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Lima Duarte

Vila de Conceição do Ibitipoca

  • Lima Duarte - Igeja Matriz de Nossa Senhora da Conceição - Marcio Antonio Lucinda Lima
  • Lima Duarte - Distrito de Conceição do Ibitipoca - Maria Lucia Dornas
  • Lima Duarte - Distrito de Conceição do Ibitipoca - Maria Lucia Dornas
  • Lima Duarte - Distrito de Conceição do Ibitipoca - Maria Lucia Dornas
  • Lima Duarte - Artesanato em Conceição do Ibitipoca - Maria Lucia Dornas
  • Lima Duarte - Cap. de N. Senhora do Rosário - Conceição do Ibitipoca - Maria Lucia Dornas
  • Lima Duarte - Igreja Matriz - Conceição do Ibitipoca - Maria Lucia Dornas
  • Lima Duarte - Torre sineira da Igreja matriz - Conceição do Ibitipoca - Maria Lucia Dornas
  • Lima Duarte - Igreja Matriz - Maria Lucia Dornas
  • Lima Duarte - Detalhe da igreja Matriz - Conceição do Ibitipoca - Maria Lucia Dornas
  • Lima Duarte - Pão de canela - Maria Lucia Dornas

Localizada a 900 metros de altitude e a 3 km de distância do Parque Estadual do Ibitipoca, a aconchegante vila possui ótima infraestrutura de pousadas. A vida é animada pelo movimento de turistas, que lotam os restaurantes a fim de apreciar os pratos típicos da culinária mineira e que desejam conhecer as lojas de artesanato.


Considerado um dos mais antigos povoados de Minas Gerais, a história da Vila de Conceição de Ibitipoca está ligada à descoberta de ouro no rio do Peixe, nos últimos anos do século 17, pelo padre João Faria Filho, vigário de Taubaté e um dos pioneiros dos descobrimentos na região de Ouro Preto. Os primeiros habitantes dessa terra foram os índios araris, na Serra de Ibitipoca; no Vale do Rio do Peixe, moravam os cachines, e, ao sul, os pitas.


Joaquim Ribeiro da Costa, no livro Toponímia de Minas Gerais, apresenta duas versões para o vocábulo "Ibitipoca": ybyty-poca, a montanha partida, ou furada, o vulcão; ibitu, vento; pog, estalo, estouro, estrodo, barulho de coisa que rebenta.


Apesar de ser um distrito do município, esse local é conhecido como Vila de Conceição do Ibitipoca.


Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição
A primeira construção, do final do século 17, foi uma capela rudimentar. Alguns anos depois, construíram um novo templo em outro local. Não satisfeitos com a precariedade da construção, demoliram-na, e uma nova capela foi edificada com recursos da subscrição de fazendeiros ricos. Esforços não foram poupados, isto é, entalhadores, pintores e santeiros de São João del-Rei foram contratados para adornar o templo. A sagração aconteceu em 1768.


Uma característica do templo é a sineira separada do corpo da igreja, segundo documento do município de Lima Duarte: A Matriz de Ibitipoca guarda na sua fachada a singeleza do estilo colonial. São duas janelas de vidro e acima uma entrada de luz, também em vidro, em forma de cruz. O telhado apresenta eiras e beiras encimadas por uma cruz de pedra. A porta é de madeira com grandes almofadas. Suas guarnições de branco com detalhes em azul. À frente da matriz, à esquerda, próximo à entrada principal do adro, está o busto do Padre Carlos Otaviano Dias. A casa do sino está localizada no ângulo do lado direito do adro. Tem aproximadamente quatro metros quadrados de área na sua base de pedra. A sua torre é em forma de pirâmide. Possui dois sinos: um menor, usado para finados, e, um maior, para ocasiões solenes [...] (Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Lima Duarte).



Igreja de Nossa Senhora do Rosário
No início do século 19, a irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos construiu, em homenagem a sua padroeira, um singelo templo em pau a pique. Posteriormente, já no início do século 20, como a pobre capela estava em ruínas, foi erguida outra, por iniciativa do padre Carlos Otaviano Dias, mantendo-se as características da antiga capela do Rosário e aproveitando-se algum material que resistira ao tempo. Na década de 50, o templo passou por reformas. O Conselho Deliberativo Municipal do Patrimônio Cultural de Lima Duarte efetuou o tombamento e as obras de restauração em 1999.


O padre Carlos Otaviano foi muito querido pela população de Lima Duarte, já que, por mais de 50 anos, foi pároco da Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Ibitipoca. Chegou ao local após a nomeação por Dom Silvério em 1907. Era doutor em Direito Canônico, tendo sido ordenado na Basílica de São João de Latrão, em Roma, Itália. Falava quatro idiomas fluentemente - latim, português, francês e espanhol.

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