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Itajubá

Acervo Arquitetônico

  • Itajubá - Clube Itajubense - Jair Antônio
  • Itajubá - Prefeitura Municipal de Itajubá - Jair Antônio
  • Itajubá - Colégio Agrícola - Jair Antônio
  • Itajubá - Colégio Agrícola - Jair Antônio
  • Itajubá - Arquitetura Eclética - Jair Antônio
  • Itajubá - Escola Wenceslau Braz - Jair Antônio
  • Itajubá - Escola Wenceslau Braz - Jair Antônio
  • Itajubá - Clube Itajubense - Jair Antônio
  • Itajubá - Residência Wenceslau Braz - Jair Antônio
  • Itajubá - Sede da Prefeitura - Jair Antônio
  • Itajubá - Antiga sede da Prefeitura - Jair Antônio

Fachada do Clube Itajubense
Na praça Theodomiro Santiago, destaca-se a imponente construção eclética do Clube Itajubense, inspirada no Petit Trianon, famosa construção dentro do Palácio de Versailles. O primeiro prédio foi construído em 1897. Em 1927, foi reformado, ganhando, então, a aparência do famoso palácio francês.


“No final da década de 50, foram pintados painéis nas paredes dos salões pelo artista plástico holandês Henk Asperslagh, o mesmo que pintou a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Soledade. Apressado em voltar à Europa, Asperslagh fez as pinturas nos painéis com as mesmas figuras de anjos e santos pintados na Igreja, com a diferença de tê-los pintado seminus. A sociedade da época, de maioria católica, condenou as pinturas e exigiu que fossem retiradas, pois consideravam-nas escandalosas.


Existe ainda em seu interior, e em uso desde 1927, uma escada em caracol feita de madeira encaixada. Todas as portas e janelas das fachadas são também de 1927 e estão em perfeitas condições. O prédio é tombado pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Histórico e Artístico de Itajubá desde 1998.” (Secretaria de Cultura de Itajubá)


Escola Estadual Wenceslau Braz
 
Este prédio foi construído com o objetivo de abrigar o Instituto Dom Bosco. Iniciado em 1929, foi inaugurado no dia 13 de maio de 1931. Entre os presentes na inauguração, estava o poeta Carlos Drummond de Andrade.O Instituto Dom Bosco teve origem em um educandário do final do século 19. Em 1910, o presidente Wenceslau Braz o transformou em Instituto que abrigava meninos carentes de Itajubá e região. Ali, foram ministrados vários cursos:“alfaiataria, sapataria, carpintaria, marcenaria, ferraria, serralheria e selaria. Além da aprendizagem nas oficinas, os alunos recebiam aulas de agricultura, curso primário, instrução militar, desenho, pintura e música. O Instituto possuía uma banda de música que fez tradição na cidade.


Em 7 de julho de 1933, o Instituto, ainda por decreto, passou a ser uma escola profissional, recebendo a denominação de Escola de Horticultura. Aliás, o curso de agricultura já estava em funcionamento no estabelecimento desde 1931. No  dia 15 de janeiro de 1934, a Escola de Horticultura já demonstrava a sua eficiência, inaugurando, no salão do Clube Itajubense, uma grande e belíssima exposição de plantas ornamentais e flores. Em 03 de dezembro de 1965, o governo estadual transformou a Escola de Horticultura em Colégio Agrícola Wenceslau Braz. Atualmente, a escola tem a denominação de Escola Estadual Wenceslau Braz, não ministrando mais o curso de agricultura.” (Secretaria de Cultura de Itajubá)

Localização: rua Olegário Maciel, Bairro Avenida.


Prédio Central da Universidade Federal de Itajubá

Foi neste prédio que funcionou a escola fundada em 1913 e que deu origem a UniFei. Hoje,o local abriga a Rádio Universitária, o Auditório Antônio Rodrigues d´Oliveira - AARO, a Fundação Theodomiro Santiago - FTS, a Incubadora de Empresas de Base Tecnológica - INCIT, a Associação de Engenheiros e Arquitetos de Itajubá - AENAI, a Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia, Indústria e Comércio, o Museu Theodomiro Santiago, o Centro Técnico Cultural Prof. Pedro Mendes - CTC, o 1° Laboratório de Eletrotécnica da América Latina, inaugurado em 1917 com máquinas belgas instaladas por técnicos alemães, o Laboratório Termo-Hidroelétrico, inaugurado em 07 de Setembro de 1928, a Sede do Coral da UNIFEI e a Sala com os restos mortais de Theodomiro Santiago.

Localização: rua Cel. Rennó , 7 - Centro


Cine Presidente

Inaugurado em 10 de Junho de 1959, o Cine Presidente recebeu este nome em homenagem ao ex-Presidente da República Dr. Wenceslau Braz. Foi construído para complementar as salas de espetáculos, pois o número de cinemas existentes em Itajubá, na época, não dava vazão ao número de espectadores, que crescia muito. Foi pensando nisto que Aílton Rennó Pinto construiu um cinema moderno, com luxo e conforto, não deixando nada a desejar às grandes salas de capitais como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.


O Cine Presidente foi, ao longo de sua existência, palco de inúmeras manifestações públicas, que ficaram na memória de quem as vivenciou, como formaturas da EFEI (hoje UNIFEI), Medicina, Economia, Enfermagem, Engenharia Civil e inúmeras outras de 2º grau e para apresentação de peças teatrais e encontros políticos. Foi, também, ponto de encontro de várias gerações.


É um exemplo típico das salas de projeções que surgiram na época áurea do cinema. A sala de projeção possui pinturas alusivas a fases da história do Brasil tais como o Ciclo do Ouro, Ciclo do Gado, Ciclo da Cana-de-açúcar, bandeiras e industrialização. As cores predominantes do cinema são o azul e o rosa. A construção é feita de alvenaria de tijolos. É, hoje, o único cinema com estas características na região.

Localização:praça Wenceslau Braz, 59 - Centro


Banco Real

Antiga Cia. Industrial Sul Mineira. Em estilo eclético, esta construção foi realizada nos anos de 1911 e 1912. Foi a primeira edificação feita exclusivamente para abrigar uma seção bancária e escritórios no município. A primeira organização depositária de que se tem notícia neste século, em Itajubá, é a Seção Bancária da Companhia Industrial Sul-Mineira, que começou a operar em 1º de Janeiro de 1912. 


Após passar por várias reformas, edifício foi reinaugurado em 08 de Novembro de 1931para abrigar o Banco de Itajubá. Hoje, o prédio abriga o Banco Real.

Localização:rua Dr. João de Azevedo, n° 601 e 587 / Rua Silvestre Ferraz nº 179 – Centro



Antiga sede da Prefeitura Municipal

O arquiteto Moisés Luigi foi o responsável por esta construção em estilo eclético de 1910. Luigi também construiu a Santa Casa, a torre da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Soledade, a anterior e a atual, entre outras.


Eram seus proprietários o Sr. Isaltino Carneiro Ribeiro e sua esposa, a Sra. Amélia Carneiro Ribeiro, que residiram nela até 1919. Naquela época, eram promovidos, no palacete, vários saraus com a presença de pessoas ilustres da nossa sociedade e artistas de renome como o pianista Frutuoso Viana, a cantora Anita Pinto Santiago, o compositor Luiz Ramos de Lima, a pianista Antonina Bourret, o maestro Francisco Nisticó e outros artistas itajubenses. Depois, a casa continuou a servir como residência de várias famílias.


Em 1940, o prefeito Alcides Faria comprou o palacete para ser a sede da administração municipal, passando a ser denominado de Palácio 26 de Fevereiro em homenagem a Wenceslau Braz, que fazia aniversário neste dia. O prédio serviu como sede da administração municipal até o ano de 1982, quando passou a ser usado por vários departamentos tanto municipais como estaduais e federais, sendo assim até hoje.

Localização: praça Adolfo Olinto, 67 - Centro


Antigo prédio do Fórum – atual Prefeitura Municipal e Câmara dos Vereadores
Construído em 1911, em estilo eclético, o projeto deste prédio é de autoria do arquiteto Moisés Luigi e marca um período de grandes construções oficiais em Itajubá. A obra contou com uma verba de 54 contos de réis, concedida pelo Governo do Estado, sendo presidente na época o Dr. Wenceslau Braz.


Em 20 de Outubro de 1952, o prédio sofreu um incêndio criminoso. A 7 de Outubro de 1953, o Deputado Dr. Euclides Pereira Cintra deu entrada na Assembléia Legislativa Estadual ao Projeto de Lei que concedia a verba para sua reconstrução. Em 20 de Dezembro do ano seguinte, era o próprio Governador Juscelino Kubitscheck quem telegrafava ao Dr. Wenceslau Braz, comunicando haver autorizado a referida reconstrução, orçada em 666 mil cruzeiros. Os serviços do Fórum, durante este período, ficaram funcionando no prédio nº 165 da rua Dr. Pereira Cabral, ao lado do Cine-Teatro Apolo, até que, em 29 de Novembro de 1960, voltaram os trabalhos para sede própria, agora reconstruída, ou melhor dizendo, recuperada, sendo que essas obras só finalizaram em 28 de Janeiro de 1961.


Através do projeto de lei nº 1288, aprovado em 10 de Junho de 1961, o Fórum recebeu a denominação de Fórum Wenceslau Braz. Atualmente, o judiciário itajubense funciona em novo prédio, situado à rua Antônio Simão Maud, inaugurado em 04 de Outubro de 1979.O prédio antigo foi ocupado pela Câmara Municipal no ano de 1979 e, em 1983, a Prefeitura Municipal também passou a ocupá-lo.

Localização: praça Dona Amélia Braga, 45 – Centro


Escola Estadual Carneiro Júnior (Grupo Velho)

“A Lei Municipal nº 18, de 09 de Janeiro de 1913, autorizou o governo da cidade a doar ao Estado parte do terreno da antiga Praça Wenceslau Braz (atual Getúlio Vargas), para nele ser construído o primeiro Grupo Escolar de Itajubá, criado em 1º de Janeiro de 1911. Quatro anos depois, estavam concluídas as obras, e na reunião de 16 de Julho de 1917 da Câmara Municipal o mesmo foi denominado de Cel. Carneiro Júnior. Foi seu primeiro diretor Jorge Tibiriçá de Boucheville.” (Secretaria de Cultura de Itajubá)

Localização: Praça Getúlio Vargas, s/nº - Centro


Fábrica de Itajubá ( IMBEL)

"No dia 20 de dezembro 1933, Getúlio Vargas cria, com o decreto no 23.624, a então Fábrica de Canos e Sabres para Armas Portáteis (FC SAP). Em 18/01/1934, o então ministro do Exército, General Espírito Santo Cardoso, determinou que a fábrica fosse construída em Itajubá. Finalmente, no dia 16 de julho de 1934, foi lançada a pedra fundamental (na verdade uma urna metálica contendo ata do evento, moeda em curso, jornais do dia, etc...). Exatamente um ano depois do lançamento da pedra fundamental, foi inaugurada a primeira oficina que foi a de Canos, logo depois, a de Sabres. Algum tempo depois, definiu-se que a produção se ampliaria para armas completas como pistolas e mosquetões, então, o nome passou para F.I.-Fábrica de Itajubá.


Área total é de 32.000 m2  contendo 180 oficinas, posto médico, contingente, rancho, almoxarifado, garagem, laboratório e administração. Área dos galpões de 1000m2 cada, área administrativa 1400m2, área industrial 20.000m2. As edificações se mantêm fiéis à época, não havendo nenhuma alteração na estrutura.” ( Secretaria de Cultura de Itajubá)

Propriedade: Ministério do Exército

Localização: avenida Coronel Aventino Ribeiro, s/nº - Bairro Imbel.


Mercado Municipal de Itajubá

Foi construído em 1953, na gestão do prefeito Vicente Villela Viana. O terreno foi doado pelo Sr. Próspero Sanches. Sua estrutura é típica de mercados planejados nesse período, com a preocupação em atender à iluminação e arejamento local.


Edificação térrea, com estabelecimentos comerciais (bares, quitandas, açougues, mercearias). Apresenta uma fachada com arco e torre, destacando, a sua direita, a Estrela de Davi como simples adorno. Telhado confeccionado com predominância de telhas do tipo francesa.

Localização: avenida São Vicente de Paula – Centro.


4º  Batalhão de Engenharia de Combate

A construção deste prédio está ligada à história do 4º Batalhão de Engenharia de Combate. Foi criado em 1908, na reforma promovida pelo Marechal Hermes. Organizado em 25 de jan de 1910, em Rio Pardo-RS, transferido para General Câmara-RS, onde, decorridos mais de 2 anos, foi desativado.


Em 1918, no Governo Wenceslau Braz, foi reorganizado em Lorena-SP, no atual 5º BIL, para construir a ferrovia Piquet-Itajubá. O batalhão encontra-se em Itajubá desde 1921, e, neste quartel, desde 01 de abril de 1925.


Durante a 2ª Guerra Mundial, enviou um contingente a Fernando de Noronha, na defesa do ponto estratégico do litoral brasileiro contra os alemães e para comporem a FEB - Força Expedicionária Brasileira na Itália foram enviados 55 pracinhas. Em 09 de fevereiro de 1994, o batalhão recebeu a denominação histórica de “Batalhão Pontoneiros da Mantiqueira”.


Em missão de paz, representado por 120 homens, foi o maior efetivo que saiu do Vale do Sapucaí e transpôs o Atlântico ,junto com demais membros das Nações Unidas, cooperando na reconstrução da Paz em Angola, na África. Em território Angolano, hasteou a bandeira de Itajubá, atestando a fibra do soldado a cumprir, a todo custo, a missão recebida.


O prédio é uma edificação térrea, com um complexo de pavilhões em telhados em 4 águas, asfaltamento interno, com paralelepípedo e um portão monumental de autoria do francês Eduardo Piquet, sendo essas edificações constituídas de cias, rancho, enfermaria e oficinas. Preservou-se toda sua estrutura original desde sua criação em 1925. Foi construído sob- responsabilidade da Companhia de Construção de Santos, que tocou toda a obra dos Pavilhões. Em 1942 e 1943, foi feita a construção do conjunto de Passadiços que une o Pavilhão principal às Companhias e ao Refeitório.


Localização:praça Duque de Caxias, s/nº, Bairro Varginha.


Indústria Oliveira Têxtil
O prédio foi construído para abrigar uma fábrica de tecidos fundada por Alcides Faria em 1925. Sua arquitetura mantém, ainda hoje, o estilo das fábricas da cidade inglesa de Liverpool.

Localização: rua José Joaquim, nº 719,  Bairro Varginha.



Santa Casa de Misericórdia

Em estilo eclético, o prédio foi construído para abrigar a Santa Casa de Misericórdia. Fundada em 02 de maio de 1897 como Associação Beneficente, a instituição ficou primeiramente aos cuidados dos Lazaristas. A dificuldade maior foi manter os serviços com a saída dos padres, que foram retirados com a criação da Diocese de Pouso Alegre. Só em 1920 é que as irmãs da Congregação de GAP assumiram a responsabilidade pelo atendimento e serviços.


A escadaria principal foi sacrificada para permitir a construção de uma rua à frente do prédio.

Localização: avenida Cesário Alvim, n° 632, Centro


Grande Hotel Itajubá

Na década de 1910, Itajubá passou por um grande surto de desenvolvimento e não possuía acomodação suficiente para todos que a visitavam, atraídos pelas instituições de ensino, comércio, indústrias, política, etc. O sistema hoteleiro da cidade era inadequado e de má qualidade e, portanto, muito inferior ao conceito que a cidade usufruía. A má propaganda que os usuários destes estabelecimentos faziam lá fora era um grande mal que os responsáveis pelo bom nome da cidade desejavam evitar.


Foi por isso, então, que, em 1919, o prefeito e seus amigos políticos procuraram o Sr. Casimiro José  Osório para que o mesmo construísse um hotel à altura do apogeu da cidade. Esta idéia foi imediatamente acolhida por Casimiro, que pôs mãos à obra, começando pela organização da empresa, à qual fizera juntar o nome de seu amigo, o Dr. José Braz Pereira Gomes e de outros mais que se interessaram pelo negócio. A esta empresa que recebeu o nome de “Braz, Osório & Cia. Ltda.” ele transferira, pelo preço de custo, um terreno edificado, de sua propriedade, situado na antiga praça Cesário Alvim, hoje, Theodomiro Carneiro Santiago. As casas que ali existiam foram demolidas para dar lugar à construção do edifício do “Grande Hotel Itajubá”.


O projeto foi entregue ao renomado arquiteto Eduardo Piquet. Na década de 1940, Pedro Piazzaroli Filho e Geraldo Piazzaroli compraram as ações do Banco de Itajubá e da Cia. Industrial Sul Mineira, passando a ser os proprietários do Hotel até 1963, quando foi vendido para o Sr. Luiz Carlos e, posteriormente, para a Sra. Maria Martins de Araújo.


O “Grande Hotel Itajubá” foi, por muito tempo, o mais alto edifício da cidade e região, atraindo várias pessoas que o admiravam com orgulho, envaidecendo os habitantes de Itajubá. Várias foram as personalidades que nele se hospedaram e várias foram as recepções realizadas em seus salões luxuosamente decorados para as personalidades locais e de renome nacional.


À época de sua inauguração, o Grande Hotel Itajubá era tido como um dos mais luxuosos e confortáveis do Estado de Minas Gerais. É marco de um período em que o município viveu a opulência e o fausto que a industrialização e a agropecuária ofereciam. Em seu térreo, várias lojas se instalaram, oferecendo aos habitantes da cidade e região o que havia de melhor no mercado nacional e internacional. Marcaram época os pontos comerciais: Casa das Sedas, Dental Itajubá, Hot Dog Uai, Cantina Pé de Porco, Casa Del Prete, Bar Ponto Chic, Gruta da Onça, entre outras.


O Grande Hotel preserva ainda o charme de seu passado. Sua construção é em estilo eclético onde se destaca a simetria de suas fachadas com sua rica ornamentação. É um imóvel tombado, fazendo parte do Patrimônio Histórico e Cultural de Itajubá.

Localização: praça Theodomiro Santiago, Centro.


Fonte: Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Itajubá  

 

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