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Palácio da Liberdade

© Maria Lucia Dornas Belo Horizonte - Palácio da Liberdade - Maria Lucia Dornas Palácio da Liberdade

Ao circular a Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, o visitante se depara com a mais importante construção eclética da cidade, o Palácio da Liberdade. O belo prédio projetado pelo arquiteto pernambucano José de Magalhães, membro da comissão construtora da Capital, integra o Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Praça da Liberdade, um local bonito e muito agradável, um dos espaços ideais para se misturar aos belohorizontinos que adoram caminhar por ali. Hoje o Palácio funciona como museu.


No dia sete de setembro de 1895, foi lançada a pedra fundamental e, em novembro, as obras foram iniciadas. Quando a capital foi inaugurada, o prédio não estava totalmente concluído.


Para a decoração e o acabamento do Palácio Presidencial, assim chamado devido os governadores na época terem o título de Presidente de Estado, foram escolhidos  materiais finos e  caros. A mais apurada peça é a bela escadaria metálica, verdadeira obra-prima de ferro batido em  estilo art-noveau, que foi premiada na grande exposição industrial de Londres. A obra, executada em Bruges, na Bélgica, foi uma das primeiras a serem feitas no sistema modulado chamado “Joly Brevette”. 


Grande parte do material era importada: as telhas, cristais, louças, talheres e mobiliários vieram da França e o pinho de riga, da Letônia. Parquetados, mármores, materiais elétricos e sanitários  também foram trazidos do exterior. Foi encomendado um serviço de cristais e louças marcado com o escudo do Estado para 48 pessoas. O custo total da obra foi de 1.389 contos de réis.


O projeto de José de Magalhães teve como base o estilo Segundo Império (Napoleão III).  A ”fachada principal em destaque com loggia  no pavimento superior e arcadas no térreo, o terreno, o balaústre dos balcões se repete nas curvas das entradas laterais e no coroamento do edifício, interrompido no centro por um frontão com um busto que alegoriza a Liberdade.” (Heliana Salgueiro). A decoração interior apresenta uma variedade de estilos como, Luís XV, Luís XVI e elementos renascentistas.  


A construção da fachada principal e das balaustradas da entrada ficaram sob a responsabilidade de Antônio Teixeira Rodrigues – o Conde de Santa Marinha, e a parte posterior, a cargo de Carlos Antonini e do empreiteiro Leonardo Gutierrez.


Na decoração interna, trabalharam: Frederico Steckel, Bertholino Machado e Antônio Parreiras.


Na composição do cenário, tem-se um jardim ornamentado com esculturas acadêmicas que representam a primavera, o outono a as três graças. Cedro, pau-brasil, cacaueiro são algumas espécies  plantadas.


Na época do Presidente Antônio Carlos de Andrada, o palácio viveu seu maior período de festas e recepções. Ao longo dos anos, algumas reformas foram executadas. A de 1920 teve como propósito prepará-lo para recepção aos reis belgas. Em 1925, foi inaugurada a nova decoração do Salão de Honra. Grades na frente, nas laterais e intervenções visando a melhor funcionalidade do mesmo foram executadas em 1968. Trabalhos de consolidação estrutural aconteceram em 1980.


Algumas árvores dos jardins do Palácio da Liberdade foram plantadas por governadores. Na frente de cada uma existe uma placa com o nome do governador, espécie e data que foi plantada.

Antônio Anastasia - ipê branco
Artthur Bernardes - cedro
Aureliano Chaves - pau-brasil
Hélio Gracia - pau-brasil
Levindo Lopes - pau-brasil
Magalhães Pinto - pau-brasil
Raul Soares - pau-brasil
Tancredo Neves - pau-brasil


O Museu
Desde o dia 4 de agosto de 2013, o Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, passou a exercer a função de museu. A exposição permanente Palácio da Liberdade - memórias e histórias -, disposta em 30 cômodos, revela de maneira interativa episódios marcantes de nossa história, contados através de objetos, como porta-retratos e espelhos, pelos quais é possível assistir a vídeos e a animações ativados por sensores de presença. A exposição, promovida pelo governo do Estado, é uma criação de Marcello Dantas.


Fatos referentes a 16 governadores podem ser vistos na exposição.


Salão Dourado
Aureliano Chaves (1974 - 1978)


Salão Vermelho
Benedicto Valladares (1933 - 1945)
Tancredo Neves (1983 - 1984)


Sala da Rainha
Francisco Salles (1902 - 1906)


Sala de Audiências
Juscelino Kubitschek (1951 - 1955)


Salão do Banquete
Arthur Bernardes (1918 - 1922)


Sala de Jantar
Israel Pinheiro (1966 - 1971)


Salão das Medalhas
João Pinheiro (1906 - 1908)


Gabinete Oficial do Governador
Itamar Franco (1999 - 2003)


Sala da Secretaria
Milton Campos (1947 - 1951)


Sala do Assessor Especial
Magalhães Pinto (1961 - 1966)


Recepção do Cerimonial
Affonso Penna (1892 - 1894)


Sala dos Retratos
Antônio Carlos (1926 - 1930)


Saleta
Bias Fortes (1894 - 1898)


Banheiro do Quarto
Olegário Maciel (1930 - 1933)


Closet
Wenceslau Braz (1908 - 1910)


Endereço:
Praça da Liberdade


Funcionamento
Sábados, domingos e feriados: das 10h às 16h.


Entrada gratuita até uma hora antes do horário de fechamento.




 

 

© Sérgio Freitas Belo Horizonte - Palácio da Liberdade - Sérgio Freitas Palácio da Liberdade
© Sérgio Freitas Belo Horizonte - Palácio da Liberdade - Sérgio Freitas Palácio da Liberdade