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Parque Municipal

Se Gianetti aqui estivesse,
provavelmente viria
todos os dias te ver.
E, se Belo Horizonte soubesse,
quando falasse de ti,
era para agradecer.
                         
Vera M. Fonseca


Essa ilha verde no coração da cidade recebe a todos os belo-horizontinos e visitantes que procuram por momentos de tranqüilidade ou lazer no meio do tumulto da cidade grande. Muitos fazem caminhadas pela manhã, principalmente os moradores do centro. Os acompanhantes de pacientes dos hospitais da área aqui passam alguns momentos de descanso e, assim, o parque vai recebendo todos os que procuram um pouco de tranqüilidade. Os finais de semana são mais agitados, as crianças são os principais visitantes que se encantam com o tamanho das árvores, os animais e brinquedos. Atualmente, no primeiro domingo do mês, acontecem concertos da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais que contam com um público fiel.


O Parque Municipal é um grande espaço democrático integrado, há décadas, à vida de Belo Horizonte. Já foi citado em livros como Encontro Marcado, de Fernando Sabino. Foi, também, "sala de aula" para o professor de artes plásticas, Alberto da Veiga Guignard, e seus alunos, na década de 40. O curso ficou inclusive conhecido como a "Escola do Parque", que formou a primeira geração de artistas modernistas em Minas Gerais.


Histórico
"Será este Parque o mais importante e grandioso de quantos há na América...Várias construções de gosto enfeitarão este belo jardim, proporcionando vários entretenimentos aos passeantes..." (Comissão Construtora)


Idealizado na planta por Aarão Reis, que lhe destinou uma área de 555.060 m2, o parque se tornou realidade através do projeto e trabalho do arquiteto-jardineiro francês, Paul Villon, contratado pela Comissão Construtora. No projeto original, o parque contava com pavilhões destinados ao cassino, restaurante, observatório metereológico, uma ponte artística e um majestoso portão de entrada que não chegaram a ser construídos.


Para organizar o Parque Municipal, várias árvores foram transplantadas vindas dos quintais da cidade. "Uma idéia engenhosa do paisagista francês permitiu o aproveitamento de muitas árvores de grande porte existentes nos quintais das casas do antigo arraial. Para evitar arrancá-las simplesmente, Villon se valeu do seu transplante para o Parque, feito com o auxílio de uma máquina francesa, fabricada pela firma Dury-Sohy." (Parque Municipal, Crônica de um Século). O parque foi inaugurado em 26 de setembro de 1897 com uma retreta musical a cargo da banda Carlos Gomes.


O local escolhido para ser o futuro parque foi a Chácara de Guilherme Vaz de Mello, popularmente conhecida como Chácara do Sapo, onde morou Aarão Reis durante o tempo que foi o chefe da Comissão Construtora. Na primeira década do século 20, o parque perdeu cerca de um terço de sua área original, com o loteamento situado entre o ribeirão Arrudas e as avenidas Assis Chateaubriand e Francisco Sales. Hoje, sua área é de 180.000 m2.


1913 - O governo do estado desmembra do Parque Municipal uma área de 46.241m2 pelo decreto nº 3.822 para dar espaço à Escola de Medicina, Diretoria de Higiene e suas dependências.


1919 - Um lote de 19.388m2 na Alameda Ezequiel Dias foi doado ao América Futebol Clube. Hoje, o espaço é ocupado por um supermercado.


Na década de 20, aconteceu um fato inusitado: em 1924 o Presidente do Estado de Minas Gerais, Olegário Maciel, mudou-se para uma casinha no Parque. O escritor Cyro dos Anjos escreveu sobre o fato: "quem poderia advinhar, quem arrancaria do velho qualquer confidência? Instalara-se, pois, no Parque, entre palmeiras e lagos, sem guardas nem metralhadoras. Se o advertissem de que assim se expunha, ficaria, por certo, surpreendido."


Em 1968, surge uma medida salvadora, a proibição de edificações na área reservada ao Parque Municipal com exceção daquelas que se destinassem ao embelezamento ou funcionamento do próprio parque. E, em 1975, aconteceu o seu tombamento pelo Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico - IEPHA.


Em 1992, inauguram-se as obras de recuperação do parque, que foram patrocinadas pela Companhia Vale do Rio Doce em parceria com a prefeitura de Belo Horizonte. O parque também ganhou centenas de mudas de espécies de Mata Atlântica. Hoje são mais de 400 espécies existentes. Os jardins históricos como as áreas próximas ao coreto, aos lagos e quiosque voltaram ao projeto paisagístico original.


"O parque tem que ser tratado como uma relíquia, tanto em nível histórico e estético como ecológico." (Marieta C. Maciel)


Unidades Recreativas, Turísticas e de Apoio Existentes



Setor Cultural
Coreto
Orquidário
Monumentos
Teatro de Arena
Teatro Francisco Nunes
Mercado das Flores (antigo abrigo dos bondes, atual venda de flores e Posto de Informações Turísticas)
O coreto importado da Bélgica pela Comissão Construtora da nova capital ficava originalmente na Praça do Mercado, hoje, Praça da Rodoviária, e, em 1922, foi transferido para o Parque Municipal.


Setor Esportivo
Quadra de tênis
Pista de Patinação
Pista de Cooper
Aparelhos de Ginástica
Setor Infantil
Play-grounds
Brinquedos elétricos
Setor de Apoio
Bar
Lanchonete
Sanitários
Administração
Guaritas


Setor de Lazer
Lagos com barcos a remo e pedalinhos
Bosques
Caminhos
Trilhas
Recantos diversos com bancos
Jardins


O Parque Municipal de Belo Horizonte é tombado pelo IEPHA
Registrado como Conjunto Paisagístico - 2ª Metade Século 19
Inscrição: Decreto nº 17.086 Data: 13 de março de 1975.


 

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