Destinos

Caeté

Manifestações Culturais Tradicionais - Caeté

Música
Bandas
Sociedade Musical Santa Cecília, de José Brandão – criada em 1936
Corporação Musical Nossa Senhora do Bom Sucesso – criada em 1947
Sociedade Musical Santa Cecília de Morro Vermelho;
Corporação Musical Nossa Sra. Mãe de Deus, do distrito de Roças Novas;
Fanfarra Educativa Musical – criada em 1965


Corais
Coral Juvenal Alves Vilela – criado em 1970
Coral Sagrado Coração de Jesus – criado em 1976
Coral Nossa Senhora Aparecida – criado em 1978
Coral São Francisco de Assis – Criado em 1984
Grupo Coroar-te – criado em 1985
Coral Roças Novas – criado em 1994
Coral Mirim do Bairro Santo Antônio
Coral Imaculada Conceição


Teatro e Dança

Grupo Caeteense de Arte Teatral (criado em 1994);
Grupo de Dança Força e Expressão;
Grupo Conceição Dias Soares Cupertino;
Grupo Tela Cia de Dança.


Grupos Tradicionais

Grupo Seresta do Papi;
Caeté em Serenata;
Chão de Estrelas;
Conjunto Musical Céu do Sertão;
Conjunto Terra Tombada;
Grupo Amigos do Pagode.


Literatura

JÚNIOR, Artur Lima: “Saudade de Retalhos, História de Caeté”
Editado pela Prefeitura Municipal em 1979.


Manifestações Culturais Folclóricas
Artesanato Típico

Bordados de pontos variados, como o ponto de cruz, atrás e vagonite;
Pintura em tecido, tapeçaria;
Esculturas em ferro e sucata de metal, de pedra sabão e trabalhos em madeira;
Trançados de corda, de palha de milho e bambu.


Núcleo Barroco
os escultores da entidade produzem esculturas em madeira e réplicas de imagens religiosas.


Associação dos Artesãos e Artistas Plásticos de Caeté:
praça João Pinheiro, 75 – Centro
Horário: terças, quintas e sábados, de 14h às  17h. Domingos e feriados, a partir de 8h.


Culinária Tradicional

Em Caeté é fácil encontrar quitandeiras, cozinheiras e doceiras de muito bom gosto e ótimo tempero! As receitas trazem pratos característicos da Região Cultural da Mineração.


Algumas delícias da culinária local estão na Lojinha do Asilo São Luiz, hoje, Instituto São Luiz, Administrado pelas Irmãs Auxiliares de Nossa Senhora da Piedade. A loja oferece: vinho branco, vinho de jabuticaba, licores de vários sabores, queijos, doces variados em pasta e em calda, com as frutas tradicionais de época como laranja, figo, mamão. Pé de moleque, doce de leite e várias quitandas como os biscoitos de fubá. O Instituto São Luiz mantém o restaurante aberto aos domingos.


No distrito de Morro Vermelho é comum encontrar o “queijo”. Esta sobremesa é feita com um quilo de doce de leite, batido com doze gemas de ovos e cozido em banho maria.


A loja “Doces Dona Nazinha”, no distrito de Roças Novas, oferece produtos de produção caseira. Doces, licores e produtos da roça como queijos, biscoitos, mel, café, tempero, pimenta, ovos, rapadura, melaço de cana, entre outros, aguçam o paladar de quem visita o estabelecimento. Atendimento: durante toda a semana de 8h às 18h. Rua do Contorno, 409, distrito de Roças Novas. Tel: 31 3652-1150


Outro destaque da culinária de Caeté é a banana passa, fabricada pela empresa NICOE.
A banana é desidratada e recheada com chocolate.
Fazenda Vargem Alegre – BR381 (antes do Retiro dos Emboabas). Contato: Sr. Fernando Coelho
Tel: 31 3799-3630


Museu da Cachaça
Endereço: Sítio do Ipê (Propriedade particular)
Histórico: Com mais de 6 mil marcas diferentes de cachaça, considerado o maior do gênero no país. De propriedade do Dr. Paulo Monteiro de Barros. Visitas agendadas.


Dança

Blocos Carnavalescos:
Independente Banda Dura; Caricato Partido Alto; Nem Mole nem Dura.
Contra-Dança;
Quadrilha.


Folguedos

O folguedo é uma dança dramatizada. Em Minas Gerais, este tipo de manifestação folclórica tem em sua maioria, uma função de caráter religioso para a comunidade que o apresenta, pois, geralmente, os folguedos são originários de cultos devocionais católicos.


Pastorinhas

Grupo Boi da Manta, Geni e Zepelim de Raimundo Maracatu;
Congado Nossa Senhora do Rosário;
Congado Santo Antônio;


Cavalhada de Nossa Senhora de Nazaré, do Distrito de Morro Vermelho (adulto e mirim).
Até hoje, no distrito de Morro Vermelho, durante a festa de Nossa Senhora de Nazaré, os adultos apresentam a Cavalhada, que representa a luta entre Mouros e Cristãos, encenada há quase 300 anos, pontualmente às 21.


Cavalhada Mirim
Surgiu como uma brincadeira das crianças nos fundos dos quintais das casas do distrito de Morro Vermelho. A criançada copiava a Cavalhada de Nossa Sra. De Nazaré, encenada pelos adultos. Mais tarde, a encenação mirim passou a fazer parte das festividades de Nossa Senhora Do Rosário. Por um certo período, deixou de ser apresentada durante a festa.

Há quinze anos, por iniciativa de Nildo de Jesus Leal, a Cavalhada Mirim voltou a integrar as festividades, uma vez que a comunidade sentiu a necessidade de manter vivo, na mentalidade das crianças, o valor do folclore.


O evento é marcado pelos mesmos passos da Cavalhada Tradicional, havendo pequenas mudanças: o cavalo, figura de destaque na apresentação dos adultos é substituído por cavalinhos de pau; o guizo dos arrepios são substituídos por tampinhas de refrigerante para dar o barulho característico.


A Cavalhada Mirim é acompanhada pela Sociedade Musical santa Cecília de Morro Vermelho, que executa as músicas características da Cavalhada.


Festas Religiosas e Profanas Tradicionais
Fevereiro
Data móvel: Carnaval
Local: Ginásio Poliesportivo e nas ruas do centro da cidade.
Daí 14: Aniversário do município
Dia da emancipação política do município. Durante os festejos são realizadas atividades cívicas, missa em ação de graça, apresentações de bandas de música, grupos musicais, folclóricos e corais.


Março
Data móvel: Organizam a Semana Santa, com todas as cerimônias e rituais tradicionais do século XVIII. Fazem quadros vivos, durante as Via Sacra.


Abril

Dia 26: Festa do Semáforo
Local: Clube SAC
Data móvel: COPA CAETÉ DE MARATONA
Realizada pela Equipe Filhos da Mata Turismo e Eventos de Caeté, a Copa conta com a participação de mais de 200 atletas de outras cidades e estados, além de atletas do próprio município. A Copa Caeté de Maratona é uma grande referência no esporte e nas competições do Estado.
1ª Etapa: Abril (Praça do Charneaux)
2ª Etapa: Julho (Restaurante Chácara de Minas)
3ª Etapa (Final): Agosto (Praça da Matriz)


Mês de Maria – Mês de Coroações de Nossa Senhora, realizadas por crianças vestidas de anjo, em várias igrejas da Comunidade e nos distritos.
Ultima semana – Festa do Divino Espírito Santo: novena, rezas e missas.
Local: Distrito de Roças Novas


Junho

As festas juninas ocorrem em vários bairros, distritos e clubes sociais com a tradicional quadrilha e barraquinhas.
Dia 13: Festa de Santo Antônio: novena, rezas, missas, levantamento de mastro, espetáculo pirotécnico e shows.
Local: Distrito de Antônio dos Santos
Primeira sexta-feira após o domingo da Santíssima Trindade: Festa do Sagrado Coração de Jesus: Novenas, missas, procissão, quermesses e queima de fogos.
Data móvel: Festa dos Alpes – Jeepipoca
Local: Restaurante Alpenrose – distrito de Morro Vermelho
A festa reúne provas off-road de pilotos e equipes, barraquinhas, shows e quadrilha. O evento acontece há mais de 10 anos.


Julho
Data móvel: Festa de Nossa Senhora da Penha
Local: Capela de Nossa Senhora da Penha no Distrito da Penedia: novena, missas, procissões, barraquinhas e espetáculo pirotécnico.
Dia 15 a 24: Festa de São Cristovão
Local: Na capela do Bairro dos Emboabas: novena, missas, procissões, barraquinhas, espetáculo pirotécnico e carreata.
De 17 a 26: Festa de Sant´Ana
Local: Igreja de Sant´Ana na Pedra Branca
Organizam novena, missas, procissões, barraquinhas e espetáculo pirotécnico.
Última semana: Carnaval de Inverno
Local: definido pelos organizadores
São Quatro dias de carnaval em pleno inverno. Ornamentação, músicas carnavalescas, shows durante todos os dias, corporações musicais, movimento de barracas, além de sorteios de brindes. O evento acontece há mais de 20 anos.
Dia 30: Churrascão do Carnaval de Inverno
Local: Clube SAC


Agosto
Dia 15: Festa de Nossa Senhora do Bom Sucesso, padroeira do município.
Local: Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso e Praça João Pinheiro.
Missas, ladainhas, procissões, queima de fogos e apresentações musicais.
Nas procissões destacam-se a ornamentação do andor que conduz a padroeira, sempre de muito bom gosto.
De 15 de agosto a 07 de setembro: Jubileu de Nossa Senhora da Piedade
Local: Alto da Serra da Piedade, distrito da Penedia.
É um centro de romaria, com grande fluxo de devotos. Todos os dias, durante o Jubileu, são celebradas missas no Santuário pela manhã e a tarde.
Há barraquinhas de produtos típicos, com jogos e brincadeiras, ao longo do percurso até o alto da serra.
No dia 7 de setembro encerram-se as festividades com grandiosa procissão em volta do Santuário, missa solene e benção do Santíssimo.


Nossa Senhora da Piedade de Merceana sempre foi muito venerada em Portugal.


Um pouco de história

“Talvez o primeiro santuário de Nossa Senhora da Piedade da província de Minas Gerais, tenha sido o de Barbacena, antiga Borda de Campolide, onde era venerada uma imagem da Virgem trazida de Portugal por algum imigrante ou por um padre jesuíta, e cuja matriz foi benta em 1748. Daí a devoção se espalhou pela terra mineira.


Segundo a tradição, esse santuário construído no alto da serra, próxima a Caeté, se prende a perseguição que o Marques de Pombal moveu contra os jesuítas e várias famílias nobres lusitanas. Entre os fugitivos da vingança do ministro de Dom José I encontrava-se o arquiteto Antônio da Silva Bracarena, que prometera à Virgem Santíssima construir-lhe uma igreja, se ficasse livre. Tendo se refugiado na Vila Nova da Rainha (hoje Caeté), resolveu erigir um templo no alto da serra que ele avistara rodeada de nuvens. Sua decisão tornou-se mais forte quando soube de um estranho fato acontecido naquele local, alguns anos antes. Uma menina, muda de nascença, avistou por várias vezes no alto da serra, a Virgem Maria trazendo nos braços o seu Divino Filho morto, rodeada de luz, a após estas visões principiou a falar corretamente.


Bracarena iniciou então a edificação da igreja e mandou vir da cidade de Porto uma imagem de Nossa Senhora da Piedade, de tamanho natural, reprodução em madeira da célebre Pietá de Miguel Ângelo. Esta efígie se encontra ainda hoje no altar-mor da igreja serrana e a ela são atribuídos vários milagres, que atraem todos os anos milhares de peregrinos, no dia 15 de agosto.


Nossa Senhora da Piedade já era considerada um pouco protetora geral de todos os mineiros, quando em 1958 assim foi proclamada por bula do papa João XXIII. Contudo, a sua consagração oficial como Padroeira do Estado de Minas Gerais deu-se a 31 de julho de 1960, na Praça da Liberdade em Belo Horizonte, com a presença do Governador de Minas e autoridades civis, militares e religiosas.”


De 14 a 23: Festa de Santa Frutuosa: novena, missa, procissão, quermesses e espetáculo pirotécnico.
Local: Capela de Santa Frutuosa, no distrito sede.
Data Móvel: Festa do Cavalo
Exposição de cavalos, hipismo clássico, shows, bailes, concursos de marcha e leiteiro, leilões rodeios, cavalgadas e barraquinhas.


Setembro

Dias 07 e 08: Festa de Nossa Senhora de Nazaré, no Distrito de Morro Vermelho
Festa tradicional folclórica-religiosa, que se repete há mais de 200 anos.
Missa e, às 21h, é realizada a tradicional cavalhada com o levantamento de mastro.
Este é um dos maiores mastros de Minas Gerais. Ao seu redor é feita a dança do pau de fitas, com os participantes montados à cavalo.
Local: Adro da Igreja
A Cavalhada relembra a luta entre Mouros e Cristãos, da época de Carlos Magno e 12 pares da França, na idade Média, quando organizavam-se as Cruzadas, para defender dos Mouros, os caminhos em direção a Jerusalém.
Dia 08: Na Igreja de Nossa Senhora De Nazaré, ocorre a missa em latim. Durante o ofertório, os fiéis cantam o “Parabéns” acompanhados pela banda de música e coral. Na ocasião são servidos doces e bolos.
Á noite, solene procissão de Nossa Senhora de Nazaré, com acompanhamento dos fiéis que levam velas acesas. No final acontece o espetáculo pirotécnico.
Dia 24: Festa de Nossa Senhora das Mercês: novena, missa, procissão, quermesses e espetáculo pirotécnico.
Local: Distrito de Água Limpa
Última semana: Super Gata
Baile com apresentação de orquestra. O evento elege a garota mais elegante de Caeté.


Outubro

Data móvel: Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
Local: Capela de Nossa Senhora do Rosário, no distrito sede.
No distrito de Morro Vermelho os festejos são abrilhantados pelas Guardas de Congado da região.
Dia 04: Festa de São Francisco de Assis: novena, missa, procissão, quermesses e espetáculo pirotécnico.
Local – José Brandão, na Igreja de São Francisco de Assis.
Dia 12: Festa de Nossa Senhora Aparecida: novena, missa, procissão, quermesses e espetáculo pirotécnico.
Local: Capela de Nossa Senhora Aparecida.
De 19 a 28: Festa de São Judas Tadeu: novena, missa, procissão, quermesses e espetáculo pirotécnico.
Local – Gruta de São Judas Tadeu, no distrito sede.
Final de outubro a novembro: Festa de Nossa Senhora Mãe dos Anjos: novena, missa, procissão, quermesses e espetáculo pirotécnico.
Local: Distrito de Roças Novas
Dias 17 a 16: Festa de São Geraldo: novena, missão, quermesses e espetáculo pirotécnico.
Local: São Geraldo / Capela de São Geraldo


Novembro

De 13 a 27: Festa de Nossa Senhora das Graças: novena, missa, procissão, quermesses e espetáculo pirotécnico.
Capela de Nossa Senhora das Graças.


Dezembro

A partir da segunda quinzena – As pastorinhas visitam as casa que fazem o presépio.
Data móvel: Concerto Anual de Gala do Coral Juvenal Alves Vilela
Local: Cine Teatro Caeté


Lendas e Causos
Distrito de Morro Vermelho
No interior da Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, o destaque é a pintura de ex-voto, no forro da nave, representando o milagre que obteve o português Dom Fuás Roupinho: ao cair em um abismo com seu cavalo, invocou à Virgem de Nazaré e foi salvo por ela.


Personalidades do Município
Tenente Coronel José de Melo Sousa Almeida Brandão Meneses
Minerador bem sucedido do século XVIII, que morava na Fazenda de Morro Vermelho.
O Coronel tinha minerações de ouro e de diamante nos municípios de Caeté, Diamantina, Serro e na região do Vale do Rio Jequitinhonha.Cunhado e sócio dos Barões de Catas Altas e de São Marcos, nas Minas do Gongo Soco, que mais tarde, foram vendidas para uma mineradora inglesa.


João Batista Ferreira Coutinho

Primeiro Barão de Catas Altas, senhor de minas de ouro, titulado por Dom Pedro I, em 1829.


Barão de Catas Altas

Conhecido pela excentricidade e desperdício, João Batista Ferreira de Souza Coutinho herdou de seu sogro as Minas de Gongo-Soco, que naquela época, quase nada valiam. Porém, para sua surpresa, as minas começaram a prosperar miraculosamente e, a partir daí, começou a ostentação do futuro Barão.


Ergueu o maior palácio de Minas e herdou propriedades em Caeté, Brumado, Santa Luzia e Sabará. A sua mania era o exagero e o exibicionismo. Para diferenciar seus banquetes dos eventos organizados pelos demais milionários da época, mandou fazer sua baixela de ouro. Mas isso não bastava; passou então a quebrar e a exigir de seus convidados e destruição de todos os cristais em cada festa que oferece para que no outro dia, pudesse exibir uma baixela mais rica que a anterior. Para aumentar a ostentação passou a servir almôndegas, todas em ouro maciço para os convidados que, ao final da festa, levavam-nas para casa. O Barão servia canjica e dentro do caldo temperado havia grãos de milho feitos em ouro, para que as pessoas, ao mastigar, descobrissem o ouro e levassem a “lembrança” consigo.


Ele mandou ferrar um cavalo com uma das ferraduras em ouro, pregada com um só prego. A intenção de João Batista era que a ferradura se soltasse pelo caminho e quem a achasse, ficasse com ela. Assim, saberiam que ele havia passado por ali.


O título de Barão: um fato muito interessante
Em Ouro Preto, quando os nobres foram cumprimentar o Rei, João Batista de Souza Coutinho chegou todo sem jeito e vestido de maneira extravagante. Quando terminou a cerimônia do beijo, Dom Pedro I comentou com seu acompanhante:
- Que figura estranha é essa?
Ele olhou para trás, ouviu o comentário e ia retrucar. Mas o acompanhante de Dom Pedro respondeu:
- Dom Pedro I, foi ele quem trouxe o cacho de banana de ouro, de presente.
Dom Pedro I, assustando e sem graça disse:
- Senhor! De agora em diante, terás o título de Barão de Catas Altas.
Sorridente, ele desculpou o monarca e voltou para agradecer o título.


A Mina de Gongo-Soco, bem como a de Macaúbas, adquirida posteriormente, começaram a dar sinais de esgotamento. O potentado foi começando endividar-se. E em maio de 1839, após curta enfermidade, esquecido pelos amigos comensais a quem tanto presenteava, morria o Barão de Catas Altas: pobre e abandonado, deixando a família em completo desamparo.


Padre João de Santo Antônio
Nascido em Morro Vermelho, em 1824.
Protetor dos escravos, sempre interviu junto aos patrões, para um tratamento mais digno aos negros.
Fundou o povoado de Cordisburgo, elevado a distrito em 1890.
O Padre João foi o arquiteto responsável pela construção da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, construída entre os anos de 1886 e 1894.


Ernesto Luiz de Cerqueira – Mestre Tené
(1841-1920)
Professor durante 40 anos. Mestre Tené mantinha a Escola Livre de Música e fundou a primeira banda de música de Caeté.
Seu irmão, Mestre Luiz Cerqueira, foi quem sugeriu ao Governador João Pinheiro, a mudança do nome da nova capital mineira: Belo Horizonte.


Monsenhor Domingos Evangelista Pinheiro
(1843 – 1924)
Organizador da Irmandade de Nossa Senhora da Piedade. A Irmandade promove, até hoje, o Jubileu, com a presença de inúmeros romeiros. A festa acontece no dia 15 de agosto, no santuário de Nossa Senhora da Piedade, na Serra da Piedade.
Monsenhor Domingos fundou, em 1878, o Asilo São Luiz, para acolher as filhas de escravas que nasciam libertas e meninas abandonadas. Fundou também a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Piedade, que ainda hoje, acolhe e cuida das meninas de Caeté que necessitam de ajuda.
Monsenhor Domingos está enterrado no Cemitério de Nossa Senhora do Rosário.


Professor João Urias
(1864-1941)
Negro, o professor João Urias destacava-se por sua inteligência. Era grande amigo de João Pinheiro.
O governador João Pinheiro o levou para estudar em Ouro Preto onde permaneceu por 8 anos. Tornou-se professor e dedicou-se à educação até aposentar.


Senhor João de Vasconcelos Teixeira da Mota
Pai de Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Mota, DD. Arcebispo Metropolitano de Aparecida, São Paulo.
Foi deputado estadual de 1888 a 1928. Apaixonado por ferrovias, idealizou vários projetos para implantação de estradas de ferro em Minas Gerais.
Senhor João de Vasconcelos Teixeira da Mota foi o orador oficial na inauguração da ferrovia que ligava Ouro Preto a Sabará.


João Pinheiro da Silva
Governador de Minas Gerais por 7 meses, durante o ano de 1890. Retornou ao cargo durante o período de 1906 a 1908.


Israel Pinheiro

Filho do Governador João Pinheiro, Israel nasceu em Caeté, em 1896.
Seguiu o tino político do pai e foi governador de Minas Gerais de 1966 a 1970.


Bibliografia

Augusto de Lima Júnior, em “História de Nossa Senhora em Minas Gerais”, Imprensa Oficial, Belo Horizonte, 1956, PP. 131-139
Artur de Lima Junior. “Saudades em Retalhos – História de Caeté. Publicado pela Prefeitura Municipal em 1979.
Sabores de Minas – Nº 28, Nº 01 / Publicação mensal do Jornal Estado de Minas, 2006.
O Pioneiro da Serra da Piedade – obra escrita por uma religiosa da Congregação das Irmãs Auxiliares de Nossa Senhora da Piedade – Ed. Imprensa Oficial – 1967
Textos da Secretária Municipal de Turismo da cidade de Caeté
Primeiro Censo Cultural de Minas Gerais – Secretária Estadual de Cultura – 1995 / Vol. Guia da Região Central

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