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Santa Bárbara

Distrito de Brumal

  • Santa Bárbara - Igreja Matriz de Santo Amaro - Maria Lucia Dornas
  • Santa Bárbara - Brumal - Igreja Matriz de Santo Amaro - Maria Lucia Dornas
  • Santa Bárbara - Igreja Matriz de Santo Amaro - Maria Lucia Dornas
  • Santa Bárbara - Praça da Igreja Matriz de Santo Amaro - Maria Lucia Dornas
  • Santa Bárbara - Detalhe de pintura de painel parietal - Maria Lucia Dornas
  • Santa Bárbara - Anjo Atlante - detalhe do retábulo lateral - Maria Lucia Dornas
  • Santa Bárbara - Detalhe do retábulo lateral - Maria Lucia Dornas
  • Santa Bárbara - Altar-mór - Maria Lucia Dornas
  • Santa Bárbara - Detalhe do retábulo lateral - Maria Lucia Dornas
  • Santa Bárbara - Capela Senhor dos Passos - Distrito de Brumal - Diego Gazola

O distrito de Brumal tem sua origem nos primeiros anos do século 18, quando a bandeira de Antônio Bueno descobriu ouro nas encostas da serra do Caraça. O local ficou conhecido como Brumado, e as minas, que a princípio se mostraram pobres, tornaram-se mais generosas; o povoado se consolidou, cresceu e acumulou riqueza suficiente para erigir a sua rica capela, sob a invocação de Santo Amaro. Durante a primeira metade do século 18, a vida transcorreu tranquila, e a economia se manteve estável, mas, com o fim da atividade mineradora, chegaram a estagnação  e a decadência urbana. Durante o século 19, a população se dedicou à pequena lavoura e à criação de gado.


Pela Lei nº 843, de 7 de setembro de 1923, o distrito de Brumado passou a denominar-se Barra Feliz. Quatro anos depois, a Lei nº 981, de 17 de setembro de 1927, restituiu-lhe a primitiva denominação de Brumado. O Decreto-Lei nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, deu-lhe a denominação atual de Brumal.


Igreja de Santo Amaro do Brumal
É um dos mais importantes exemplares da arte colonial mineira. A construção foi iniciada em 1727 e parcialmente complementada em 1747, mas permaneceu inacabada até o fim do século 18, quando os painéis parietais não concluídos tiveram suas molduras pintadas em imitação de mármore.


O templo dedicado a Santo Amaro talvez tenha sido um dos primeiros na Capitania das Minas a utilizar elementos do estilo joanino na decoração da capela-mor.


As pinturas parietais retratam cenas bíblicas, incluindo a vida de Santo Amaro. Há uma pintura muito interessante que mostra a porta de um lado do mosteiro aberta (que é a janela) onde Santo Amaro está abençoando um moribundo que está no outro lado.


"Amaro da Silveira Borges, morador do Arraial de Brumado, dirigiu uma petição ao Bispo do Rio de Janeiro, Dom Frei Antônio de Guadalupe, dizendo que desejava fazer, à sua custa, a construção de uma capela na localidade em que residia, em virtude de a Matriz se achar distante duas léguas. O edifício religioso serviria assim para mais de 200 pessoas. Concedida a licença, por provisão de 14 de fevereiro de 1727, as obras foram iniciadas, e em outubro do mesmo ano a capela recebeu a bênção do vigário da freguesia. Em 1739, os três retábulos já estavam instalados, inclusive o da capela-mor, além de ornamentos e alfaias diversas. Em 1747, o visitador geral da capitania esteve no local, verificando obras não-terminadas e impôs o prazo de quatro meses para sua conclusão, sob pena de interdito. A partir de 1759, a igreja passou por várias reformas e acréscimos, inclusive consolidação das torres e reparações nos telhados" (Inventário da Oferta Turística).


No adro da igreja, está colocado um dos totens da Estrada Real. A matriz está às margens da estrada para o Santuário do Caraça.


A Igreja Matriz de Santo Amaro é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), sendo registrada no Livro Belas Artes. Inscrição nº 248. 1948.



Chafariz do Largo de Brumal
Na ampla praça gramada, está localizada a bela Matriz de Santo Amaro e o Chafariz, datado de 1898. Segundo uma pesquisa realizada, o Chafariz originalmente ficava na praça do Comércio, hoje praça Pio XII, em Santa Bárbara.


A obra integra-se perfeitamente ao conjunto arquitetônico da praça formada pelo casario colonial e pela Matriz.


"Em 2008, o Chafariz passou por um processo de restauração. De acordo com o projeto, aprovado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA/MG), a intervenção de conservação e restauração do Chafariz, construído em pedra-sabão de linha arquitetônica plana e geométrica, consistiu na higienização do conjunto e reintegração com prótese dos elementos que apresentavam comprometimento do equilíbrio e harmonia do Chafariz. Foram utilizados materiais e técnicas que não alteraram a significação e a aparência original do monumento" (Prefeitura de Santa Bárbara).

 

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