade é de 250 barracas e 2.500 pessoas por dia.


Para os alojamentos é necessário agendar a hospedagem.


Para trilhas e outras atividades com os guarda-parques, como visitas pedagógicas, o agendamento é realizado de terça a sexta-feira.


Entrada paga.

Entrada gratuita para crianças até cinco anos e idosos.

Estudantes pagam meia entrada

Estacionamento gratuito


Camping pago por pernoite


Área
359,76 Km²


Criação
Decreto Lei nº 1.119 de 14 de julho de 1944. Foi a primeira unidade de conservação do Estado.


Objetivos
Os objetivos de manejo prioritários de um parque são preservação, desenvolvimento de pesquisas científicas, recreação e educação ambiental. No caso do Parque Estadual do Rio Doce, a prioridade é preservar a parte da mata atlântica local e todos seus elementos ali constituídos.


Existem ações de preservação ambiental no parque como a de um viveiro que produz 500 mil mudas por ano, entre elas espécies de plantas medicinais. Outra ação é o Projeto Xerimbabo, que possibilita às crianças o contato com a cultura das tribos indígenas.



Histórico
Antes da colonização portuguesa, o local era habitado pelos boruns, chamados botocudos pelos europeus. Também denominados aimorés, eles eram numerosos na época das primeiras incursões do homem branco no Brasil, distribuindo-se pelo sul da Bahia e pela região do vale do rio Doce, o que inclui o norte do Espírito Santo e Minas Gerais. O nome "botocudos" faz menção aos botoques: discos brancos, geralmente feitos com madeiras leves e secados ao fogo, de diâmetro variável, chegando a até 12 cm. Esses acessórios eram fixados nos lóbulos das orelhas e nos lábios.


A ideia da criação do parque surgiu em 1931, quando o arcebispo de Mariana, Dom Helvécio Gomes de Oliveira, realizou uma visita pastoral pelo município de Marliéria. Convidado por amigos para um passeio, o bispo ficou maravilhado com as florestas virgens que hoje pertencem à unidade.


Ao fim do passeio, Dom Helvécio sugeriu a criação de um órgão público destinado á proteção e à preservação das florestas locais.


Em 1935, ele retornou para celebrar uma missa entre os dois braços da lagoa Nova, hoje denominada lagoa Dom Helvécio, onde havia uma pequena capela. Após a missa, novamente sugeriu aos presentes que fosse criada uma reserva ambiental para a defesa da flora e da fauna em torno da capelinha.


O governador do Estado na época Benedito Valadares Ribeiro, e seu secretário da Agricultura, Israel Pinheiro da Silva, apoiaram o projeto do arcebispo e mandaram demarcar 320 km², entre os municípios de Timóteo e Marliéria, para construírem o parque. Os trabalhos de demarcação foram iniciados em março de 1936 e tiveram como ponto de partida a confluência dos rios Doce e Piracicaba. Depois de concluída a mediação da área, a unidade foi oficialmente criada.


Descrição
Maior floresta tropical de Minas Gerais possui também a maior área contínua de mata atlântica preservada do estado. Foi a primeira unidade de conservação estadual criada no território. O Parque Estadual do Rio Doce detém rica biodiversidade e árvores centenárias.


Relevo

Na região prevalece duas formas de relevo: as colinas e as planícies. O parque está inserido entre planaltos do vale do rio Doce, em uma faixa com cerca de 20 km² de largura e 80 km² de comprimento. Também é caracterizado por topos nivelados, com muitos morros e altitudes que variam entre 200 e 500 m, limitadas por conjuntos de serras que alcançam altitudes acima de 1.000m.


Hidrografia
Os rios Doce e Piracicaba são os principais corpos d'água da região. O rio Doce delimita toda a porção leste do parque e o Piracicaba, a porção norte. A qualidade das águas dos rios é, anualmente, monitorada pelo projeto Águas de Minas, iniciado em 1997 e coordenado e executado pela fundação Estadual do Meio Ambiente e pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas. No parque, há 42 lagos naturais que ocupam 6% da sua área total.



Clima
O clima dominante é o tropical de savana, que consiste em uma estação chuvosa no verão e uma estação seca, bem definida, no inverno, com duração de quatro a cinco meses.


A temperatura média anual gira em torno de 22ºC, e pode chegar a 40º C, no verão, e 3ºC, no inverno.


Vegetação
O principal bioma é a mata atlântica, que adentra regiões com florestas altas. É possível encontrar o jequitibá, a garapa, o vinhático e a sapucaia. Em alguns pontos aparecem espécimes também raros como o jacarandá-da-baía e a canela sassafrás. Com o objetivo de aproveitar a riqueza da flora de forma educacional, a unidade tem um herbário, com espécies identificadas e informações de suas características morfológicas, que constitui base de pesquisas de classificação de vegetais no Estado.



Fauna
Dentre as aves encontradas, destacam-se o beija-flor besourinho, o chauá, o jacu-açu, a saíra, anumará. Também há espécies endêmicas, como o jacu-estalo e o tropeiro da serra, e algumas já vulneráveis, como o macuco e o mutum-do-sudeste.


No caso dos mamíferos, figuram a capivara, o sauá, a paca e cotia, além de outros animais mais difíceis de se avistar, como a onça pintada, a onça parda, a jaguatirica, o porco-do-mato, a anta, o bugio-marrom e o mono-carvoeiro, ou muriqui, maior primata das Américas.


As lagoas abrigam uma grande diversidade de peixes, que são instrumentos de pesquisa sobre a fauna aquática nativa. Há espécies como bagre, cará, lambari, cumbaca, manjuba, piabinha, traíra entre outras.


No local, também há estudos sobre a influência de espécies exóticas que tem colaborado com mudanças nas cadeias alimentares, como o tucunaré, a piranha e o apaiari. O jacaré-do-papo amarelo é outra espécie encontrada na região, foco de pesquisas científicas.

 

O que ver e fazer

 

Auditório Borun do Watu
Em dialeto crenaque o nome do auditório significa "índio do rio Doce". No local são exibidos vídeos sobre a unidade e temas ambientais. Há ainda uma exposição permanente de quadros, informações, fotos e objetos de uso dos índios botocudos.


Centro de Visitantes do Macuco
É usado para palestras sobre o parque, com o objetivo de integrar a unidade com moradores do bairro Macuco.


Localização: 37 km da sede da unidade.


Estrada Parque e Salão Dourado
A estrada começa no posto de fiscalização conhecido como Salão Dourado, na região noroeste do parque. Dá acesso aos municípios do lado leste da unidade, como Pingo d'Água e Córrego Novo. Cercada de vegetação de mata atlântica, com árvores de grande, como gameleiras e os jequitibás, permite a visualização constante de animais silvestres.


Extensão: 22 km
Duração: 4h


Lagoa Dom Helvécio ou Lagoa do Bispo

Possui 7 km de espelho d'água de espelho d'água, com até 39 m de profundidade. A pesca esportiva é permitida para controle dos peixes exóticos. No local, também há serviço de aluguel de caiaques, pedalinhos, barcos a remo e motorizados. Durante o passeio de barco, é possível contemplar aves, mamíferos, répteis, anfíbios e peixes. O banho também é permitido na área denominada "prainha".


Localização: 8 km da portaria.


Memorial Dom Helvécio
Também conhecido como Capela de Nossa Senhora da Saúde, possui um oratório com uma imagem histórica de Nossa Senhora da Saúde e um altar coberto. Em uma pequena mata, em frente ao altar, ficam os bancos dos fiéis. Todo o mês de julho, desde 1993, é realizada uma romaria ecológica em comemoração ao aniversário de criação do parque, com o objetivo de resgatar o esforço do Bispo Dom Helvécio e das comunidades do entorno para a criação e proteção da unidade.


Localização: 80m da portaria


Mirante

Edificado na forma estilizada de um lagarto, sobre o centro de visitantes. É possível acessá-lo por meio da escadaria, onde existem muitos pontos de iluminação junto ao piso para contemplações noturnas. O mirante é dividido em dois níveis: no primeiro, há placas com a representação da rosa dos ventos que dão a direção de alguns municípios. Neste nível, é possível contemplar a paisagem em 360º. O segundo nível está aproximadamente a 13 m em relação ao nível do solo, de onde é possível avistar a mesma paisagem do primeiro nível, mas com maior amplitude. As visitas podem ser realizadas a qualquer hora.


Localização: 5 km da portaria do parque


Ponte Queimada
Foi construída na década de 1930 sobre o rio Doce. Sua estrutura ainda é original, com pilares de concreto, vigamento de ferro, tabuleiro, guia de roda e corpo em madeira. Há duas versões que justificam o nome: na primeira, ela teria sido queimada por índios habitantes do local; na segunda, o incêndio teria sido provocado por soldados que transportavam presos para o município de Caratinga.


Duração: 5 h
Localização: 45 km do parque


Porto do Capim

Está ao final de um dos braços da lagoa Dom Helvécio e tem este nome devido a um capinzal na parte alta da trilha. Atualmente, só é acessado por barco; não é permitido o acesso pela estrada. De lá, pode-se observar a flora natural, composto por bromélias e outros exemplares da mata atlântica.

Duração: 30 min


Rio Doce

Com grande importância histórica e forte apelo turístico, o rio Doce é um dos mais importantes de Minas Gerais. Durante a visita monitorada às suas margens, os instrutores do parque falam sobre poluição, flora, fauna, desmatamento e curiosidades sobre geografia e relevo. A atividade é apenas contemplativa. Não há condições de navegabilidade e o banho não é permitido. O rio é um limite natural da unidade com outras propriedades privadas.


Trilha do Angico Vermelho
Localizada ao lado da estrada principal, a trilha foi criada com o objetivo de treinar os alunos do curso de formação de brigadas e combates a incêndios florestais. Encontra-se aberta ao público e seu acesso só é permitido com acompanhamento de um dos monitores. Para percorrê-la, é necessário fazer agendamento prévio.


Localização: 5 km da portaria
Duração: 1 hora
Grau de dificuldade: médio


Trilha do Pescador
Fica próxima do camping e corta uma área de vegetação secundária. Possui dez pontos, à margem da lagoa Dom Helvécio, para a prática da pesca de barranco. A mata é bem fechada em quase todo o percurso, mas não há necessidade de acompanhamento de monitores do parque.


Localização: 5 km da portaria
Duração: 1 h
Grau de dificuldade: baixo


Trilha do Vinhático
Recebeu seu nome devido a um grande vinhático existente no caminho. No percurso desta trilha, é possível observar exemplares da fauna e flora da mata atlântica do interior de Minas Gerais, assim como a regeneração da floresta após o incêndio florestal, que, na década de 1960, queimou cerca de um terço do parque. Seu acesso só é permitido com acompanhamento de um monitor e em grupos de, no máximo, 15 pessoas. A trilha é feita pela manhã e é necessário fazer agendamento prévio.


Localização: 2 km da portaria do parque

Duração: 1h30
Grau de dificuldade: médio



Passeios pelos arredores



Cachoeira Poção

É um atrativo muito visitado pela população local. A cachoeira possui uma queda de 30 m e, no seu entorno, pode-se ver um trecho da mata atlântica, com presença de aves como o tico-tico-açu, a sabiá-do-bico-amarelo e a pomba-trocal.


Localização: 3 quilômetros de distância da sede do município de Dionísio
Rodovia 820, Barra da Conquista.


Centro Integrado de Prevenção, Controle e Combate a Incêndios Florestais

Criado em setembro de 2011, o centro conta com colaboradores do Instituto Estadual de Florestas e da Polícia Ambiental. Além de proteger o parque de incêndios florestais na área mais crítica e vulnerável, lá também se promove a educação ambiental e o desenvolvimento sustentável como estratégia de relacionamento com as comunidades limítrofes ao parque.


Atuação nas comunidades do Alegre, Santa Terezinha, Nova Esperança, Limoeiro, Recanto Verde, Macuco, Alphaville e Licuri, no município de Timóteo, além de Celeste e Cava Grande, em Marliéria.


Endereço
Rua Araribá, 300. Bairro Recanto Verde. Timóteo
Entrada gratuita



Oikós
Centro de educação e interpretação ambiental. Lá é possível realizar atividades como arvorismo, caminhadas guiadas e participar de palestras sobre o meio ambiente.
Necessário agendamento prévio.


Entrada gratuita.
Endereço
Rua Sargento Fernandes Cândido Lamin, s/n. Bairro Primavera. Timóteo


Ponte Perdida
Construída sobre o rio Doce, em 1966, para ligar os municípios de Timóteo e Coronel Fabriciano ao de Caratinga. Seu nome se dá pelo difícil acesso, na comunidade de Revés do Belém. A construção é considerada um marco na luta entre entidades conservacionistas e comerciantes locais. Os ambientalistas protestaram e conseguiram impedir a construção as estrada que dividiria o parque e cortaria parte da área protegida.


Localização
80 km da portaria da unidade.
Endereço
Comunidade de Revés do Belém, zona rural do município de Bom Jesus do Galho.

 


Órgão responsável pelo parque

Instituto Estadual de Florestas - IEF
Rodovia Papa João Paulo II, 4.143 - Serra Verde
1º andar do Edifício Minas Gerais - Cidade Administrativa
Belo Horizonte - CEP 31630-900
Telefones: 31 3915-1752/3915-1507

Diretoria de Áreas Protegidas
Telefone: 31 3915-1345

Diretoria de Unidades de Conservação
Telefone: 31 3915-1381


Dicas

Não esqueça sua carteira de pesca, caso seja adepto da pesca esportiva, não é possível exercer a atividade sem o documento.


É possível praticar alguns esportes de aventura, como o arvorismo e o rapel, mediante agendamento prévio.


Anualmente, no mês de julho, no final de semana mais próximo ao dia 14, acontece uma cavalgada em comemoração ao aniversário da unidade. A festa possui cunho ecológico e religioso.


É bom lembrar que...

- O sol forte exige chapéu e protetor solar todo o tempo.

- O melhor período para visitação dos parques é de abril a outubro, quando chove menos.


- Alimentar é importante. Portanto, leve sempre na mochila: frutas, sanduíches, biscoitos e barras de cereais, alimentos nutritivos e práticos.


- As caminhadas longas exigem hidratação constante. Tenha sempre uma garrafa de água mochila.


- Um calçado apropriado e confortável para caminhar (tênis ou bota) é item obrigatório.

 

- O melhor é evitar fumar em um parque. Mas, se o fizer, tome cuidado com seu cigarro, apagando-o depois de fumar.

 

- Nada se deixa em um parque. Todo o lixo deve ser coletado e disposto nos locais apropriados.

 

- Nada se leva de um parque. Animais, plantas, rochas, frutos, sementes e conchas encontradas no local fazem parte do ambiente e aí devem permanecer.


- Caçar, pescar e molestar animais silvestres é crime previsto por lei. Os animais precisam buscar seu próprio alimento para manter o ciclo de vida natural.


- Entrar no parque com animais domésticos pode causar problemas como a introdução de doenças e ameaças ao ambiente natural.


- As áreas de visitação pública são restritas e, normalmente, possuem horários definidas.


Crédito do texto

Instituto Estadual de Floresta / Guia Parques Estaduais de Minas Gerais. Editora Horizonte. 2014. Instituto Estadual de Florestas-IEF / Núcleo de Resolução de Conflitos Ambientais / Ministério Público do Estado de Minas Gerais.

 

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