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São João del-Rei

Acervo Arquitetônico

  • São João del-Rei - Rua Getúlio Vargas - Sérgio Freitas
  • São João del-Rei - Solar dos Neves - Sérgio Freitas
  • São João del-Rei - Solar da Baronesa - Sérgio Freitas
  • São João del-Rei - Rua Santo Antônio - Sérgio Freitas
  • São João del-Rei - Solar dos Neves - Divanildo Marques
  • São João del-Rei - Solar dos Neves - Divanildo Marques
  • São João del-Rei - Solar Lustosa - Divanildo Marques
  • São João del-Rei - Solar Lustosa - Divanildo Marques

São João del-Rei possui um admirável conjunto arquitetônico do período colonial que merece ser conferido.


Os núcleos iniciais de povoamento foram dois pontos mais elevados, separados pelo Vale do Córrego do Lenheiro. Nestes dois locais ainda hoje estão as capelas do Senhor dos Montes e de Nossa Senhora das Mercês.  Ambas configuram, assim, um povoamento bem disperso.    


Com sua posição consolidada, após se tornar sede da Comarca do Rio das Mortes em 1714, a cidade ganhou muitas edificações religiosas e civis que foram, então, determinando sua paisagem urbana e, hoje, compõem  seu precioso acervo arquitetônico.


A chegada do trem de ferro e dos imigrantes italianos representou muito para São João del-Rei. A cidade abriu-se a novas ideias e conceitos e à diversificação de oportunidades para a economia local.  A influência dessas circunstâncias na arquitetura da cidade é claramente percebida com o número de construções neogóticas e ecléticas, estilos que dominaram a arquitetura mundial no final do século 19 e princípio do 20. Um bom passeio a pé revela um interessante conjunto arquitetônico e confirma que nem só do estilo colonial são feitas as cidades mineiras.


Merecem ser vistos e fotografados :


Rua Santo Antônio

Rua tortuosa, com casas em estilo colonial. Algumas delas acompanham o movimento da rua, sendo, por isso, um pouco irregulares. Nesta rua encontram-se as sedes das orquestras Ribeiro Bastos, Lira Sanjoanense e da Banda de Música Teodoro de Faria. Aí também se localiza a casa onde nasceu o Padre José Maria Xavier, sacerdote, professor e compositor sacro do século 18.


É a rua da cidade que mais conserva as características do período colonial.


Solar dos Neves

Este solar chama a atenção do visitante não apenas por  pertencer à família de Tancredo de Almeida Neves, mas, também, por ser  um dos mais belos e conservados sobrados da cidade.


Localização
praça Embaixador Gastão da Cunha, 98, próximo à igreja de N. Senhora do Rosário .


Solar dos Lustosa


“Alívio seguro desde 1922”


Imponente e admirável, este solar, apesar de saudosista, evoca, para muitos brasileiros, memórias às vezes não muito agradáveis.  Aqui, até hoje, funciona o Laboratório Dr. Lustosa, fabricante da salvadora Cera Dr. Lustosa, que aliviou e continua aliviando a dor de dente de muitas gerações.


“A cera Dr. Lustosa é uma mistura de cera de abelha líquida, aquecida em dois fogareiros a gás, com ácido fênico, essência de cravo-da-índia e outro componente, que é o grande segredo da fórmula, pois distribui os ingredientes, por igual, sobre todas as partes da cera.A história desse milagre artesanal contra a dor de dente, que vem resistindo a todas as modernizações da indústria farmacêutica, iniciou-se por volta de 1906, quando Paulo de Almeida Lustosa se formou em Odontologia, na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, com 19 anos.” (Associação Brasileira de Odontologia do Rio de Janeiro).


Localização
praça Embaixador Gastão da Cunha, 54


Solar da Baronesa de Itaverava

Este solar de esquina, em frente à Igreja de Nossa Senhora do Carmo, é um dos destaques da arquitetura. A decoração é marcada por um balcão em ferro rendilhado, que pertenceu à família da Baronesa de Itaverava. Hoje, a casa é sede da Diretoria Executiva da Fundação de Ensino Superior de São João del-Rei - Funrei e, desde maio de 2000, abriga o Centro Cultural da Funrei, que mantém uma galeria de arte e um auditório.


Localização
rua Getúlio Vargas, 242 


Solar dos Guadalupe  

Este sobrado, pertencente à família Guadalupe, foi vendido recentemente à Ordem da Imaculada Conceição para instalação do Mosteiro de São José. Motivos ornamentais em relevo valorizam a sua fachada, como acontece nos prédios do Museu Regional e da Prefeitura Municipal.


rua Padre José Maria, 118


Prefeitura Municipal 

Construída em 1849, este imponente prédio às margens do Lenheiro chama a atenção do visitante logo na sua chegada. Sua função original era Casa de Câmara e Cadeia. Só em 1925 a cadeia  foi transferida. Hoje, é ocupado pela Prefeitura Municipal.


Localização
rua Gabriel Passos , 199


Casa do Pe. José Maria Xavier

Nesta casa nasceu o Padre José Maria Xavier (1819 - 1887). Consagrado compositor colonial, produziu vasto repertório de músicas sacras, conhecidas no Brasil e no exterior. No Largo do Rosário, há um busto em sua homenagem.


Localização
rua  Santo Antônio, 112


Casa do Barão de Itambé

Aqui funcionou a antiga Intendência da Comarca do Rio das Mortes. No século 19, foi residência do Barão de Itambé. Junto à fachada, está uma das Capelas de Passos da  Paixão da cidade. Atualmente é residência particular.


Localização
praça  Barão de Itambé, 17


Casa mais antiga de São João del-Rei

Considerada a mais antiga casa de São João del-Rei, esta construção que não revela nenhum tipo de  ostentação dos grandes sobrados é um exemplo raro de arquitetura da primeira metade do século 18. Apresenta um avarandado que é uma raridade para as casas coloniais urbanas mineiras. Atualmente, pertence à Prefeitura Municipal .


Localização
rua Santa Teresa, 127



Casa do Barão de São João del-Rei 
Este imóvel hospedou D. Pedro II em 1881, quando esteve na cidade para inaugurar a Estrada de Ferro Oeste de Minas. Foi residência do Barão de São João del-Rei. Infelizmente, já sofreu alterações arquitetônicas. Atualmente, é sede da 34ª Superintendência Regional de Ensino.


Localização
praça Frei Orlando, 174


Antiga Casa de Intendência -  atual Escola Estadual Maria Tereza

Onde hoje se encontra a Escola Estadual Maria Tereza funcionou a Intendência. Existe a hipótese que a primeira intendência funcionou na antiga residência do Barão de Itambé.


A Intendência era um órgão administrativo colonial que, diretamente subordinada à Coroa, tinha funções de fiscalizar, estimular, administrar, cobrar impostos, distribuir datas e demarcar terrenos auríferos. Onde houvesse extração de ouro, criava-se uma Intendência. Suas atribuições, com o tempo, foram reduzidas a cobrar o quinto e a fiscalizar os descaminhos do ouro, atividades para as quais estava bem aparelhada.


Localização
praça dos Expedicionários,



O Conjunto Arquitetônico é tombado pelo IPHAN
Registrado no livro de Belas Artes
Inscrição: 001   Data: 4 de março de 1938.

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