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Santa Luzia

Apresentação

  • Santa Luzia - Anjos do Santuário de Santa Luzia - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Igreja de N.S do Rosário - Sérgio Freitas
  • Santa Luzia - Igreja de N.S do Rosário - Sérgio Freitas
  • Santa Luzia - Câmara Municipal - Sérgio Freitas
  • Santa Luzia - Igreja Matriz - Sérgio Freitas
  • Santa Luzia - Convento de Macaubas - Maurício Cardim
  • Santa Luzia - Capela do Senhor do Bonfim - Maurício Cardim
  • Santa Luzia - Solar da Baronesa - Danielli Vargas
  • Santa Luzia - Retábulo-mor da capela do Senhor do Bonfim - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Retábulo N. Sra. das Dores - Santuário S. Luzia - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Retábulo de S. Sebastião - Santuário S. Luzia - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Batismo de Cristo - Santuário de S. Luzia - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Casa colonial e Santuário de Santa Luzia - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Cristo crucificado - Capela do Bonfim - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Tentação do Senhor - Santuário de S. Luzia - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Detalhe pintura do forro do Santuário S. Luzia - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Detalhe pintura do forro do Santuário de S. Luzia - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Retábulo-mor da cap. do Hospital S. João de Deus - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Acervo Ms Histórico - Duque de Caxias - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Acervo Ms. Histórico - Duque de Caxias - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Forro da nave do Santuário de Santa Luzia - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Santuário de Santa Luzia - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Santuário de Santa Luzia - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Aro-cruzeiro e capela-mor - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Nave do Santuário de Santa Luzia - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Acervo do Museu Histórico - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Acervo do Museu Histórico - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Acervo do Museu Histórico - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Acervo Museu Histórico - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Acervo Museu Histórico - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Acervo do Museu Histórico - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Acervo do Museu Histórico - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Museu Histórico - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Museu Histórico - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Acervo Museu Histórico - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Acervo Museu Histórico - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - S. Antônio - Capela do hospital S. João de Deus - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Altar-mor da capela do Hospital São João de Deus - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Detalhe do retábulo da Capela do Senhor do Bonfim - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Retábulo-mor da capela do Senhor do Bonfim - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Casario - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Casario - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Rua Direita - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Capela do Senhor do Bonfim - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Capela Senhor do Bonfim - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Barão e Baronesa de Santa Luzia - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Cristo - Hospital São João de Deus - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Igreja Nossa Senhora do Rosário - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Igreja Nossa Senhora do Rosário - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Igreja Nossa Senhora do Rosário - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Torre Igreja N. Senhora do Rosário - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Detalhe tapa vento Igreja N. Senhora do Rosário - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Retábulo-mor da Igreja N. Senhora do Rosário - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Capela do Bonfim - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Interior da Capela do Bonfim - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Senhor do Bonfim - Capela do Bonfim - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Capela-mor Ig. N. Sra. do Rosário - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Retábulo-lateral Ig. N. Sra. do Rosário - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Retábulo-lateral Igreja N. Sra. do Rosário - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Nossa Senhora do Rosário - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - São Benedito - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Det. decorativo retábulos Ig. N. Sra. do Rosário - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Mosteiro de Macaúbas - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Mosteiro de Macaúbas - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Área do muro de pedras - Monumento à Caxias - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Área do muro de pedras - Monumento à Caxias - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Área do muro de pedras - monumento à Caxias - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Muro de pedras - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Área do muro de pedras - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Mosteiro de Macaúbas - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Mosteiro de Macaúbas - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Mosteiro de Macaúbas - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Interior da capela do Mosteiro de Macaúbas - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Altar lateral Capela do Mosteiro de Macaúbas - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Altar lateral Capela do Mosteiro de Macaúbas - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Santa Teresa - Capela do Mosteiro de Macaúbas - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Det. decorativo da Capela do Mosteiro de Macaúbas - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Det. decoartivo da Capela do Mosteiro de Macaúbas - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Lampadário - Capela do Most. de Macaúbas - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Coroamento do retábulo - Cap. Most. de Macaúbas - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Det. do altar lateral - Cap. Mosteiro de Macaúbas - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Det. altar lateral - Cap. Mosteiro de Macaúbas - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Capela-mor Mosteiro de Macaúbas - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Convento de Macaúbas - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Entrada Convento de Macaúbas - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Entrada para o Convento de Macaúbas - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Entrada Convento de Macaúbas - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Vinhos e licores produzidos em Macaúbas - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Igreja N. Sra. do Rosário - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Igreja N. Sra. do Rosário - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Solar da Baronesa - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Solar da Baronesa - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Solar da Baronesa - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Solar da Baronesa - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Solar da Baronesa - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Det. forro do Solar da Baronesa - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Det. forro do Solar da Baronesa - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Det. Capela do Solar da Baronesa - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Capela do Solar da Baronesa - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Capela do Solar da Baronesa - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Armário do século XIX - Solar da Baronesa - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Casario do Centro Histórico - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Casario do Centro Histórico - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Casario do Centro Histórico - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Casario do Centro Histórico - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Casario do Centro Histórico - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Casario do Centro Histórico - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Casario do Centro Histórico - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Casario do Centro Histórico - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Casario do Centro Histórico - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Casario do Centro Histórico - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Casario do Centro Histórico - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Casario do Centro Histórico - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Janelas do Centro Histórico - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Janelas do Centro Histórico - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Janelas do Centro Histórico - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Casario do Centro Histórico - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Casario do centro histórico - Maria Lucia Dornas
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  • Santa Luzia - Casario do centro histórico - Maria Lucia Dornas
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  • Santa Luzia - Senhor dos Passos - Santuário de Santa Luzia - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Ret. Senhor dos Passos - Santuário de Santa Luzia - Maria Lucia Dornas
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  • Santa Luzia - Santa Luzia - Santuário de Santa Luzia - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Det. retábulo São José - Santuário de Santa Luzia - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Sacrário de retábulo - Santuário de Santa Luzia - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Arcanjo Miguel - Santuário de Santa Luzia - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Capela-mor do Santuário de Santa Luzia - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - São João Nepomuceno - Santuário de Santa Luzia - Maria Lucia Dornas
  • Santa Luzia - Anjos do Santuário de Santa Luzia - Maria Lucia Dornas

Santa Luzia, uma das setecentistas cidades de Minas, guarda um valioso acervo cultural, que pode ser conhecido por meio do Museu Sacro, do Santuário de Santa Luzia, da capela do Bonfim e do Mosteiro Macaúbas. A devoção à santa protetora dos olhos motiva o turismo religioso na cidade, sendo a festa da padroeira no dia 13 de dezembro um dos grandes eventos religiosos do Estado, revelando a fé de centenas de romeiros que visitam a cidade nessa época. Várias manifestações populares ainda estão bem vivas na vida dos luzienses, que, em trezentos anos de história, sempre esteve presente na cultura de Minas Gerais. Constantemente são lembrados os trabalhos de Bernardo Santeiro, Marcolino, pintor autodidata, Nhazinha de Dudu Castro e Leozina, que transformavam tecidos em finas flores, e ainda talentosas doceiras e quituteiras, que embalavam as guloseimas em papéis de seda repicados, formando delicados desenhos.


A história da cidade, que está próxima a dois famosos incidentes geográficos mineiros – Serra da Piedade e rio das Velhas – começa com José Correia de Miranda, que partiu de Taubaté com a bandeira de Antônio Dias de Oliveira e o Padre Faria, responsáveis pela descoberta do ouro na região Ouro Preto. Motivado pela febre do ouro, o taubateano se embrenhou pelos sertões do rio Guaicuí em busca de novas descobertas e foi às margens desse rio, que mais tarde ganharia o nome de rio das Velhas pelos colonizadores, que teve início um núcleo populacional em função do metal descoberto por José Correia em fins do século 17.


Em razão das enchentes entre os anos de 1695 e 1697, a população do povoado conhecido como Bicas foi obrigada a transferir as casas para o alto de uma colina e assim o novo núcleo se transformou em uma típica área de urbanização colonial com uma capela em homenagem a Sant’Ana. Existe a referência que em 1692 a localidade era conhecida com o nome de Sant’Ana do José Correia. Ao novo núcleo foi dado o nome de Bom Retiro; mais tarde o arraial ficou conhecido como Santa Luzia do Rio das Velhas. Durante o século 19, são diversas as notícias sobre as enchentes.


A lenda

Uma lenda conta que um pescador de nome Leôncio encontrou semienterrada nas areias do rio das Velhas uma imagem de Santa Luzia, e esse homem, que tinha problemas de visão, ficou curado após ter tocado a imagem. A fama da imagem milagrosa se espalhou, e Santa Luzia, a protetora da visão, transformou-se na padroeira da cidade.


O Santuário de Santa Luzia
Em 1748, o sargento-mor Joaquim Pacheco Ribeiro, acometido de gota-serena, que lhe trouxe uma cegueira, ficou sabendo que, no longínquo sertão mineiro, a padroeira do Bom Retiro de Santa Luzia estava operando milagres.


Com muita fé, o religioso português Joaquim Pacheco fez a seguinte promessa: se alcançasse a graça de ter sua visão restabelecida, haveria de se mudar de Portugal para a capitania das Minas com suas três filhas, Ana Senhorinha, Angélica e Damiana, com a intenção de construir um templo em homenagem à santa mártir. Santa Luzia lhe concedeu o sentido da visão novamente, e a família embarcou para o Brasil com destino final – Bom Retiro de Santa Luzia.


Segundo o historiador luziense, Japhet Dolabela, eram quatro filhas, Quitéria, Margarida, Ana Senhorinha e Damiana.


Ao chegar ao povoado, o sargento-mor imediatamente deu início ao pagamento da sua promessa. Contou com o auxílio de Antônio Martins Gil, senhor da sesmaria de Bicas. As obras foram tão aceleradas que, no dia 13 de dezembro de 1756, o templo teve condições de acolher os fiéis para a primeira missa, que foi celebrada pelo padre da matriz de Nossa Senhora da Conceição da Vila Real de Sabará. No ano de 1778, a igreja, que hoje é a matriz da cidade de Santa Luzia, estava concluída; a partir de então, começou a receber um grande número de romeiros.


O século 19

As minas de ouro estavam exauridas no fim dos Setecentos, mas no século 19 Santa Luzia não conheceu a decadência econômica. O local se tornou centro comercial e ponto de parada dos tropeiros que vinham negociar e comprar mercadorias. Na rua do Comércio, no bairro da Ponte, existia um porto para os barcos que navegavam pelo rio das Velhas, transportando mercadorias comercializadas em Minas Gerais. O viajante francês Saint-Hilaire fez alguns registros em seu livro sobre as atividades econômicas em Santa Luzia.


"Vê-se, por tudo o que acabei de dizer, que o sertão possui diversos artigos de exportação. No entanto, são duas simples povoações, Formigas e Santa Luzia, perto de Sabará, que se podem considerar como os pontos mais importantes dessa vasta zona... Quanto às peles, os próprios arredores de Formigas poucos fornecem atualmente. Os mercadores da região que com ela comerciam obtem-nas nos arredores do rio São Francisco. O centro desse comércio é atualmente Santa Luzia perto de Sabará, donde fazem remessas para o Rio de Janeiro ...importam-se também vários objetos europeus do Rio de Janeiro, em troca do salitre, e de Santa Luzia, lugar de entreposto, em troca de peles ...Nos arredores de Santa Luzia e alhures extrai-se da polpa do fruto da macaúba um óleo abundante, que serve para a iluminação e o fabrico de sabão e da amêndoa extrai-se outro óleo bom para alimentos"
(Saint-Hilaire, Auguste de. Viagem pelas províncias do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Ed. Itatiaia, 1975).


Foi em Santa Luzia que aconteceu o último combate da Revolução Liberal de 1842, que foi vencida por Caxias. Com a intenção de “livrar nosso adorado monarca da coação em que o tem posto a oligarquia dominante”, os liberais mineiros e paulistas iniciaram um movimento revolucionário. O líder da luta dos liberais em Minas Gerais foi Teófilo Otoni, eleito em 1838 para a Assembleia Geral. Os revolucionários tiveram a pronta adesão de São João del-Rei, Queluz (Conselheiro Lafaiete) e outras cidades do sul de Minas, do norte, do leste e de Ouro Preto.
 

O governo imperial, preocupado com os rumos que iria tomar o movimento, tornou obrigatório o salvo-conduto para viagens a Minas. Direcionou para Minas guardas nacionais e unidades do Exército, ordenando a prisão dos líderes do Partido Liberal. A principal vitória dos rebeldes foi em Queluz, no dia 26 de julho. Mas, por erros táticos, os rebeldes começaram a sofrer diversas derrotas. Caxias chegou a Ouro Preto em 6 de agosto para pacificar a Província. Sua fama fez com que os revolucionários desistissem de atacar Ouro Preto e evacuassem de Queluz.
 

A última batalha foi em 20 de agosto, em Santa Luzia, que foi vencida, com dificuldades, pela Força Legal, comandada por Caxias. Terminou assim, depois de dois meses e 10 dias, a revolta de 42. Caxias chega vitorioso a Ouro Preto no dia 10 de setembro, já com a nova patente de Marechal-de-Campo graduado (hoje General de Divisão). Em 1848, os revoltosos foram julgados e absolvidos.


Após a última luta em Santa Luzia, os liberais mineiros passaram a ser conhecidos como “os Luzias”.


O pesquisador inglês Richard Burton, em seu livro Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico, fez referências ao movimento revolucionário:
O pequeno arraial tornou-se em 8 de julho de 1842, sede da Presidência provisória, e aqui, em 20 de agosto do mesmo ano, terminou o movimento revolucionário. O presidente intruso desapareceu durante a noite, e o então gênio bom do Partido Conservador, General Barão (hoje Marquês) de Caxias, atacou os insurgentes. O combate travou-se em torno da ponte, começando às primeiras horas da manhã, o desfecho era duvidoso às três da tarde, quando o 8º Batalhão das Forças Regulares ocupou o ponto mais alto da aldeia e levou o inimigo à debandada. Os chefes, Srs. Ottoni, José Pedro, Padre Brito, Joaquim Gualberto e outros, foram feitos prisioneiros do Estado e, desde aquele dia desastroso, os ultra-liberais foram chamados ‘luzias’.


Burton também escreveu algumas observações sobre a localidade:
A primeira vista de Santa Luzia foi agradabilíssima, uma grande elevação, a cerca de um quilômetro do rio, era encimada por duas igrejas de duas torres, separadas por casas grandes e bonitas, caiadas de branco, e por uma rica vegetação com palmeiras estendendo-se, irregularmente, até a água...Um passeio, morro acima, pela cidade, levou-me a duas igrejas, a do Rosário e a Matriz, a última com escadarias em ruínas. O município que, em 1864, tinha 22.980 habitantes, com 1.915 votantes e 48 eleitores, pode se enriquecer, com o aperfeiçoamento da agricultura. A terra fornece cana-de-açúcar em grande quantidade, um pouco de café e ‘mantimentos’: arroz e mandioca, feijó e milho, mamona, cujo óleo é usado principalmente para lâmpadas, batata-doce (convolvulu edulis) e madeira, o rio muito rico em peixes consumidos em Morro Velho... As minerações de ouro de que resultou a fundação de Santa Luzia eram de duas espécies: cascalho e ‘ouro de barba’. As enchentes do rio depositavam partículas na margem, o terreno relvoso era carpido e a grama podada rente como uma barba, antes de ser peneirada, o que deu origem à pitoresca denominação. Ainda há muito marumbé, dura pedra de ferro.


Em 18 de março de 1847, pela Lei Provincial nº 317, o arraial foi elevado à Vila, sendo então desmembrado de Sabará. Em 31 de maio de 1850, o município foi suprimido, sendo restaurado em abril de 1856.


O imperador D. Pedro II, em sua célebre viagem de 1881 a Minas, visitou Santa Luzia e ficou hospedado no Solar da Baronesa, um centro de referência social e cultural do século 19. A visita foi registrada pelo imperador através de desenho de um trecho do centro histórico da cidade. Esse desenho foi providencial para que Santa Luzia ganhasse o título de cidade imperial.


Em 1911, Santa Luzia do Rio das Velhas era um município de grande extensão territorial, já que possuía os distritos, Matozinhos, Capim Branco, Pau Grosso, Jaboticatubas, Pedro Leopoldo, Riacho Fundo e Lapinha. Na década de 50, a instalação dos Frigoríficos Minas Gerais – Frimisa – e na década seguinte a abertura de indústria de refratários, cerâmicas, papel e produtos metalúrgicos causaram um incremento na economia e na população.


Bem próxima a Belo Horizonte, Santa Luzia é uma ótima opção para quem deseja conhecer um pouco mais da história de Minas Gerais.

 

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