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Ouro Preto

Museu da Inconfidência

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“Pretende, Doroteu, o nosso Chefe
Erguer uma Cadeia majestosa,

Que possa escurecer a velha fama
Da Torre de Babel, e mais dos grandes
Custosos edifícios, que fizeram,
Para sepulcros seus os Reis de Egito.
...

Um  soberbo edifício levantado

Sobre ossos de inocentes, construído

Com lágrimas dos pobres, nunca serve

De glórias ao seu autor, mas sim de opróbrio.

Desenha o nosso Chefe sobe a banca

Desta forte Cadeia o grande risco

À proporção do gênio, e não das forças

Da terra decadente, aonde habita.

...

Ao bando dos cativos se acrescentam

Muitos presos já livres, e outros homens

Da raça do País, e da Eurpéia,

Que diz ao grande Chefe  são vadios,

Que perturbam dos pobres o sossego.”

                                         
                                                                    Cartas Chilenas 

 


O Museu da Inconfidência é um dos mais importantes museus históricos do Brasil. Instalado na antiga Casa de Câmara e Cadeia de Vila Rica, o imponente prédio é o grande destaque na praça Tiradentes. Com certeza, o Museu da Inconfidência é visita obrigatória em  Ouro Preto.

 

A Casa de Câmara e Cadeia
Em 1785, Luís da Cunha Menezes, governador da Capitânia de Minas Gerais, resolveu construir uma nova Casa de Câmara e Cadeia para Vila Rica. A então existente se encontrava em péssimo estado de conservação. Para obter recursos, foi organizada uma loteria. A mão de obra utilizada foi constituída por escravos e pessoas qualificadas de vadias que, de forma muito arbitrária, foram submetidas a trabalhos forçados. Na obra Cartas Chilenas, atribuída a Tomás Antônio Gonzaga, esse episódio foi duramente criticado.

 

O próprio governador foi o autor da planta. ”O edifício revela um estilo clássico que sobrepõe a elementos barrocos e rococós persistentes.” (Dora Alcântara). As obras só foram totalmente concluídas em 1863. Na fachada, chamam atenção as figuras colocadas em cada um dos quatro cantos. Elas representam as quatro virtudes cardeais: justiça, temperança, fortaleza, prudência.

 

As Casas de Câmara faziam parte do  centralizador sistema colonial e eram geridas pelo regimento de 1506, que só sofreu alterações após a Independência do Brasil. As organizações administrativas das vilas coloniais brasileiras estavam centradas nessas Câmaras, que tinham a seguinte estrutura: dois juízes ordinários eleitos; três ou quatro vereadores eleitos; um procurador, um tesoureiro e um escrivão, também eleitos. Apenas os chamados homens bons  tinham o direito de se elegerem. As reuniões aconteciam duas vezes por semana, geralmente às quartas-feiras e sábados, quando deliberavam sobre assuntos relacionados ao dia-a-dia da população e à fiscalização das condições da vida urbana. ”Este colégio de dirigentes do município escolhia os outros membros da câmara – juízes de vintena, almotacés, depositários, quadrilheiros e outros funcionários” (Victor Nunes Leal).

 

Pelo sistema administrativo português as duas casas sempre funcionavam juntas. O primeiro andar era destinado à  Cadeia e o segundo, ao Senado da Câmara. O motivo de funcionarem no mesmo prédio se deve ao fato de que na Câmara  funcionava o judiciário.  A Câmara deixou de funcionar neste local em 1864, passando a ser exclusivamente prisão.

 

Passou por reforma em 1907 para abrigar a penitenciária estadual, que funcionou até o ano de 1938.


O Museu da Inconfidência

Pelo Decreto-lei nº144, de 2 de dezembro de 1938, o prédio foi doado à União pelo Estado de Minas Gerais,  e pelo Decreto-lei nº 965, de 20 de dezembro do mesmo ano, foi criado o Museu da Inconfidência, ficando sua organização e direção sob a responsabilidade do recém-criado Patrimônio Histórico e Artístico. A finalidade da criação do museu, de acordo com o decreto-lei, era “colecionar as coisas de várias naturezas, relacionadas com os fatos históricos da Inconfidência Mineira e com seus protagonistas, e bem assim as obras de arte ou de valor histórico que se constituem documentos expressivos da formação de Minas Gerais.”

 

Em 1940, tem-se o início das obras de restauração e adaptação do prédio. No dia 21 de abril de 1942, inaugurou-se o Panteão, que foi o ponto de partida de organização do museu, para onde foram transferidos os restos mortais dos inconfidentes exilados nas diversas colônias portuguesas, na África. Esses despojos haviam sido repatriados em dezembro de 1936, por ordem do presidente Getúlio Vargas. Naquele ano, comemoravam-se os 150 anos da condenação dos inconfidentes mineiros.

 

O museu foi aberto ao público no dia 11 de agosto de 1944, data comemorativa do bicentenário de nascimento de Tomás Antônio Gonzaga.

 

“O plano geral do museu foi sugerido pelo historiador Luís Camilo de Oliveira Neto. Em torno do tema central da Inconfidência, é feita a documentação do estágio de desenvolvimento da cultura de Minas Gerais ao tempo daquele evento, considerado em seu sentido mais abrangente: a  evolução  social da comunidade em sua marcha apropriadora dos meios de transporte, dos materiais de construção civil, dos recursos de iluminação de rua e de interiores, dos elementos de utilidade doméstica no meio rural e urbano, da construção e decoração de templos, da arte mobiliária, da arte popular e erudita”.  

 

 


Essa exposição permanente permaneceu intocável até meados de 2005, quando teve início o projeto de modernização. O objetivo foi manter a instituição fiel ao tema definido pelo decreto de sua criação.


A atual estrutura da exposição apresenta a Inconfidência relacionada com Ouro Preto, permitindo, ainda, uma nova leitura da vida social, política e artística mineira dos séculos 18 e XI19. A museografia, a cargo do especialista francês Pierre Catel, assumiu proporções de nível internacional.
 

O primeiro piso apresenta a infraestrutura da cidade, das origens até o período imperial. Objetos de construção civil, meios de transporte, mineração, aspectos da vida social e do movimento político da Inconfidência documentam a evolução de um agrupamento humano que iria pensar a independência brasileira. Já o segundo piso revela a superestrutura da criação artística, colocando em evidência a importância da Igreja.
 

A primeira etapa do projeto de modernização do Inconfidência foi concluída em agosto de 2006, quando o Museu reabriu suas portas. Três anos depois, a instituição finalizou todo o processo, com a inauguração da iluminação externa da antiga Casa de Câmara e Cadeia, da Loja e Café e de um Cineclube.

 


Veja na página ao lado "Salas do Museu" a descrição dos espaços. 

 

Os Anexos
O Museu da Inconfidência possui três anexos que abrigam as atividades da direção, secretaria, segurança, restauração e conservação, pesquisa e interação com a comunidade.


O Anexo I abriga o auditório – espaço destinado a eventos do Museu, que também é cedido a outras instituições da cidade – , a Sala Manoel da Costa Athaide, de exposições temporárias, e a Reserva Técnica.



No Anexo II funcionam a direção do Museu, o Laboratório de Conservação e Restauração, as seções de Difusão do Acervo e Promoção Cultural, Segurança e Serviços Gerais, Documentação Museológica e Assessoria de Comunicação.

Rua Vereador Antônio Pereira, 33, Centro
CEP 35400-000
Tel: (31) 3551-1121/3551-6023/3551-4799



No Anexo III, conhecido também como Casa do Pilar, ficam o Arquivo Histórico, os setores de pesquisa histórica e musicológica, a Biblioteca, o setor Pedagógico e a estrutura administrativa da instituição.
A
nexo III (Casa do Pilar)
Rua do Pilar, 76, Bairro Pilar
CEP 35400-000
Tel: (31) 3551-1378/3551-2811

 
Horário de funcionamento: terça-feira a domingo de 10h às 18h


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