Destinos

Diamantina

Isidoro

Trajetória de vida
Isidoro foi uma das vítimas do violento sistema repressivo que vigorou no Distrito Diamantino. Sabe-se  que era um escravo fugido que acabou por dedicar-se à garimpagem. Nesse período, garimpeiros eram pessoas que mineravam clandestinamente, sofrendo grande perseguição da administração local.


O historiador Joaquim Felício dos Santos assim o descreve em Memórias do Distrito Diamantino: “Isidoro era um pardo alto, corpulento, valente, intrépido.” Desafiando o sistema, o mulato ganhou fama de audacioso.  Era um hábil minerador e comercializava com todos que lhe procurassem.


Nessa época o Distrito Diamantino estava sob a responsabilidade do Intendente Câmara, que ordenou uma busca implacável a Isidoro. Inveja do negro ser um líder respeitado ou rigores da lei? Amarrado a um cavalo, torturado e ensangüentado, em junho de 1809, Isidoro entra preso no Arraial. Começa o terror.  Foi espancado durante três  dias, mas  jamais denunciou alguém. De sua boca não foi ouvido nada. Ao fim do terceiro dia Isidoro estava morto.


As pedras foram colocadas no seio da terra por Deus, por isso pertenciam a todos. Esse era o pensamento de Isidoro  que se tornou para a região um mártir, uma lenda, alguém em que os desprezados pelo sistema apelavam em orações na hora de suas necessidades.


Até hoje prevalece em Diamantina a lenda de que Isidoro, antes de ser preso, teria enterrado um tesouro em diamantes e ouro.

 

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