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Mariana

Capela de Sant'Ana

  • Mariana - Igreja de Santana - Sérgio Freitas

“Dorme Alphonsus taciturno,

   na tua clausura de ar.

   Dorme tímida Constança.

   Tu’alma subiu ao céu

   Na carruagem do luar”


Histórico

Segundo a tradição, esta capela teve sua primeira construção em 1720. Em seu testamento datado de 7 de julho de 1744, o Padre Matias Fernandes Afonso declarou ser pároco desta capela por um período de vinte e quatro anos, daí, a conclusão de que ela já existia, em sua estrutura primitiva, desde 1720. “O mesmo documento faz alusão à Irmandade de Santana e à manutenção de um hospital anexo à capela, sob igual invocação, fundado pelo testador, podendo-se atribuir também a ele a iniciativa de construção da capela”. (IPHAN). O historiador Salomão de Vasconcelos faz referência a uma petição dirigida à Câmara, datada de 1726, na qual se falava em esmolas pedidas para as obras da capela de Santana. Assim, não existe nenhuma documentação que comprove quando realmente sua construção foi iniciada.


A Ordem Terceira de São Francisco de Mariana teve origem na Capela de Santana e por muito tempo ali se reuniu.


Arquitetura e decoração

Sua construção seguiu os mesmos padrões das capelas mineiras da primeira metade do século 18: não obedeceu a nenhuma planta, a estrutura era em pau a pique ou adobe com cunhais em madeira. À medida que a vila ia se estruturando e se desenvolvendo, as capelas iam sendo melhoradas e ganhavam novas decorações.


Em 1799, a capela passou por uma grande reforma, sendo João Caldas Bacelar, antigo sócio de José Pereira Arouca, o construtor responsável. Seu frontispício atual e as peças em cantaria são deste período.


Mais tarde, a Capela de Santana foi passando por outras modificações. “O campanário que assentaram sobre a fachada principal já existia desde 1856 e teria substituído uma ou duas sineiras mais antigas, colocadas externamente à capela. Entre as inovações descaracterizantes realizadas de 1900 a 1905, figura o cômodo que posteriormente foi destinado à sacristia. Outras alterações foram realizadas provavelmente pela mesma época, que implicaram em acréscimo de escada, substituição do piso da capela-mor por ladrilhos e pintura interna. Em 1938, a capela passou por obras de restauração levadas a efeito pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, atual IPHAN, então recentemente criado. As obras compreenderam a supressão da torre central e a demolição do cômodo construído entre 1900 e 1905, destinado à sacristia”. (IPHAN)


No cemitério deste templo, está sepultado o poeta simbolista Alphonsus de Guimarães.


A capela é tombada pelo IPHAN. Registrada no Livro das Belas Artes

Volume 1,  Folha 045,  Inscrição 262. Data: 8 de setembro de 1939.

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