Destinos

Diamantina

Manifestações Culturais Tradicionais - Diamantina

Música
Banda de Música do 3º Batalhão Polícia Militar de Minas Gerais (fundada em 1894)
Banda Euterpe Diamantinense (fundada em 1927)
Banda Sinfônica Mirim Prefeito Antônio de Carvalho Cruz (fundada em 1985)
A Sinfônica Mirim Prefeito Antônio de Carvalho Cruz é financiada pela prefeitura, com o propósito de oferecer aos seus componentes, assistência social completa. É composta por jovens entre 10 e 18 anos, moradores das áreas mais humildes de Diamantina.


Corais

Coral “Regina Pacis”  (fundado em 1983);
Coral do Conservatório “Lobo de Mesquita” (fundado em 1994).


Cursos Musicais, Teatro e Dança

Arte Miúda: Curso Livre de Arte Integrada.
O curso tem como objetivo divulgar a tradição musical diamantinense, resgatando e divulgando, principalmente, o gosto pela seresta. Os alunos participam do curso a partir de três anos de idade, despertando o gosto pela música, pela dança, pelo teatro e pelas artes plásticas. Desta forma, tem-se a oportunidade de descobrir os talentos artísticos entre os alunos pagantes e não pagantes.
Conservatório “Lobo de Mesquita” fundado em 1994
Grupos Musicais Tradicionais


Serestas em Diamantina
A seresta em Diamantina é uma tradição secular. O uso deste gênero poético fez da cidade um famoso centro musical. Juscelino Kubitscheck foi o maior divulgador da arte e da cultura típica popular diamantinense.


Os diamantinenses se orgulham de ter um conterrâneo tão importante, que manteve sua identidade cultural mesmo como Presidente da República. O povo de Diamantina dedica uma semana do calendário do município às homenagens para Juscelino.


A principal data da homenagem é o dia 12 de setembro: Dia da Seresta. Nesta ocasião, os diamantinenses relembram as diversas datas ligadas ao ex-presidente brasileiro – seu ano de posse, em 1956; seu mandato como Presidente da República; do fatal acidente na Via Dutra, em 1976. Em 1996, foi criada a “Medalha JK.”


Grupos de serestas de destaque
:
Madrigal Seresteiro Lícia Pádua
Grupo de Seresta José Lopes (pertence ao Conservatório)
Seresteiros JK
Regina Pacis
Peixe Vivo
Grupo Renascer


Vesperata

Evento musical que ocorre de março a outubro. A Vesperata recebeu este nome por causa da “estrela” Vésper: o planeta luminoso Vênus – visível nos finais das tardes e início das manhãs, interligando luz e sombras. O evento foi criado por artistas diamantinenses.


As apresentações são bem originais, com os músicos nas sacadas coloniais da Rua da Quitanda, enquanto o público se acomoda em mesas, distribuídas na rua, para assistir a apresentação musical. Ao lado, os maestros, em cima de um pequeno tablado, no meio da rua, regem os músicos. O local propicia boa acústica.


Literatura
Joaquim Felício dos Santos
(1828 – 1895)
Historiador, romancista e jurista.


Escreveu “Memórias do Distrito Diamantino da Comarca do Serro Frio”, em 1868 e “A Acaiaca”. Ajudou a formalizar o Código Civil Brasileiro. Foi diretor do Jornal “O Jequitinhonha”, que veiculou notícias precisas sobre a Guerra do Paraguai. Circulou de 1860 a 1873.


Aristides Rabelo
Romancista e jornalista, criador das “Cartas Matutas” em “A Careta”.
Escreveu “O Hóspede”.


Antônio Torres
Escritor, jornalista, poeta, humanista e panfletário.


Cícero Caldeira Brant  (Ciro Arno)

Historiador e memorialista.
 

Soter Couto

Jornalista e historiador
Escreveu “Vultos e Fatos de Diamantina”.
 

Alice Dayrel Caldeira Brant
  (Alice Morley)
Romancista. Autora de “Minha vida de Menina”.


Aires da Mata Machado Filho

Escritor, linguista, jornalista e folclorista. Escreveu “Arraial do Tijuco - Cidade de Diamantina”.


Funcionam de maneira ativa:
Fundação Cultural e Artística de Diamantina
Arquivo da Biblioteca Antônio Torres
Arquivo Municipal
Biblioteca Pública Municipal Bernardino da Cunha e João Raimundo Mourão.


Manifestações Culturais Folclóricas


Artesanato Típico

Objetos de decoração e utilitários feitos em:
Taquara e bambu, ferro batido, couro , cerâmica, gesso, capim, palha de milho, cabaças e
tecidos;
Objetos decorativos de sempre-vivas;
Objetos de cordoaria e cestaria;
Bordados com pontos variados, tapetes arraiolos, rendas;
Tricô, crochê, fuxico, peças de retalho, pinturas em tecidos;
Objetos de madeira:
Mobiliários e oratórios, cabideiros, peanhas, baús, armários e mesas seguindo a linha colonial.


Cristais como quartzo, ametista e hematina são usados na produção de peças utilitárias, decorativas, esotéricas, sacras e joias.


As peças de cristal de quartzo lapidado, separadas e montadas são combinadas com outras pedras, plantas, flores e frutos secos da região.


Pirâmides, pêndulos, estrelas, massageadores, bonsai, bolas lisas e facetadas, corações, gotas, Sputnik, vasos ornamentais e bijuterias.


As joias de coco incrustadas em ouro são destaque do artesanato diamantinense.Com a falta do marfim, os joalheiros de Diamantina optaram pela utilização do coco, vegetal comum no cerrado, principalmente na Bahia. Provavelmente, um dos primeiros a criar as joias em coco e ouro foi o Sr. Ezequias Lopes, por volta de 1870. Ele morou no beco entre a Praça Monsenhor Neves e a Rua do Rosário.


Hoje, encontram-se peças variadas utilizando a antiga técnica em joalheria em coco e ouro, além de peças em prata, com as pedras preciosas de Minas.


No distrito de Planalto de Minas, os artesãos produzem bonecas de bucha, de palhas de milho e de bananeiras. No arraial de “Quebra Pé” são produzidos cestos, balaios e trançados de cipó. Além disso, também são produzidos na região de Diamantina adereços domésticos em madeira, bordados variados, com destaque para o ponto de cruz (muito bem feito) e as diversas peças de retalhos de tecidos.


Os ateliês de criação e produção dos tapetes arraiolos, famosíssimos na região, são locais indispensáveis nos roteiros de quem aprecia a beleza da arte popular mineira.
 

Culinária Típica

Os viajantes estrangeiros, em seus diários, já faziam referências de que na região de Diamantina, desde o século 18, foram plantados pêssegos, marmelos, figos, cidra, peras e até maçãs. Plantaram também batata, ervilhas, couve, alface e salsinha.


É importante lembrar que esta região, à época, tinha o nome de Distrito Diamantino, com estreitas relações comerciais, culturais, administrativas e políticas com a Coroa Portuguesa. Relações estas que eram mais diretas do que com a capital da província, Vila Rica do Pilar.


Nas áreas urbanas e rurais, a criação de porcos e galinhas realizada pelos moradores, era uma herança das tradições portuguesas.


Nas regiões mineiras, os escravos recolhiam a comida que sobrava dos patrões e misturavam as partes simples do porco (pés, orelhas, rabo, focinho) em seus ensopados de brotos de plantas nativas e aparas de carne. Assim, aproveitavam os temperos, principalmente o sal, misturando tudo com farinha de mandioca ou de milho.


Apesar das facilidades oferecidas pela modernidade, as ferramentas utilizadas na cozinha são feitas de madeira, de ferro batido, de taquara, couro, barro, pedra sabão e de outros materiais. Em geral, recebem toques pessoais que as tornam ainda mais adequadas.


Hoje, estão de volta os pilões de madeira usados para descascar o arroz, as gamelas para sovar as massas e as colheres de pau para mexer os doces. Para as tradicionais doceiras de Minas, quando se utiliza a colher de pau, o doce tem mais durabilidade e o sabor da fruta torna-se mais intenso. As boas cozinheiras acreditam também que os fornos feitos com barro de cupim assam, por igual, quitandas e carnes, mantendo os valores nutritivos do alimento, proporcionando melhor sabor.


No século 18, não havia mesa farta, luxo e potentado. Apesar das dificuldades, os mineradores, os negros, os índios aculturados e o povo mestiço sobreviviam dos seguintes alimentos:
Angu, feijão, toucinho, carne seca, guisados (principalmente de serralha), caruru, arnica, grelo de samambaia, palmito, cará (que substituía o pão), couve;


Farinhas de mandioca e de milho (bastante conhecidas, usadas ao natural e em pães e bolos), pão de ló, canjiquinha, canjica com rapadura e leite. O leite era consumido só pela manhã. Tomavam chá de laranja com leite e congonha; o sal, no século 18, era caro e raro, assim como o açúcar. Estes itens, aí também incluso o arroz, eram considerados artigos de luxo. Vários produtos alimentícios e industrializados eram monopólio de comerciantes portugueses que davam o preço de acordo com suas conveniências;


Vários tipos de pimenta (esmagada com limão) eram usados;
Utilizavam o mel e própolis para alimentação e também como alternativa medicinal.


Para várias senhoras de Diamantina a culinária diamantinense é dividida em duas épocas: antes e depois da implantação do Colégio Nossa Senhora das Dores. Segundo contam, as Irmãs introduziram várias receitas e novos modos de fazer as delícias que são inconfundíveis na cidade, principalmente os pratos utilizados em festas, como o empadão veneziano e o arroz à Rossini.


Hoje, o diamantinense consome:
Quiabo da lapa, palma do inferno e ora pró-nóbis – cactácea característica das regiões rochosas e altas no Brasil –, acompanhados de carne de porco, costelinha ou frango;
Feijão branco com dobradinha, frango ao molho pardo, "xi com angu" (frango com quiabo e angu), “roupa-velha” (feijão com carne seca), maneco (mingau de fubá com ovo escaldado) e bolo de arroz .


Para variar, comem linguiça de porco, chouriço salgado, dobradinha, fígado de boi com jiló ou acebolado e miúdos de porco ou de galinha (rins, fígado e coração). Consomem também ovos de galinha, utilizados de várias formas, como na omelete.


Quitandas: pão caseiro, curau, biscoito frito, pão de queijo, queijadinha, queijo, broa de fubá, tareco (biscoito doce feito de farinha de trigo, açúcar e ovos); cubu (bolo de milho feito na palha de bananeira), roscas e biscoitos com variadas receitas, angu doce com queijo e farinha do céu.


Doces: rapadura, rocambole de leite, pés de moleque, ambrosia, arroz doce (com casca de limão e canela) e doces de frutas como os de banana, goiaba, pêssego, abacaxi, coco, abóbora, cidra ralada, pau doce, mamão e pau de mamão (ralado com rapadura), furrundu (mamão verde enrolado), bananada, goiabada, marmelada e cocadas brancas e pretas. A canjica com leite ou temperada com amendoim, leite de coco (ou coco ralado) e cravo é uma iguaria muito apreciada, sobretudo, no mês de junho.


As compotas e geleias de frutas são variadas como as de figo, mamão, pêssego, laranja da terra, marmelo e cidra.


O queijo fresco acompanha a maioria dos doces. Os mais apreciados na região vêm do Serro.
 

Bebidas preferidas
:
Licores: de folha de figo, jabuticaba, laranja, leite, jurubeba, jenipapo.
Vinhos: de uva, jabuticaba e pétalas de rosas, de fabricação caseira.
Chás: guaco, capim cidreira, camomila, maracujá, laranja da terra, pitanga, hortelã, poejo,
casca de mexerica, chá preto, mate e erva-doce.


Outras bebidas muito apreciadas pelos diamantinenses são: a tradicional cachaça, caipirinha, quentão e “queimadinha” (leite “afogado” no melado de açúcar ou mel). Para espantar o frio, acrescenta-se à “queimadinha” uma colher de cachaça e alguns pauzinhos de canela.


Folguedos
Dois grupos de Folia de Reis;
Pastorinhas do Bom Jesus.


Festas Religiosas e Profanas Tradicionais


Janeiro

Dia 1º: Reveillon – Organizado pela prefeitura


Fevereiro
Dia 2: Dia de São Brás
Benção das gargantas.
Local: nas matrizes da cidade.

Data Móvel: Festa de Nossa Senhora da Luz
Missa, Novena, Procissão.
Local: Igreja de Nossa Senhora da Luz


Data Móvel: Carnaval
Desde o século 18 os diamantinenses saem pelas ruas em cortejo, satirizando o sistema  político-social. Atualmente, o carnaval de rua em Diamantina alegra a população e visitantes com seus blocos típicos, roda de samba, batucadas, charangas e fantasias populares que, mantendo a tradição, satirizam a política, a sociedade e todos os fatos de repercussão nacional e internacional.

 

Alguns grupos marcam presença no carnaval diamantinense garantindo a folia. São destaques:
A “Bartucada”: criada em 1972, o grupo mantém os ritmos de samba e batucada;
A “Bat-Caverna”: surpreende os foliões com a descida da figura fantasiada de Batman;
Os blocos caricatos tradicionais como o “Sapo Seco” (que cantam marchinhas antigas), a "Banda Fogosas do Sapo Seco", dentre outros.


Março
Dia 06: comemora-se o aniversário da cidade com uma programação cívica variada.


Em 1831, o Arraial do Tijuco foi promovido a Vila, com a denominação de Vila Diamantina. Em 06 de março de 1838, foi elevada à categoria político-administrativa de cidade, com o nome de Diamantina.


Data móvel: Semana Santa
A Semana Santa diamantinense conta com todas as cerimônias e rituais tradicionais do século 18.


Domingo de Ramos
16h: ocorre a Benção dos Ramos na Capela do Hospital, de onde sai a procissão que vai até à Catedral Metropolitana de Santo Antônio. Na Catedral é celebrada a Missa Solene com o Canto da Paixão.


Segunda-feira Santa, às 18h: Celebração Eucarística - Ofício de Trevas.
Local: Catedral Metropolitana de Santo Antônio.


Terça-feira Santa, às 18h: Celebração Eucarística - Ofício de Trevas.
Local: Catedral Metropolitana de Santo Antônio.


Quarta-feira Santa, às 18h: Celebração Eucarística - Ofício de Trevas.
20h: Procissão do Encontro, quando acontece o Sermão do Encontro da imagem de Nosso Senhor dos Passos e da imagem de Nossa Senhora das Dores. A presença das Irmandades com suas opas, castiçais e cruz de guia em prata cinzelada, completam o quadro religioso significativo do município, lembrando a vida social do século 18.
Local: Catedral Metropolitana de Santo Antônio


Quinta-feira Santa
9h30: Benção dos Santos Óleos, Sacro Crisma dos Catecúmenos e dos Enfermos, realizadas pelo Bispo e todo o Clero da Diocese de Diamantina, abrilhantadas pela Orquestra e Coral da cidade.
Local: Catedral Metropolitana de Santo Antônio


19h: Missa Solene da Ceia do Senhor e Transladação Solene do Santíssimo Sacramento para a Capela do Santíssimo Sacramento, onde permanece até a hora da comunhão, nos rituais da Sexta-Feira Santa.
20h: Lava-pés. Sermão do Mandato. Os fiéis fazem o teatro do Lava-Pés.
Local: Catedral Metropolitana de Santo Antônio


Sexta-Feira Santa
9h: Via Sacra dramatizada por um grupo de teatro amador, composto por jovens, que envolve mais de 100 figurantes. Representam a “Paixão e Morte de Jesus”. Saem da Igreja do Bonfim e vão até à Catedral.


15h: Solene Ação Litúrgica. Liturgia da Palavra, Paixão, Adoração da Cruz, Transladação do Santíssimo Sacramento da Capela para o Altar-mor e a distribuição da Comunhão para os fiéis.


19h: Sermão do Descendimento da Cruz. Ocorre a encenação do Descendimento da Cruz e a Procissão do Enterro do Senhor Morto percorrendo as ruas do centro histórico. Destaque para coreografia da Guarda Romana que envolve mais de 100 figurantes.Todas as procissões são acompanhadas pela Banda de Música do 3º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais.
Local: Praça em frente a Catedral Metropolitana de Santo Antônio.


Sábado Santo
20h: Visita à imagem de Nosso Senhor Morto
Local: Igreja de Nossa Senhora do Carmo.


23h: Vigília Pascal. Benção do Fogo, Procissão do Círio Pascal, Canto do Exultet, Leituras, Missa Solene da Páscoa.
Local: Igreja de Nossa Senhora do Rosário


Domingo da Ressurreição
9h: Missa Solene da Ressurreição, com o Bispo e Concelebrantes.
Local: Catedral Metropolitana de Santo Antônio


Saída da Procissão Solene do Santíssimo Sacramento percorrendo o centro histórico. Normalmente as ruas estão ornamentadas com tapetes de serragens, de flores e as janelas da cidade enfeitadas. Todas as Irmandades, Arquiconfrarias e Ordens Terceiras são devidamente paramentadas com suas opas e hábitos, castiçais e cruzes, anjinhos e fiéis.


Durante o percurso da Procissão ouve-se os cânticos dedicados ao Santíssimo Sacramento, acompanhados pela Banda de Música do 3º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais.


Às 12h todas as igrejas da Paróquia tocam os sinos e soltam fogos. Pode-se assistir a saída das Bandeiras do Divino Espírito Santo que visitaram as casas pedindo esmolas para as comemorações da Festa do Divino Espírito Santo, no domingo de Pentecostes.


19h: Missa e, em seguida, Coroação de Nossa Senhora das Dores, encerrando-se com Te Deum Laudamus
Local: Catedral Metropolitana de Santo Antônio


Maio

Dia 1º: Dia do Trabalhador
Homenagem ao trabalhador. Festas populares organizadas por empresas locais e pela Prefeitura.
 

De 1º a 31: Coroação de Nossa Senhora
As crianças vestem-se de anjo e cantam versinhos para a coroação, criados pelas devotas das paróquias. Destaque para as decorações que são de muito bom gosto e não interferem nas obras barrocas dos retábulos.


Nas escolas também são realizadas coroações e homenagens a Nossa Senhora. No dia 13 de maio, para homenagear Nossa Senhora de Fátima, as crianças fazem a coroação vestidas de pastorinhas.
Local: Nas igrejas e na matriz de Diamantina e dos distritos.


Dia 16: Festa de Nossa Senhora da Consolação
Novena, coroações e barraquinhas.
Local: Igreja de Nossa Senhora da Consolação.


Data Móvel: Pentecostes - Festa do Divino Espírito Santo
A Festa do Divino Espírito Santo recebe além das doações dos devotos e promesseiros, uma significativa ajuda dos Imperadores, Festeiros, Imperatriz, Coordenadores e Mordomos do Mastro que são eleitos anualmente.


Normalmente, na aproximação do domingo de Pentecostes, na sexta-feira, nove dias antes, inicia-se a novena, sempre às 19h.
Local: Capela de Nossa Senhora do Amparo.


No oitavo dia ocorre, às 18h30, a Procissão dos Milagres. Saída da Catedral de Santo Antônio indo até à Capela de Nossa Senhora do Amparo. Os devotos levam os ex-votos em agradecimentos ao Divino Espírito Santo. São objetos feitos em cêra (pernas, braços, mãos, cabeças).


No sábado, após a novena acontece o Levantamento do mastro. Os fiéis dirigem-se à casa de um dos mordomos para participar do Cortejo que transporta a Bandeira do Divino até a Praça Dr. Prado. A procissão é seguida pela banda de música. No levantamento de mastro acontece o espetáculo pirotécnico.


Domingo de Pentecostes: pela manhã, ocorre a alvorada, missa na Capela do Amparo e distribuição do tradicional “Bolo de Arroz”.
10h: saída do Cortejo Imperial da casa do Imperador eleito. O Cortejo percorre as ruas de Diamantina em direção à Capela do Amparo para a missa festiva. Composição:
1. O Imperador abre o cortejo carregando a Bandeira do Divino (acompanhado de sua senhora e de um membro da família) que ficou sob guarda por um ano. Personagens dignamente vestidos com roupas do século 18.
2. Carrega-se a Bíblia. Para o cristão este livro contém “As palavras de vida eterna”.
3. A bandeira da Igreja Católica: especifica a posição da religião católica. Para retratar os aspectos espirituais da Festa do Divino Espírito Santo, seguem se:
4. Fé, Esperança e Caridade.
Representadas por três meninas que simbolizam as virtudes teologais: Fé (branco), Esperança (verde) e Caridade (vermelho).
5. A Chama Eterna: simboliza o espírito de fé que é a bússola da alma cristã.
6. Meninas carregando cestas com a pombinha dourada representando o Divino Espírito Santo, que serão distribuídas aos participantes depois da missa.
7. O Estandarte em Língua de Fogo abre o quadro de homens vestidos representando os Doze Apóstolos.
8. Sete meninas simbolizam os Dons do Espírito Santo: Entendimento, Ciência, Sabedoria, Conselho, Fortaleza, Temor de Deus, Piedade.
9. Doze meninas simbolizam os Frutos do Espírito Santo: Castidade, Brandura, Bondade, Modéstia, Fé, Paciência, Caridade, Benigdade, Longanimidade, Gozo, Paz, Humildade.
10. Personagem carrega O Estandarte do Divino.
11. Coroinhas.
12. Encerrando a parte litúrgica aparecem pessoas vestidas de Anjos. Eles representam a corte real celeste.
13. Personagem portando a Bandeira de Diamantina. Há as representações das produções artesanais folclóricas
14. Príncipes e casais de amigos da Imperatriz abrem o seu cortejo.
15. Finalmente a Imperatriz, acompanhada de suas damas, encerra o Cortejo.


A Banda do 3º Batalhão da P.M.M.G., durante todo o cortejo, executa o tradicional dobrado da Festa do Divino – música característica da cidade. Ao chegar na Capela, acontece a celebração da Santa missa. Logo após a missa, o Império realiza o sorteio do nome do novo imperador.


17h: o Cortejo do Império sai novamente em procissão com o andor do Divino Espírito Santo. Após a procissão, o Imperador antigo passa a bandeira ao novo imperador e a Imperatriz passa a coroa à nova imperatriz.


Junho

De 1º a 30: Festas Juninas
Em diversos locais de Diamantina e em seus distritos, todos os fins de semana, ocorrem manifestações populares como fogos, barraquinhas, levantamento de mastro de Santo Antônio, São João e São Pedro, além das tradicionais quadrilhas.


Data Móvel: Corpus Christi
Corpus Christi é comemorado 60 dias após a Páscoa, com missas solenes e uma belíssima procissão. As ruas do centro da cidade são decoradas e pintadas com motivos religiosos, com a participação de todas as Irmandades e Ordens Terceiras do Município.
Local: Catedral Metropolitana de Santo Antônio.


Dia 13: Festa de Santo Antônio (Padroeiro)
Ocorrem os festejos com trezena, missa, procissão e Benção do Santíssimo Sacramento. Ocorrem também manifestações populares como as tradicionais barraquinhas, levantamento de mastro, fogos, quadrilha e a distribuição de pãezinhos. Normalmente, coloca-se o pedaço do pãozinho nas latas de mantimentos ou os fiéis oferecem seus pedaços aos doentes.
Local: Catedral Metropolitana de Santo Antônio e na Capela do Pão de Santo Antônio.


Dia 20: Festa do Sagrado Coração de Jesus
Realizam novena, missas, procissão e barraquinhas. Benção do Santíssimo Sacramento.
Local: Igreja do Sagrado Coração de Jesus.


Última semana: Festa de São Pedro e São Paulo
Ocorrem manifestações populares como levantamento de mastro, fogueira, barraquinhas, fogos, leilões e quadrilha.
Local: Quartel do 3º BPMG.


Julho

Finais de semana: Feira de Artesanato


2ª Quinzena: Festival de Inverno
Com o apoio da Prefeitura e a organização da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) acontecem, normalmente, várias oficinas nas áreas de artes audiovisuais, cênicas, literárias, musicais, plásticas, híbridas e multidisciplinares.


Data Móvel: Festa de São Sebastião, no povoado diamantinense de Planalto de Minas
Realizam a novena, missas e procissão. Ocorrem também manifestações populares como o levantamento de mastro, a fogueira, barraquinhas, fogos e leilões.


Dia 16: Festa de Nossa Senhora do Carmo
A Ordem Terceira Carmelita, fundada no século 18, promove o tríduo e a cerimônia de renovação dos compromissos dos membros da Ordem. Neste dia há Missa Solene e procissão.
Local: Igreja de Nossa Senhora do Carmo.


Agosto

Primeira semana: Festa de Senhor do Bonfim
A Irmandade do Senhor do Bonfim organiza as cerimônias religiosas como a novena, missa e Benção do Santíssimo.
Local: Igreja do Senhor Bonfim.


Setembro

De 1º a 07: Semana da Pátria
Programação cívica em vários locais


2ª Semana: Semana JK

Dia 12: Dia da Seresta “Juscelino Kubitscheck de Oliveira”
Os diamantinenses se orgulham de ter conterrâneo tão altivo. Por isso, dedicam uma semana no calendário do município às homenagens para Juscelino. Neste dia acontece a tradicional entrega da Medalha JK.


De 15 a 24: Festa de Nossa Senhora das Mercês
A Irmandade de Nossa Senhora das Mercês organiza as cerimônias religiosas como a novena, missa, procissão e Benção do Santíssimo.
Local: Igreja de Nossa Senhora das Mercês.


De 26 de setembro a 04 de outubro: Festa de São Francisco de Assis
A festa é organizada pela Ordem Terceira Franciscana. Os fiéis realizam a novena, missa solene e procissão. Os festejos terminam com a procissão e a Benção do Santíssimo Sacramento.
Local: Igreja de São Francisco de Assis


Outubro

Primeira quinzena: Festa de Nossa Senhora do Rosário
A Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos organiza os rituais litúrgicos dentro das características do século 18 – a novena, missa, procissão e Benção do Santíssimo Sacramento. Ocorrem também barraquinhas e leilões.


Último dia da novena de Nossa Senhora do Rosário: após a coroação de Nossa Senhora do Rosário ocorre o levantamento do mastro e o espetáculo pirotécnico. O Cortejo do Mastro sai da casa do mordomo acompanhado pelos fiéis, até a Praça Dom Joaquim.


Domingo: Alvorada e fogos
Na primeira missa há distribuição do tradicional bolo de arroz na porta da Igreja. O Cortejo do Reinado, composto de vários figurantes como o rei e rainha, princesas, damas, pajens e outros personagens que representam os mistérios do Rosário, dentre outros, sai para a Missa Festiva. A composição do Cortejo do Reinado e Guardas de Congado depende do festeiro. Há também a presença de Marujada, Caboclos convidados da cidade do Serro e de cidades e distritos vizinhos.


À tarde, acontece a procissão. Após os rituais religiosos o público conhece os festeiros do próximo ano.
Local: Igreja de Nossa Senhora do Rosário.


Dia 12: Festa de Nossa Senhora Aparecida
A Irmandade de Nossa Senhora Aparecida organiza os rituais litúrgicos como a novena, missa, procissão, Benção do Santíssimo Sacramento e Te Deum.
Local: Igreja de Nossa Senhora Aparecida.


Data Móvel: Festa do Rosário
Local: Extração (Curralinho).


Novembro
Data Móvel: Circuito de Corais


Dezembro

De 20 a 31: Festas de Natal e Ano Novo
Cortejo de Folia de Reis e as Pastorinhas.
Local: O Cortejo visita várias casas onde os moradores fazem o presépio. Nessas residências diamantinenses, os moradores convidam os membros da Folia e Pastorinhas a cantar e rezar com suas famílias. Sempre é servido um café após a apresentação.


Personalidades históricas
Chica da Silva - Francisca da Silva Oliveira 
José Emérico Lobo de Mesquita
José Soares de Araújo
Padre José da Silva Oliveira Rolim
José Vieira Couto de Magalhães
Isidoro
Intendente Câmara


Leia a biografia das figuras típicas na seção - Personalidades


Figuras típicas regionais

Garimpeiro, tropeiro, carreiro, colhedor de ervas medicinais, vendedores de frutas e verduras.



Bibliografia

RIBEIRO, Wagner – História da Terra Mineira – Editora FTD, 1996

APOCALYPSE, Mary - Histórias e Lendas de Minas Gerais,Espírito Santo e Rio de Janeiro  Antologia Ilustrada do Folclore Brasileiro- Literart – 1962

Dicionário de História do Brasil – Editora Melhoramentos- 1971

COUTO, S. Vultos e Fatos de Diamantina. Belo Horizonte.1954 (BP)

BARRETO, A. Diamantina e o descobrimento dos Diamantes. Conferência realizada no Club Flamengo, de Diamantina, a 6 de março de 1938, sob os auspícios do “Centro Diamantinense”, em comemoração do primeiro centenário da elevação da tradicional Vila do Tejuco à categoria de cidade de Diamantina

ALMEIDA, L, M. Passeio a Diamantina. São Paulo: Livraria Martins Editora.

SANTOS, J, F. Memórias do Distrito Diamantino da Comarca do Serro Frio (Província de Minas Gerais). São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, Livraria Itatiaia Editora Ltda. Coleção (Reconquista do Brasil, 26)
 
FERNANDES, A. Tipos populares de Diamantina. Ed. São Vicente. 1929.

Coordenadoria de Cultura Sesquicentenário de Elevação do Tijuco a Vila Diamantina    1831- 1981. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1983. (Artigos e Conferências Diversas)

Anais da Biblioteca Nacional. Do descobrimento dos Diamantes e Diferentes Methodos, que se tem praticado na  sua extração. Divisão de publicação e divulgação, 1964. Vol.80

MACHADO FILHO, Aires da Mata. Arraial do Tijuco Cidade de Diamantina. Livraria Martins. Editora São Paulo.

BRAGA, T. Diamantina. Belo Horizonte:Tipografia São José. 1926.

COUTO, S. Diamantina Roteiro Turístico-Histórico. 1988.

MOURÃO, P .K. Guia do Turista em Diamantina. 1973

SILVA, A. N. Diamantina Roteiro Turístico.1975

MAIA, T. MACHADO, A, M. MAIA, T. Tijuco e Diamantina. Companhia Editorial Nacional. Embratur.1979.

FURTADO, J. O livro da Capa Verde: O Regimento Diamantino de 1771 e a Vida no Distrito Diamantino no Período da Real Extração. São Paulo: Anna Blume. 1996. (Selo Universidade; 52).

FURTADO, J. Nem Escrava, nem Rainha. Estado de Minas, Belo Horizonte, 12 set. 1998. Caderno Pensar, p. 4.

FURTADO, J. Poderosa Matrona Mineira. Estado de Minas, Belo Horizonte, 12 set. 1998. Caderno Pensar, p. 5.

BARROCO 16. Minas Gerais: Monumentos Históricos e Artísticos – Circuito do Diamante. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1994. (Coleção Mineiriana: Série Municípios e Regiões).

LIMA JÚNIOR, A. História dos  Diamantes nas Minas Gerais. Edições Dois Mundos, Brasil e Portugal, 1945.

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