Destinos

Serra do Cipó

João Cipó-Cipó Canasteiro-Asthene luizae

Durante uma expedição científica realizada no ano de 1985, Frederico Lencioni Neto coletou uma ave desconhecida. Nas consultas que fez  à literatura disponível, chegou à conclusão que a ave não correspondia a nenhuma espécie descrita. Era,assim, descoberta uma ave endêmica da Serra do Cipó.


Descrição
Lado dorsal – todo ele em cor marrom-fuliginoso escuro uniforme, exceto as penas da frente com bordas castanhas.

Lado ventral – cinza , mais claro no abdômen e escuro nos flancos.

Garganta – penas pretas com base laranja e listra central esbranquiçada, fomando uma mancha reduzida.

Coberteiras  - longas bordas acastanhadas.

Coberteiras inferiores -  castanho vivo

Base das rêmiges – castanho claro 

Cauda longa – 1,25 vezes o comprimento da asa

Íris – castanha

Bico – relativamente alto e estreito, ligeiramente curvo, preto com a base do gônis clara

Tarsos e dedos – robusto s e pretos.

Asa  - 74 mm

Cauda - 92 mm

Cúlmen – 17mm

Tarso – 24mm


Habitat
Afloramentos rochosos na região fitogeográfica dos campos rupestres; na localidade-tipo este habitat forma paredes nas encostas e ilhas no meio de campos herbáceos nos planaltos, numa altitude de 900m a 1.500m.


Vocalização
O que parece ser o canto tem um longo alcance, mas era emitido esporadicamente e foi respondido uma única vez pelos vizinhos em torno; é uma frase assobiada longa. Vários gritos foram registrados, sendo o mais frequente um breve trinado agudo de contato, um outro mais complexo parecendo um grito de alarme.


Conservação
Seu habitat particular não sofre ameaças e tem uma extensão razoável para que a espécie não se encontre em perigo imediato. Coletores inescrupulosos representam um grande perigo para uma população restrita como a do Asthenes Luziae.


O parasita M.Bonariensis um invasor recente dos campos rupestres parece já estar exercendo um impacto forte sobre sua reprodução.

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