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  • Belo Horizonte - Novo Mineirão  - Sylvio Coutinho/ Minas Arena
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Patrimônio Cultural da Humanidade

 

'Um prefeito não deve pensar tão somente em coisas práticas. A beleza, sob todas as formas, deve fazer parte das suas cogitações.' Juscelino Kubitscheck


É na Pampulha, essa importante área de Belo Horizonte, que o visitante encontra um dos lugares mais bonitos e aprazíveis da cidade: o Complexo Turístico da Pampulha. Ali, em torno da famosa lagoa, estão: o Museu de Arte da Pampulha, a Igreja de São Francisco de Assis, a Casa do Baile, o Iate Tênis Clube, a Fundação de Zoobotânica de Belo Horizonte – Zoológico, o Estádio Governador Magalhães Pinto – Mineirão e o Estádio Jornalista Felipe Drummond – Mineirinho. Há muito espaço para caminhadas e pedaladas, além de bares e restaurantes. Belas residências e outros clubes campestres ajudam a compor o bonito visual do lugar.


“Considerada um ícone simbólico da modernidade e das perspectivas desenvolvimentistas de Juscelino Kubitschek, a Pampulha representa a interseção entre a arquitetura, artes plásticas e paisagismo. À arquitetura de Oscar Niemeyer juntam-se a pintura de afrescos e azulejos de Cândido Portinari, as esculturas de Cheschiatti, Zamoiski e José Pedrosa, o painel em mosaico de Paulo Werneck e o paisagismo de Roberto Burle Marx. Com a Pampulha, configura-se uma das correntes da arquitetura moderna a serviço da beleza plástica, da qual Niemeyer é o mestre. “ (Belo Horizonte Circuito da Memória)


O conjunto arquitetônico da Pampulha é tombado pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e está registrado nos seguintes livros: das belas artes; histórico; arqueológico, etnográfico e paisagístico.


Atualmente, o Complexo encontra-se em obras, com ênfase para os trabalhos de recuperação ambiental da lagoa e paisagismo.


“Belo Horizonte ... Como te amava nos velhos tempos de JK e Pampulha! Com que prazer contigo colaborei lá pelos anos 40, quando convidado por Juscelino fiz meus projetos para tua represa.


Com que prazer acompanhávamos a construção da Pampulha. Às vezes de lancha para ver melhor teus prédios nas verdes águas refletidas.


E depois, muito depois, como me senti reconfortado ouvindo, em Paris, do meu amigo De Roche: “Ah, Pampulha... foi o grande entusiasmo da minha geração!”


Mudaste muito, Belo Horizonte. Mas nada vou reclamar. Nem da transformação do Cassino em museu, nem da Casa do Baile em local de exposição de arte, nem do Iate Clube, tão desmerecido, cercado de muros, impedindo a vista para a represa. È a mediocridade atuante, Belo Horizonte. Nada fazem por mal, acredite.


Prefiro lembrar apenas como era acolhedora nos anos 40... E lá estava JK entusiasmado a minha espera: “Oscar, Pampulha vai ser o bairro mais bonito deste país.”  (Oscar Niemeyer
)


Referências Históricas


No clássico da historiografia mineira História Antiga de Belo Horizonte, Abílio Barreto faz referências à fazenda da Pampulha existente no Curral del Rei, encontradas no registro de terras do arraial, onde são feitas várias referências à fazenda da Pampulha:


- “Senhorinha Florinda do Espírito Santo e filhos, terras na Pampulha, divisando com Francisco Luís, João Cleto, Serafim Nogueira, Cachoeira e Palmital.”


- “Francisco de Souza Meneses, terras na fazenda da Pampulha, divisando com Francisco Luís de Carvalho, Ribeirão do Bento Pires, Mergulhão, Engenho, Palmital e Cachoeira.”


- “Dentro desses limites e em torno do arraial prosperavam as seguintes fazendas de lavoura e criação, segundo nos informou o Senhor Antônio Batista Vieira... Pampulha, de Manuel de Matos Pinho e outros.”


Há, também, outras referências:


- “Resaquinha, Pampulha, Bom Sucesso e outros lugares, possuindo população escolar suficiente, jamais lograram uma escola naqueles tempos”.


- “Media seu distrito, de norte a sul, isto é, do alto da serra do Curral ao ribeirão da Pampulha 18Km...” 


Na década de 30, o prefeito Otacílio Negrão de Lima construiu na região denominada Pampulha uma barragem com o objetivo de abastecer a região. A barragem foi formada pelo represamento de vários córregos. Em 1938, a básica estava concluída. Em 1940, Juscelino Kubitschek assumiu o cargo de prefeito de Belo Horizonte, foi quando surgiu a idéia de transformar o local em um centro de lazer, com clubes, restaurantes, hotéis, etc.


Juscelino convidou o urbanista francês Alfred Agache, que havia feito o plano urbanístico do Rio de Janeiro, para conhecer a Pampulha e sugerir um plano para o local. O urbanista não conseguiu acompanhar a visão do prefeito. No seu parecer, o local deveria se transformar em uma cidade-satélite, um núcleo abastecedor da capital.


Decepcionado com as idéias do urbanista, JK toma, então, a decisão de organizar um concurso. A experiência não foi bem sucedida, os projetos recebidos eram convencionais, a Pampulha merecia algo inovador. Rodrigo de Melo Franco de Andrade, diretor do Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em uma visita a Belo Horizonte, apresentou a Juscelino o jovem arquiteto carioca Oscar Niemeyer, que demonstrou uma fina sintonia com as idéias. Rapidamente Niemeyer fez uns croquis que deixaram Juscelino entusiasmado. Começava-se, assim, a parceria JK  Niemeyer.


No primeiro semestre de 1942, as obras já estavam em fase de conclusão. Oficialmente, as obras foram inauguradas em 1943. A barragem foi suspensa e a área se transformou em uma lagoa. Ao seu redor, fez-se uma avenida com 18 quilômetros de extensão, hoje, Av. Octacílio Negrão de Lima. Depois, foram convidados Burle Marx e Cândido Portinari, que se tornaram responsáveis pelos projetos de paisagismo e decoração, respectivamente.


Além das quatro obras, Niemeyer projetou uma residência de fim de semana às margens da lagoa para o prefeito. Era, de certa forma, uma maneira de incentivar a urbanização. A casa fica em uma posição privilegiada de onde se avista a Igreja de São Francisco, o Iate e o Museu de Arte da Pampulha, antigo cassino. Conseqüentemente, surgiu ao redor da lagoa uma das áreas mais elegantes e caras da cidade.  Outras obras projetadas foram: a sede da Fundação Zoobotânica, no início dos anos 50; a sede do Clube Sírio Libanês, em 1952; e a sede do Pampulha Iate Clube, em 1961.


Hoje, além de ser um dos principais atrativos turísticos da cidade, a Pampulha é realmente um centro de lazer para o belo-horizontino.


“E a Pampulha despontou para mim, mal saído da escola, como uma oportunidade inesperada, e nela me debrucei entusiasmado, consciente que um mundo de formas novas se abriria para a arquitetura.”  (Oscar Niemeyer)
 


O Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Pampulha é tombado pelo IPHAN
Registrado no livro Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico
Inscrição: 115   Data: 15 de dezembro de 1997.


Registrado no livro de Belas Artes
Inscrição: 609   Data: 15 de dezembro de 1997.


Registrado no livro Histórico
Inscrição: 545   Data: 15 de dezembro de 1997
 

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