Destinos

Tiradentes

Padre Carlos Corrêa de Toledo e Melo

Cronologia
Nasceu: 1731
Faleceu: 1803 - Lisboa
Filiação: Timóteo Corrêa de Toledo e Úrsula Isabel de Melo
Natural de Taubaté/SP


Atividade
Vigário da Comarca do Rio das Mortes


Trajetória de vida
Durante 12 anos, Padre Toledo foi o Vigário da Comarca do Rio das Mortes, obtendo essa nomeação em março de 1776. No ano seguinte, chegou a Vila de São José del-Rei para tomar posse de uma das mais ricas paróquias da Coroa Portuguesa. Era seu primeiro cargo como vigário de uma paróquia e no qual teve a oportunidade de enriquecer. Quando chegou a Vila, o ambicioso Padre Toledo possuía uma pequena fortuna que foi aplicada em vários negócios, como uma fazenda, mineração e escravos. Na época, funcionava o sistema do padroado em que Portugal ficava responsável pela propagação e manutenção da fé católica. "Em troca, o padroeiro recebia privilégios como a coleta dos dízimos e prerrogativa de indicar religiosos para o exercício das funções eclesiásticas." (Dicionário do Brasil Colonial). Assim, o Padre Toledo tinha em mãos um grande volume de dinheiro, que arrecadava das  freguesias tributárias.


Dois irmãos e um cunhado com as respectivas famílias foram residir na região e possuíam um forte vínculo, podendo até mesmo dizer que era uma relação de dependência. Um dos irmãos, Luís Vaz de Toledo e Piza, também se envolveu no movimento da Inconfidência  e  Bento tornou-se seu sucessor.


“Carlos Corrêa de Toledo atuou decisivamente na Inconfidência Mineira, podendo ser considerado um dos principais líderes. Seu papel específico seria aprontar cavaleiros armados o tanto que pudesse, e pode ser considerado líder pelo número de adeptos que arregimentou  e estimulou. A ele não deve ser creditada nenhuma iniciativa nem uma ação intelectual; limitou-se a  difundir a ideia de revolução e o estado dos preparativos que encontrou em Vila Rica. Com Tiradentes, foi o conspirador que mais arregimentou revolucionários na Comarca do Rio das Mortes.” (Márcio Jardim).


Enquanto tentava arregimentar uma tropa para dar apoio ao movimento, foi preso e levado para o Rio de Janeiro, e, em seus depoimentos, surgiram as revelações sobre o alcance do movimento. Revela as reuniões na casa de Francisco de Paula de Andrade, em dezembro de 1788, quem estava presente, os planos e seus detalhes. Procurou isentar os amigos Tomás Antônio Gonzaga e o Alferes Joaquim José da Silva Xavier.


A sentença dos réus eclesiásticos foi secreta. No dia 24 de junho de 1792, Padre Toledo, considerado figura de relevância dentro do movimento, embarcava juntamente com outros réus eclesiásticos na fragata Golfinho, com destino a Lisboa. Até o ano de 1796, ficou preso na fortaleza de São Julião. Depois, foi transferido para a clausura do Convento de São Francisco da Cidade.


Homenagem
O Museu Histórico de Tiradentes, organizado na sua antiga residência, ganhou o seu nome “Museu Padre Toledo”.

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