Destinos

Congonhas

Habacuc

© Sérgio Freitas Congonhas - Profeta Habacuc - Sérgio Freitas Profeta Habacuc

O oitavo dos profetas menores, encerra a série de Profetas de Congonhas. Situa-se em posição equivalente a Abdias, no ponto inferior do arco que une os muros dianteiros e lateral direito do Adro. Contemporâneo de Naum e Jeremias, Habacuc viveu em um dos períodos mais conturbados da história de Israel. Vaticinou a queda da Assíria em mãos dos caldeus. Estes invadiram Jerusalém em 609 a.C., constituindo a ruína da cidade o objetivo das lamentações de Jeremias. Habacuc dirige-se aos novos opressores, prevendo também a sua queda:


'Ó Babilônia, Babilônia, eu te arguo ó tirano da Caldéia: mas ti, ó Deus benigno; canto em salmos. Habacuc, cap.1'.


Como nos demais filactérios de Congonhas, o texto é redigido na primeira pessoa do singular. A última parte da inscrição constitui uma alusão ao terceiro capítulo das profecias de Habacuc, composto de um poema no qual o profeta canta a misericórdia divina.


Novamente se repete o padrão iconográfico anteriormente utilizado para Jeremias, Ezequiel, Oséias, Joel e Jonas. O vestuário de Habacuc é composto pela mesma sotaina envergada por Naum e Jonas, desta vez acrescida de uma gola, cujas pontas são ornadas de borlas. O profeta traz na cabeça o mais complicado turbante de toda a série de profetas, no qual se encontra um nível superior dividido em quatro gomos arredondados, com uma cobertura arrematada por uma borla pendente. A estátua recebeu de Aleijadinho cuidados especiais tanto na localização, quanto na sua execução, onde é mínima a interferência do 'Atelier'.


In: Cidade dos Profetas, Sexta edição, dezembro de 2001.

© Henry Yu Congonhas - Profeta Habacuc - Henry Yu Profeta Habacuc
© Maria Lucia Dornas Congonhas - Ezequiel e Habacuc - Maria Lucia Dornas Ezequiel e Habacuc