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Diamantina

Padre José da Silva e Oliveira Rolim

Padre Rolim

Padre José da Silva e Oliveira Rolim

 

 


Cronologia

Nasceu: ?

Faleceu: 1835, Diamantina/MG

Filiação: José da Silva de Oliveira

Natural de Diamantina

 

 


Formação

Formado pelo Seminário de Coimbra

 

 


Atividades

Padre

“Negociante de escravos e diamantes”

 

 


Trajetória de vida

Segundo sua declaração nos Autos da Devassa, afirmou que “ ...era filho legítimo do Sargento-mor José da Silva de Oliveira, atual Caixa na Real Extração Diamantina, no  Tejuco; natural do mesmo Arraial, e é presbítero do Hábito de São Pedro, Residente em casa do dito pai; e de idade de quarenta e dois anos.”

 


O inconfidente Padre Rolim, em termos de liquidez, era o mais rico do grupo. Devido à função de seu pai como Caixa (administrador) do Real Contrato dos Diamantes, a família adquiriu uma grande fortuna. Mas, com o estabelecimento do novo sistema administrativo - o monopólio da Real Extração  - a família foi extremamente prejudicada nos seus negócios. Assim, a família acabou se envolvendo no contrabando das preciosas pedras e, consequentemente, caindo em desgraça junto à Coroa Portuguesa.

 

 

Padre Rolim estava longe de ser um clérigo exemplar. Ordenou-se aos 32 anos em Coimbra, porém, não gostava de estudar, tinha grande dificuldade em escrever e não sabia se expressar  muito bem verbalmente. Do concubinato com Quitéria, que era uma das filhas de Chica da Silva e João Fernandes de Oliveira, nasceram vários filhos. Talvez tenha procurado a carreira eclesiástica para  se  ver livre de um processo criminal, essa era a opinião de Silvério dos Reis dada em um dos seus depoimentos. E essa mesma opinião era compartilhada pelo governador de São Paulo.

 


A década de 80  seguia  normalmente. Na vida familiar, Padre Rolim dedicava-se à criação   dos  filhos e, “comercialmente”, ao contrabando de diamantes, tráfico de escravos e empréstimo de dinheiro. No final da década de 80 estava completamente envolvido com o movimento da Inconfidência Mineira. “Participou de todas as reuniões decisivas, comprometendo-se a conseguir 200 cavaleiros armados a pagar parte da pólvora.“ (Jardim, M.) Para a Coroa Portuguesa Padre Rolim era uma pessoa muito perigosa, pois teria muito influência sobre toda a grande região do Serro.

 


Ao final do Processo da Inconfidência  foi enviado preso para Portugal. Até 1796 ficou preso na Fortaleza de São Bento da Saúde. Depois, ganhou licença para recolher-se ao Mosteiro de São Bento da Saúde, em Lisboa, onde passa a gozar  de certa liberdade. Depois de quase 15 anos preso, em 1805 Rolim já se encontrava novamente no Brasil. Livre, retorna à Diamantina para retornar sua vida com  Quitéria e os filhos.

 

 


“Lutou teznamente  para reaver seus bens. Só  o conseguiria com a independência do Brasil em 1822. Nesse ano requereu a restituição da casa do Largo da Intendência(arrematada por sua sobrinha Ana Clara Freire, que não quis  devolvê-la, mas indenizou-o em certa quantia de dinheiro em 1833). Em 1825, recebeu indenização  do governo do Império no valor 1.000$000 réis. “ (Jardim,Marcio)

 


Segundo o historiador Márcio Jardim, Rolim era maçom, mas sem a certeza de quando teria se envolvido com o movimento. Em 1835 foi sepultado na Igreja do Carmo, “sendo velado com seus paramentos maçônicos”. (Jardim, M.)

 

 

Homenagem

Dá nome a uma rua em Ouro Preto

Dá nome a uma rua em Belo Horizonte

 

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