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A história da devoção ao Bom Jesus de Matosinhos

Duas lendas invocam a origem da devoção ao Bom Jesus de Matosinhos. A primeira remonta à época em que a Península Ibérica era dominada pelo Império Romano. O preposto de Roma na península era Caio Carpo. No dia dos festejos de suas bodas, que estavam sendo realizadas às margens do Rio Douro, apareceu próximo à praia uma misteriosa  embarcação que levava o corpo de São Tiago para Compostela, na Espanha. De repente, o cavalo que Caio Carpo montava foi caminhando sobre as águas em direção à embarcação. Nenhum mal aconteceu ao cavalo nem ao cavaleiro. Naquele momento se dava a conversão de Caio Carpo ao cristinianismo. Os que presenciaram a cena também se converteram, e teriam sido eles os responsáveis pela  cristianização da Lusitânia. O local do evento seria mais tarde denominado Matesinus, Matusiny  e, finalmente, Matosinhos. A devoção ao Bom Jesus teria nascido no local onde a fé cristã teve seu início nas terras portuguesas.

 


A segunda lenda conta que, por volta do século II, apareceu na praia de Matosinhos uma imagem do Cristo crucificado, porém, sem um dos braços. Mais tarde, esse braço apareceu junto a madeiras e galhos que foram dar à praia. Recolhida pela população local, que providenciou uma capela para guardá-la, a imagem foi ganhado fama de milagrosa em toda a região.

 


Historicamente, a devoção ao Bom Jesus tem sua explicação nos primórdios da história portuguesa. Em um antiqüíssimo mosteiro de monjas beneditinas, na localidade de Bouças, se venerava com ardente fé a imagem de um Cristo Crucificado.Com o passar dos anos, o mosteiro entrou em ruínas, mas a devoção já havia criado fortes raízes na alma portuguesa. A Universidade de Coimbra assumiu a construção de um novo templo para abrigar a imagem. O local  escolhido foi o de Matosinhos. Em 1550, a igreja já se  encontrava pronta e a imagem entronizada. Por causa do novo local ela começou a ser  chamada de Bom Jesus de Bouças de Matosinhos.