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17 curiosidades sobre o Cemitério do Bonfim

© Maria Lucia Dornas Belo Horizonte - Arte Tumular - Maria Lucia Dornas Arte Tumular


1 - Criado pelos fundadores de Belo Horizonte no momento que antecede a sua fundação, a necrópole cumpre o papel de guardar a memória da cidade em seus elementos mais variados.

2 - O Bomfim recorta transversalmente a memória da sociedade, registrando os nomes, os restos mortais, a história, a memória da cidade e do cidadão.

3 - É um registro do modo republicano de reverenciar a morte num lugar mantido pela cidade, numa tradição civilista, sob gerência municipal.

4 - O Cemitério do Bonfim possui o maior acervo de esculturas da capital mineira, construído ao longo de um século de existência.

5 - A construção de BH teve como propósito a ruptura com o passado colonial e imperial do Brasil. Para essa cidade, foi planejada a necrópole, a cidade dos mortos, cujo traçado é algo assemelhado ao traçado da cidade dos vivos.

6 - Com 170 mil m², o Cemitério do Bonfim conta com 54 quadras divididas em alamedas principais e secundárias, guardando a marca da centralidade que se refere à cidade.

7 - A capela, situada no ponto alto do espaço do cemitério, é oferecida à cidade como referência aos princípios positivistas da religião da humanidade. Essa capela (ou necrotério) foi pensada como um marco das novas posições do pensamento republicano na cidade que nascia.

8 - Nesse local, temos o mapeamento da sociedade mineira em Belo Horizonte, com demonstração da classe, da posição social, do nome das famílias, da representação dos valores econômicos daqueles que foram os fundadores da memória da cidade e que, mortos, agora estão sepultados.

9 - No Bonfim, existe clara demonstração de inumeráveis formas de poder. São exposições de esculturas dos melhores artistas de cada escola artística manifesta na cidade, demonstrando escolha de estilo, de refinamento, de preferência estética para registrar a passagem do morto por seu caminho existencial.

10 - São as pompas fúnebres que afirmam a posição do falecido e de sua família, fazendo do cemitério moderno mostruário de classes sociais e de posições econômicas dos habitantes da cidade dos vivos.

11 - O Cemitério do Bonfim, sendo depositário do melhor acervo de memórias da cidade de Belo Horizonte, registra, com o passar do tempo, as modificações ocorridas na cidade e as suas implicações econômicas, artísticas e sociais.

12 - A partir da instalação do cemitério provisório, na esquina das ruas Tamoios com Rio de Janeiro, os sepultamentos deixam o domínio da Igreja Matriz da Boa Viagem e se realizam em novo modelo republicano, civil, com o registro não mais na igreja, e, sim, no cartório.

13 - A capital recém-inaugurada não mais cultiva os símbolos católicos históricos, as cruzes, as imagens de santos e homens consagrados. Entretanto, usa as alegorias contendo mensagens arquetípicas sobre o tempo.


14 - Entre os mais significativos túmulos existentes no Cemitério do Bonfim está o que abriga os restos mortais do ex-governador do Estado de Minas Gerais Raul Soares de Moura.

15 - O Estado ofereceu ao seu governador Olegário Maciel monumento funerário de alta coerência conceitual e grande beleza. Um imenso bloco triangular talhado em planos verticais, imponente, majestático, moderno em sua sugestão de eternidade.

16 - O túmulo de Silviano Brandão tem porte monumental e foi erguido ao lado da capela do cemitério.

17 - O primeiro túmulo do Bonfim é de Bertha Adele Théreze de Jaegher. No entanto, a primeira necrópole oficial da cidade ainda não havia sido demarcada na ocasião do falecimento da jovem, por isso, Bertha foi enterrada de forma oblíqua em relação ao traçado correto, que deveria ser geométrico e regular.


Fonte: Livro “O Cemitério do Bonfim como símbolo da cidade” e entrevista concedida pela autora da publicação, Maria de Lourdes Caldas Gouveia, ao descubraminas.com.


Para mais informações sobre a série “Matéria da memória: a cidade e seus símbolos”, ligue: 31 98855-7537 ou acesse: www.akala.org.br.

© Maria Lucia Dornas Belo Horizonte - Detalhe Túmulo Raul Soares - Maria Lucia Dornas Detalhe Túmulo Raul Soares
© Maria Lucia Dornas Belo Horizonte - Túmulo Olegário Maciel - Maria Lucia Dornas Túmulo Olegário Maciel
© Maria Lucia Dornas Belo Horizonte - Túmulo Otacílio Negrão de Lima - Maria Lucia Dornas Túmulo Otacílio Negrão de Lima
© Maria Lucia Dornas Belo Horizonte - Arte Tumular - Maria Lucia Dornas Arte Tumular
© Maria Lucia Dornas Belo Horizonte - Arte Tumular - Maria Lucia Dornas Arte Tumular
© Maria Lucia Dornas Belo Horizonte - Arte Tumular - Maria Lucia Dornas Arte Tumular
© Maria Lucia Dornas Belo Horizonte - Arte Tumular - Maria Lucia Dornas Arte Tumular
© Maria Lucia Dornas Belo Horizonte - Arte Tumular - Maria Lucia Dornas Arte Tumular
© Maria Lucia Dornas Belo Horizonte - Arte Tumular - Maria Lucia Dornas Arte Tumular
© Maria Lucia Dornas Belo Horizonte - Arte Tumular - Maria Lucia Dornas Arte Tumular