Destinos

Parque Estadual da Serra do Papagaio

Apresentação

Parque fechado ao público*


Municípios de abrangência
Aiuruoca, Alagoa, Baependi, Itamonte e Pouso Alto


Distância de Belo Horizonte
413 km

 

Como Chegar
O acesso de Belo Horizonte se faz pela rodovia BR 381,Fernão Dias e pela BR 265. O Parque está localizado a 485 km de São Paulo e 348 km do Rio de Janeiro O acesso a partir do Rio de Janeiro é feito pela Rodovia Presidente Dutra ou BR-116, até a localidade de Engenheiro Passos, próximo à divisa com Minas Gerais. Daí segue até o município de Itamonte. O acesso por São Paulo é feito pela Rodovia Fernão Dias (BR-381), sentido Belo Horizonte, até passar São Gonçalo do Sapucaí. Daí segue pela BR-267, sentido Aiuruoca. O Parque pode também ser acessado a partir de São Paulo pela Rodovia que dá acesso a Cruzeiro e Passa Quatro, chegando à unidade pela cidade de Itamonte.

Área
22.917 hectares.


Criação
Decreto nº 39.793, de 5 de agosto de 1998.



Objetivo
Tem por finalidade proteger a fauna e a flora locais, as nascentes de rios e córregos da região, bem como criar condições para o desenvolvimento de pesquisas científicas e para a ampliação do turismo ecológico



Descrição

O parque é contíguo ao Parque Nacional do Itatiaia, sendo que essas duas unidades de conservação juntas protegem um dos maiores fragmentos de vegetação nativa da Mantiqueira.
Possui formações mistas de campos, matas e áreas de enclave com matas de araucária (floresta ombrófila mista), sendo a única Unidade de Conservação que protege essa tipologia vegetal no estado de Minas Gerais. Aproximadamente 11.000 hectares do PESP estão cobertos por vegetação florestal, entremeada por extensas áreas cobertas por campos em diferentes estágios de conservação. Na unidade de conservação, concentram-se as nascentes dos principais rios formadores da bacia do rio Grande, responsável pelo abastecimento de grandes centros urbanos do sul de Minas.

 

Relevo
De relevo fortemente acidentado, a altitude média do PESP é de 1.744 metros, com o ponto mais alto no Pico do Garrafão, a 2.359 metros. A declividade média do parque é próxima de 40%, caracterizando um relevo fortemente ondulado. Ocorrem grandes áreas com declividade superior a 75%, chegando a 100%, formando extensas escarpas ao longo das falhas tectônicas que marcam as bordas dos principais blocos soerguidos. Metade da área do parque é composta por areas de preservação permanente, muitas delas acima de 1.800 metros de altitude.



As encostas mais elevadas localizam-se no sul (Morro da Mitra do Bispo com 2149m) e ao sudoeste (Pico do Bandeira com 2357m na Serra do Papagaio). Situa-se numa área de rochas ígneas ácidas, representadas por granitos de granulação fina e grosseira. Interliga-se, geograficamente, com a porção norte do Parque Nacional do Itatiaia, permitindo uma proteção mais efetiva da flora e da fauna, por compor um conjunto montanhoso contínuo, legalmente preservado.

 

 

Clima
O clima da região do Parque Estadual da Serra do Papagaio é classificado como tropical de altitude mesotérmico, com inverno frio e seco, e chuvas elevadas no verão. Há uma sazonalidade da chuva ao longo do ano, com cerca de 80% da chuva concentrada no período de outubro a março, porém não se verifica mês totalmente seco na região. A precipitação média anual ultrapassa 1.500 mm, variando com a altitude (Simas et al.,2005; Andrade & Vieira, 2003).


 
As temperaturas mínimas registradas no inverno estão normalmente entre 0°C e 10°C, com ocorrências de geadas e com estiagem no mesmo período. O verão é ameno e com pluviosidade elevada, porém os dias mais quentes podem registrar temperaturas próximas dos 30º C.

 

 

Vegetação
As formações vegetais predominantes são as florestas nebulares e os campos de altiude. De forma geral, os ambientes florestais e os ambientes campestres dividem a paisagem no Parque Estadual da Serra do Papagaio  com os ambientes florestais predominando ao longo da calha dos rios e encostas, e os ambientes campestres predominando nas maiores altitudes. A transição entre a floresta e o campo pode ocorrer de forma brusca ou gradativa, dependendo do modelo de ruptura do meio físico. Em algumas regiões nota-se uma interpenetração de elementos próprios a esses dois ambientes, destacando-se a ocorrência da candeia Eremanthus erythropappus.

 


Parte das espécies inventariadas é considerada endêmica desta região da Serra da Mantiqueira, incluindo o Maciço do Itatiaia. Alguns exemplos são Briza itatiaiae, Dioscorea perdicum, Doryopteris itatiaiensis, Esterhazya eitenorum, Lepechinia speciosa, Pelexia itatiaiae, Senecio nemoralis e Sinningia gigantifolia. Algumas são conhecidas apenas desta região e da serra do Caparaó, como o poejo-do-campo Hesperozygis myrtoides e a Licopodiácea lycopodium assurgens. Lepechinia speciosa apenas era conhecida, em Minas Gerais, por uma coleta realizada por Saint-Hilaire em 1822.

 

Pelo menos quatro espécies novas para a ciência foram encontradas no parque. Uma Eriocaulaceae do gênero Paepalanthus, também encontrada no estado de São Paulo (L. Echternacht, comunicação pessoal); uma pequena Asteraceae anual do gênero Praxelis (A. Teles, comunicação pessoal) e duas Poaceae dos gêneros Chusquea e Piptochaetium.

 

Durante os levantamentos de campo realizados para o Plano de Manejo foram identificadas 673 espécies de plantas, número bem aquém do total de espécies prováveis de ocorrer na unidade, caso seja realizado um estudo florístico de longo prazo. Acredita-se que no PESP ocorra um significativo número de espécies ainda não descritas pela ciência.


Hidrografia
O PESP contribui para a formação de três importantes sub-bacias: Aiuruoca, Baependi e Verde, contribuintes diretos da bacia do rio Grande. Essa riqueza hídrica constitui um dos objetivos de criação do PESP, que é a proteção das nascentes, rios e córregos da região, responsáveis pelo abastecimento da população residente nos municípios de Aiuruoca, Baependi, Pouso Alto, Itamonte e Alagoa, entre os quais ele está localizado (IGA, 2000).

 

No âmbito das unidades de planejamento e gestão dos recursos hídricos do Estado de Minas Gerais, o PESP está inserido nas unidades pertencentes à bacia hidrográfica do rio Grande e a bacia do rio Verde. A bacia hidrográfica do alto rio Grande está inserida na mesorregião do Campo das Vertentes e possui uma área de drenagem de 8.804 km². A bacia hidrográfica do rio Verde, por sua vez, situa-se na mesorregião Sul-Sudoeste e apresenta uma área de drenagem de 6.924 km².

 

Como o relevo é bastante íngreme, os cursos d’água da região respondem rapidamente às precipitações ali ocorridas. Em seu acidentado caminho de descida, com o tempo, as águas superficiais deram origem a diversas cachoeiras como as dos Garcias, Três Marias, do Índio, do Fundo, da Fragária, do Juju e do Gamarra. Essas cachoeiras estão localizadas no limite do Parque com o seu entorno, e contribuem para o desenvolvimento do ecoturismo na região. Dentro da Unidade de Conservação existem outras belas quedas d’água, que são menos conhecidas e visitadas, como aquelas situadas nas cabeceiras do ribeirão Água Preta e do córrego dos Coelhos, e em alguns afluentes do ribeirão Santo Agostinho.

 

Além das corredeiras e quedas d’água, alguns trechos do Parque são ocupados por zonas planas e brejosas, localmente denominadas “charcos”, cuja origem parece estar associada a um solo de composição argilosa, produto da alteração do substrato rochoso.

 

Fauna
Os resultados deste estudo, junto com os dados da literatura, confirmam a presença de 29 espécies de mamíferos de médio e grande porte no parque. Entre as espécies de médio e grande porte, foram registradas pelas armadilhas fotograficas os pequenos felinos como a jaguatirica Leopardus pardalis, o gato-maracajá L. wiedii, o gato-do-mato-pequeno L. tigrinus e o jaguarundi Puma yagouaroundi, além da onça-parda Puma concolor.

 

Para as espécies de pequenos mamíferos a área de mata registrou a maior riqueza de espécies, quando comparada com as demais. Em termos de riqueza de espécies, as ordens mais representativas para o parque e entorno foram: carnívora (15 espécies), primata (6 espécies) e rodentia (4 espécies). Duas espécies foram registradas para as ordens cingulata e artiodactila, enquanto apenas uma espécie foi registrada para as ordens pilosa e lagomorpha.

 

Também chama atenção a grande presença de espécies pertencentes à família Felidae. A fauna de roedores, principalmente os caxinguelês Sciurus aestuans e ratos do gênero Delomys, parece ser bastante abundante nas florestas de Araucárias do parque.

 

O parque conta com rica anurofauna, distribuída em 8 famílias,  num total de 32 espécies de anfíbios anuros A região conhecida como Charco, localizada no entorno foi a que apresentou a maior riqueza de espécies.

 

*
Como o Parque Estadual da Serra do Papagaio
apresenta uma grande quantidade de atrativos é grande o número de visitantes, a cachoeira do Juju, por exemplo, recebe pessoas rotineiramente, a revelia da administração da unidade que não está estruturada, não dispõe de portaria, estrutura e pessoal para atendimento e recepção de visitantes, nem possui um programa de uso público.


As áreas que têm sido visitadas no Parque são aquelas apresentadas por moradores locais e exploradores eventuais, que são os maiores conhecedores da região. A maior parte da visitação é direcionada para dois pontos principais: o Pico do Papagaio e redondezas, incluindo a pedra Quadrada, pedra Redonda, pico da Bandeira, pico do Canjica e retiro dos Pedros, localizados no município de Aiuruoca; e o pico do Garrafão, localizado entre os municípios de Itamonte, Alagoa e Baependi. Esses dois pontos estão distantes um do outro e são acessados por diferentes trilhas. Além desses atrativos, o pico do Careta, a cachoeira do Juju, a cachoeira dos Garcias são algumas das áreas visitadas com frequência.
 

O tipo de atividade mais comum no PESP é a caminhada e caminhada de longo curso. No parque esse tipo de atividade ocorre em toda a sua extensão, sendo os percursos já tradicionalmente conhecidos no meio da aventura, constando inclusive na literatura especializada. Os caminhantes utilizam trilhas existentes e principalmente caminhos demarcados pelo gado, podendo muitas vezes a mesma travessia ser realizada por caminhos diferentes. A maioria dos grupos que fazem essas travessias utiliza os mesmos pontos de apoio para os pernoites, normalmente localizados próximos aos locais de captação de água.


Outras atividades exploradas são canionismo, rapel, escalada, cavalgadas e passeios com veículos tracionados. Com relação a esse último, é notório o processo erosivo desencadeado em diversos pontos do parque onde a atividade de jipeiros e motos é mais intensa. Entre as áreas mais afetadas destaca-se a região do Retiro dos Pedros.



Sede Administrativa
IEF - Regional Sul
Endereço: Praça Quintino Bocaiúva, 68 - Centro - Varginha
Telefone: (35) 3221-4666/4716
e-mail:
erssup@ief.mg.gov.br


Órgão responsável pelo parque
Instituto Estadual de Florestas - IEF
Rodovia Papa João Paulo II, 4143 - Serra Verde1º andar do Edifício Minas - Cidade Administrativa
Belo Horizonte
CEP 31630-900
Telefones: 31  3915-1752 / 3915-1507

 

Diretoria de Áreas Protegidas
Telefone: 31 3915-1345

Diretoria de Unidades de Conservação
Telefone: 31 3915-1381


Crédito do texto
Plano de Manejo - Instituto Estadual de Florestas - IEF

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