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Diamantina

José Vieira Couto de Magalhães

Couto de Magalhães 

 

José Vieira Couto de Magalhães 

 

 

Cronologia
Nasceu: novembro de 1837
Faleceu: 14 de setembro de 1898

Natural de Diamantina

 


Formação

Provavelmente estudou no Seminário do Caraça ou no de Mariana

Bacharel em Direito pela Academia de Direito de São Paulo

 


Atividades

Professor de filosofia no Mosteiro de São Bento, onde teve como aluno Prudente de Morais. 

1860 - Secretário do governo de Minas.

Participação na Guerra do Paraguai

Presidente das Províncias de Goiás, Pará e Mato Grosso e São Paulo

 


Trajetória de vida

 Após a Guerra do Paraguai onde participou da batalha de reconquista de Corumbá dos paraguaios, ganhou do governo imperial o título de Barão de Corumbá, o qual recusou, preferindo o de General Brigadeiro.

 


Depois de ocupar cargos de presidente das províncias de Goiás, Pará e Mato Grosso se interessou pela região e  fez uma fantástica viagem de circunavegação subindo o  Tocantins e navegando   a leste do Araguaia.

 


Com uma visão empreendedora  obteve do governo uma concessão  para  uma organizar uma empresa de navegação para o  rio Araguaia.  Em uma arrojada iniciativa desmontou um vapor do rio Paraguai, e  abrindo estradas, fazendo pontes, o transportaram  em 14 carros de bois por um percurso  de 600 quilômetros . Em uma pedra às margens do Rio Araguaia foi inscrito em tupi : “Sob os auspícios do Sr. D.Pedro II passou um vapor da bacia do Prata e do Amazonas e veio chamar à civilização a e ao comércio os sertões do Araguaia com mais de 20 tribos, no ano de 1879.” Depois adquiriu mais dois vapores, o Colombo e o Mineiro. “Louco e visionário” assim era tratado pela imprensa da época, que lhe vazia as mais virulentas críticas.

 


Quando foi proclamada a República, ocupava o cargo de Presidente da Província de São Paulo. Nessa época a saúde mental estava abalada, viaja para a Europa em busca de tratamento.

 


Em 1893 já havia retornado ao Brasil. Por ter doado parte de sua fortuna para a fundação de um hospital de sangue para os revoltosos da Armada e do Rio Grande do Sul  foi então preso.  Como seu estado de saúde não era bom, Floriano Peixoto permitiu que Couto Magalhães retornasse a Europa.

 


Volta mais uma vez ao Brasil, vindo  a falecer em 14 de setembro de 1898.  Em 1900 a companhia de navegação encerou suas atividades e o patrimônio colocado em hasta pública,mas nunca encontrou um comprador. Os 3 vapores ficaram abandonos no Porto Leopoldina e assim eles e os  sonhos de Couto Magalhães  foram corroídos pelo tempo . 

 


Couto Magalhães foi uma pessoa de extrema atividade intelectual. Adorava o estudo de línguas estrangeiras e indígenas; estudou física, mecânica e astronomia, inclusive seus instrumentos para experiências científicas acabaram sendo doados ao Instituto Politécnico de  São Paulo.Fundou o Clube de Caça e Pesca de São Paulo, organizou a Sociedade Paulista de Imigração. 

 


Na imprensa colaborou com o Jornal do Comércio e  o Diário Popular.

 


Principais obras

- Guaianezes (romance histórico)

- Revolta de Felipe dos Santos, que abriu-lhe as portas do Instituto Histórico Geográfico

- Araguaia e o Selvagem, que escreveu a pedido de D. Pedro II para figurar na Biblioteca da Exposição Universal da Filadélfia em 1876.

 


Homenagem
Dá nome a uma cidade do Vale do Jequitinhonha – Couto de Magalhães de Minas          

 

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