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Carrancas

Contos e Lendas

A Beleza Zilda
Diz a lenda que uma bela jovem de nome Zilda ia ao final das tardes se banhar, nua, em uma cachoeira. Ninguém soube o paradeiro de Zilda, mas antigos dizem que ela ainda vai lá ao final das tardes, banhar o seu belo corpo. Hoje a cachoeira onde a bela moça aparecia se chama Zilda.


A Escrava e as Rosas
Havia nos tempos da escravidão uma senhora fazendeira muito rude. Ela tinha uma bela escrava, que devido sua beleza fez com que seu marido ficasse apaixonado por ela. A fazendeira, muito ciumenta, resolveu se vingar e mandou atear fogo num forno de barro que ficava no quintal da casa. Quando a lenha ardia em brasa, chamou os seus escravos inclusive a bela moça. A fazendeira ordenou que os escravos pegassem a rapariga e a colocassem dentro do braseiro.


Com medo de serem açoitados, os escravos fizeram o que a malvada mandou.


Após passado o tempo suficiente para a negra ter virado carvão, mandou abrir o forno para por pães para assar. Quando abriram a porta, em vez de brasas, o forno estava cheio de rosas.


Procissão das Almas
Há mais de 30 anos atrás, na quaresma, era costume fazer-se em Carrancas uma procissão noturna altas horas da noite, para a tiração e encomendação de almas. Os antigos diziam que a procissão saia do cemitério e terminavam na porta da igreja. Durante a caminhada, todos rezavam e cantavam com muita fé. Ninguém olhava para trás, pois o povo acreditava que as almas dos mortos que estavam enterrados no cemitério acompanhavam a procissão.

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