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Mariana

Casa de Câmara e Cadeia

  • Mariana - Casa da Câmara - Sérgio Freitas

É um dos mais belos prédios da arquitetura colonial mineira. Foi executado em alvenaria com guarnições em pedra lavrada. Na cartela da portada, está o brasão do Império que substituiu o da Cora Portuguesa.


A organização administrativa das vilas coloniais brasileiras estava centrada nessas Câmaras, que tinham a seguinte estrutura: dois juizes ordinários eleitos; três ou quatro vereadores eleitos; um procurador, um tesoureiro e um escrivão, também eleitos. Apenas os chamados homens bons  tinham o direito de se elegerem. As reuniões aconteciam duas vezes por semana, geralmente às quartas-feiras e sábados, quando deliberavam sobre assuntos relacionados ao dia-a-dia da população e à fiscalização das condições da vida urbana. ”Este colégio de dirigentes do município escolhia os outros membros da câmara – juízes de vintena, almotacés, depositários, quadrilheiros e outros funcionários” (Victor Nunes Leal).


Aos 16 de outubro de 1782, o governador, D. Rodrigo José de Menezes, autorizou a construção da nova Casa de Câmara e Cadeia de Mariana. O local escolhido foi onde, na época do Conde de Assumar, existiu o antigo quartel dos Dragões do Rei.


As obras foram arrematas em concorrência pública pelo arquiteto português José Pereira Arouca no ano de 1782. Com projeto arquitetônico de José Pereira dos Santos, já elaborado em 1762, o prédio foi inaugurado em 1795. “As composições arquitetônicas, maciças, expressam o programa condizente com uma rica Casa de Câmara e Cadeia”. (IPHAN)


“As peças originais do mobiliário da Casa de Câmara de Mariana desapareceram em sua maioria. Restam as cadeiras, de jacarandá, com assento de sola lavrada, em estilo D. José I, que se encontram no Rio de Janeiro, no Museu da Chácara do Céu, em Santa Teresa. Estas cadeiras foram adquiridas pelo Sr. Antônio de Mesquita e Bonfim diretamente da Câmara de Mariana nos anos 20 deste século, que as vendeu posteriormente ao Sr. Castro Maia, então proprietário da casa onde está instalado o Museu”. (IPHAN)


No interior, existem pinturas dos monarcas portugueses, D. João V e D. Maria I.


Durante algum tempo, o prédio foi sede da prefeitura. Atualmente, é Câmara Municipal, voltando, portanto, a sua função original.


A Casa de Câmara e Cadeia é tombada pelo IPHAN.

Registrada no Livro de Belas Artes. Inscrição n° 345.

Data: 19 de dezembro de 1949.


Funcionamento:

segunda a sexta, das 8 às 18 horas.
Finais de semana e feriados, das 9 às 16 horas.

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