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Museu de Arte da Pampulha

© Divanildo Marques Belo Horizonte - Museu de Arte da Pampulha - Divanildo Marques Museu de Arte da Pampulha

Integrando o Complexo Turístico da Pampulha, o Museu de Arte é uma das principais referências da arquitetura moderna de Niemayer em Belo Horizonte. Entre os detalhes ornamentais e decorativos, destacam-se jardins e esculturas. Abriga um expressivo acervo de 900 obras e, devido as exposições periódicas, é sempre uma interessante opção para visita.


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deu museu para a arte”


                              Affonso Ávila


“Niemeyer inaugura uma nova linguagem dentro da arquitetura moderna, explorando através de curvas e formas inusitadas as qualidades plásticas do concreto armado, e que irá influenciar a arquitetura brasileira nas décadas seguintes”. (IPHAN)


O Cassino
  
“As  curvas das margens e a placidez das águas da lagoa inspiraram o então jovem arquiteto a elaborar, em apenas uma noite, num quarto de hotel, todo o projeto do Cassino. A este projeto ele juntaria os esboços da Casa do Baile, do Iate Tênis Clube  e da Igreja de  São Francisco de Assis. Juscelino Kubitschek aprovou os projetos sem restrições.


As obras começaram imediatamente, e o Cassino surge como construção de grande interação plástica, onde os princípios da arquitetura moderna são reelaborados, criando  superfícies retas e curvas, integradas pela contraposição dos diversos materiais: concreto, vidro, azulejos, espelhos e pela primeira vez, o uso do aço inox nos pilotis do salão de jogos.


À genialidade da arquitetura somaram-se a inventividade do paisagista Roberto Burle Marx, que buscou, na flora regional, valorizar o edifício através do uso de plantas de baixo porte, e  ainda o escultor Alfredo Ceschiatti, completando o conjunto do Cassino, concluído em 1943.” (Informativo MAP) 


O cassino era organizado da seguinte forma: no térreo, o hall do cassino; no primeiro andar, as mesas de jogos; e na parte que parece adentrar no lago, ficava o grill-room, o restaurante com pista de dança que se tornou o espaço marcante dentro do projeto, as paredes envidraçadas, a pista de dança em vidro e iluminada. Era o puro glamour na Belo Horizonte dos anos 40.


O belo revestimento das paredes das rampas é de ônix-mármore, que veio de uma jazida hoje já extinta próxima à cidade de Buenos Aires. Os trabalhos com vidros e espelhos dão uma leveza e uma formidável sensação de amplitude. Os espelhos são de cristal. 


A primeira escultura, logo na entrada do jardim, é de autoria de José Pedrosa e a monumental figura feminina junto à porta de entrada é de August Zamoiski. No jardim posterior, há uma escultura de Ceschiatti intitulada o abraço. 


Em 1946, com a proibição do jogo no Brasil, o Cassino foi fechado e o prédio ficou sem função. Várias foram as tentativas de reabri-lo, mas nenhuma obteve sucesso. Devido a uma iniciativa do prefeito Celso Melo Azevedo e conforme a lei nº 674, de 23 de dezembro de 1957, o “Palácio de Cristal”, como era chamado pela população, foi transformado em museu de arte.


Nos anos de 1995 e 1996, o museu passou por uma restauração e adequação de revitalização de seus espaços. Foram criados novos espaços como café / bar, loja de souvenires, o Grill Room foi transformado em um espaço para apresentações e conferências. O museu passou a dispor de reserva técnica climatizada e uma área para atividades educativas. Seu acervo está totalmente catalogado e informatizado.


Os jardins receberam tratamento especial para resgatar a proposta paisagística original de Burle Marx.   Após esta reestruturação o Museu passou a se chamar Museu de Arte da Pampulha


O Acervo 
“O acervo do MAP distingue-se pela variedade temática, estética  e técnica, abrangendo obras de pintura, escultura, gravura, desenho, objeto, instalação, tapeçaria, audiovisual etc. Constituído basicamente através de doações ou de prêmios em salões, compreende um panorama da arte moderna e contemporânea brasileira, especialmente mineira.   


O primeiro volume de doações foi efetuado através da iniciativa de Assis Chateaubriand – foram doadas obras de  renomados pintores ingleses como Graham Sutherland e John Piper, além de uma tela paisagística, acadêmica, pintada por Winston  Churchill, uma curiosidade do acervo.


São destaques do acervo: a coleção Guignard, constituída por quatro obras, três das quais doadas pelo próprio pintor após a sua Retrospectiva, em 1961... O acervo conta ainda com obras de Di Cavalcanti, Cândido Portinari, Lívio Abramo, Bruno Giorgi e Ceschiatti.” (Informativo do MAP)  


Localização:
avenida Otacílio Negrão de Lima, 16.585  Telefone: 31  3443-7996 e 3277-7946


Horário de funcionamento:
 
terça-feira a domingo: de 9h às 19h.


Agendamento de visitas monitoradas: 31 3277-7953 

© Sérgio Freitas Belo Horizonte - Museu de Arte da Pampulha - Sérgio Freitas Museu de Arte da Pampulha
© Sérgio Freitas Belo Horizonte - Museu de Arte da Pampulha - Sérgio Freitas Museu de Arte da Pampulha
© Antônio Celso Moreira Belo Horizonte - Nu - August Zamoyski - Antônio Celso Moreira Nu - August Zamoyski
© Divanildo Marques Belo Horizonte - Museu de Arte da Pampulha - Divanildo Marques Museu de Arte da Pampulha
© Divanildo Marques Belo Horizonte - Museu de Arte da Pampulha - Divanildo Marques Museu de Arte da Pampulha
© Divanildo Marques Belo Horizonte - Museu de Arte da Pampulha - Divanildo Marques Museu de Arte da Pampulha
© Divanildo Marques Belo Horizonte - Museu de Arte da Pampulha - Divanildo Marques Museu de Arte da Pampulha
© Divanildo Marques Belo Horizonte - Museu de Arte da Pampulha - Divanildo Marques Museu de Arte da Pampulha
© Divanildo Marques Belo Horizonte - Museu de Arte da Pampulha - Divanildo Marques Museu de Arte da Pampulha