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Acervo Arquitetônico - Art Déco

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“... linhas cruas e secas, cimento armado e ferro, ousadia de varandas avançando sem apoio, em balanço de concreto, terraços em vez de telhados, tudo geometricamente simples. Simples? Era a moda. Os arquitetos locais aderiam a ela. Brotava uma nova literatura arquitetônica.”  (João Alphonsus, 1935).


Belo Horizonte possui um precioso acervo arquitetônico art déco. No período compreendido entre as duas guerras mundiais, um estilo inovador se espalhou por todo o mundo – era o art déco - uma nova concepção de arquitetura que foi adotada para as mais diversas construções, prédios públicos, residências, cinemas, fábricas, arranha-céus e outros.  


O novo estilo valorizava, na sua estética, a abstração, a linha, a forma, o volume e a cor, sendo fortemente influenciado pelo cubismo, futurismo e pela redescoberta da arte primitiva. O estilo se aproveitou dos benefícios e novidades da industrialização, bem como das novas técnicas construtivas como as armações de ferro e o concreto, que foram importantes para a grande predominância das linhas geométricas das fachadas déco.


O art déco foi introduzido em Belo Horizonte por arquitetos italianos. O grande destaque é para Raffaello Berti, responsável pelas principais construções do estilo, que acabou ganhando o termo regional de “pó de pedra”, devido ao revestimento das paredes levar uma grande quantidade de mica. Outros arquitetos adeptos do estilo foram: Romeu de Paoli, Ângelo Murgel e Luis Pinto Coelho.


A influência das artes primitivas pode ser observada nos edifícios com nomes indígenas, a exemplo das figuras indígenas na fachada do edifício Acaiaca e dos desenhos marajoaras da pavimentação da praça Raul Soares. Existem ainda pequenos prédios na área que compreende as ruas Caetés e Guarani, avenida Paraná e avenida Olegário Maciel, que são de forte influência do estilo déco. Alguns destes prédios sofreram algumas descaracterizações, principalmente em decorrência dos letreiros das casas comerciais, mas resistiram ao tempo devido à especulação imobiliária não ser forte naquela região da cidade.


Aonde encontrar arquitetura art déco
 


Avenida Afonso Pena
  
Edifício Ibaté
avenida Afonso Pena, 498
O primeiro “arranha-céu” de Belo Horizonte teve projeto de Ângelo Murgel sendo o início do modernismo na capital. É uma edificação de linhas puras e geométricas.


Edifício Acaiaca
 
avenida Afonso Pena, 867
Projeto do engenheiro-arquiteto Luiz Pinto Coelho, o Acaiaca foi inaugurado em 1943 e se tornou um marco na verticalização da cidade. As duas caras indígenas na fachada do edifício foram esculpidas pelo próprio Luiz Pinto Coelho com o auxílio de andaimes. A famosa TV Itacolomi funcionou ali durante muitos anos. Sua primeira transmissão foi  do alto do edifício, mostrando o relógio da Igreja São José  que, naquele momento, marcava 18 horas.


Edifício Guimarães

avenida Afonso Pena, 952
Foi  projetado por  Clemente Aníbal e Zimmer  Weszphal.


Edifício Sulamérica e  Sulacap

avenida Afonso Pena, 981
Construído entre os anos de 1946 e 47, foi projetado por Roberto Capelo. É uma referência arquitetônica pela qualidade do projeto. As construções são formas geométricas muito bem definidas que faziam um “jogo urbanístico” com o Viaduto de Santa Tereza. Hoje, esse jogo  está com sua visão bem comprometida devido descaracterizações nos prédio. No local, existiu o prédio dos correios.


Cine Brasil

Praça Sete de Setembro
Inaugurado no dia 14 de julho de 1932, o Cine Teatro Brasil deixou muitas marcas na memória do belo-horizontino. Na sua tela, as produções hollywoodianas encantaram várias gerações. As estréias eram acontecimentos tão importantes que a fachada e o hall ganhavam decorações especiais. Apresentações musicais, peças teatrais, bailes de carnaval também eram realizados no cine teatro. 


Em estilo art déco, o Cine Teatro Brasil é considerado um precursor da arquitetura moderna, um marco evolutivo em Minas Gerais. O projeto, atribuído a Ângelo Murgel, possui fortes linhas geométricas e foi uma das primeiras obras em concreto armado. Além das inovações técnicas, a construção é considerada o primeiro arranha-céu, o que maravilhou os belo-horizontinos que faziam fila para subir ao terraço e apreciar a vista da praça Sete.   


O prédio foi erguido por Alfredo Carneiro Santiago e Cia., pioneiros na utilização do concreto armado. O cálculo ficou a cargo do engenheiro Emílio Baumgart, que trabalhou com Lúcio Costa e Niemeyer. Originalmente, existiam pinturas de Ângelo Biggi no hall e no forro. A fachada do prédio, hoje, fica encoberta por um medíocre anúncio comercial.


Obelisco em Homenagem ao Centenário da Independência
- Pirulito da praça Sete / praça 7 de Setembro
Sua pedra fundamental foi lançada em 1922 e a inauguração oficial aconteceu em sete de setembro de 1924. O obelisco projetado por Antônio Rego possuiu 13,57 metros e pesa 120 toneladas. É o monumento mais tradicional da cidade, perfeitamente incorporado à história e ao dia-a-dia do belo-horizontino. A execução ficou sob a responsabilidade do engenheiro Antônio Gonçalves Gravatá. Como foi executado em Betim, foi trabalhoso trazê-lo até Belo Horizonte. O transporte das partes do monumento foi feito em pranchas da Estrada de Ferro Oeste de Minas até a ponte da Lagoinha, onde foi aberto um desvio especial. Depois, foram rebocadas até a Praça 7 de Setembro. Em volta do monumento, existiam quatro candelabros em ferro fundido, feitos por Amadeu Macchuito e colocadas sobre pedestais de granito.


Em 1960, o prefeito Amintas de Barros transferiu o obelisco para o Museu Histórico Abílio Barreto. Na praça Sete, então, foi colocado um monumento com os bustos dos pioneiros da construção de Belo Horizonte, que hoje se encontra no Parque Municipal. Em 1963, o obelisco foi levado para a praça da Savassi por ordem do prefeito Jorge Carone Filho, e em 1980, acabou sendo recolocado em seu local de origem, a praça 7 de Setembro. 


Prefeitura Municipal

avenida Afonso Pena, 1212
Projeto de Luís Signorelli, foi construído em 1935. É um belo exemplar de art déco.
 

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