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Mar de Espanha

Apresentação

  • Mar de Espanha - Paisagem - Circ. Tur. Recanto dos Barões
  • Mar de Espanha - Horto Florestal - Circ. Tur. Recanto dos Barões
  • Mar de Espanha - Horto Florestal - Circ. Tur. Recanto dos Barões
  • Mar de Espanha - Paisagem - Circ. Tur. Recanto dos Barões
  • Mar de Espanha - Paisagem - Circ. Tur. Recanto dos Barões
  • Mar de Espanha - Capela de Córrego de Areia - Circ. Tur. Recanto dos Barões
  • Mar de Espanha - Detalhe da Capela de Córrego de Areia - Circ. Tur. Recanto dos Barões
  • Mar de Espanha - Pinturas rupestres - Circ. Tur. Recanto dos Barões
  • Mar de Espanha - Pintura rupestre - Circ. Tur. Recanto dos Barões
  • Mar de Espanha - Pinturas rupestres - Circ. Tur. Recanto dos Barões
  • Mar de Espanha - Pinturas rupestres - Circ. Tur. Recanto dos Barões
  • Mar de Espanha - Pinturas rupestres - Circ. Tur. Recanto dos Barões
  • Mar de Espanha - Local das pinturas rupestres - Circ. Tur. Recanto dos Barões

Mar de Espanha é uma cidade típica do interior de Minas Gerais, tranquila e população hospitaleira. Seu rico acervo cultural é valorizado pela comunidade através de iniciativas de preservação dos bens culturais. Várias edificações são protegidas pelo poder público, tais como: o atual prédio da Prefeitura Municipal, o edifício do Fórum, a Escola Estadual Estevão Pinto, o prédio da Cadeia Pública, a Capela Nossa Senhora do Rosário, o prédio da Rede Ferroviária e do Matadouro Municipal, o Clube Recreativo, o busto do coronel Sérgio Antônio Martins e o Parque Francisco José Schettino (Jardim Central).


Além dos bens tombados, diversos outros bens culturais são dignos de apreciação. Entre eles, podemos citar o Santuário de Nossa Senhora das Mercês e a Igreja de Santa Efigênia. Na zona rural de Mar de Espanha, também existe grande quantidade de bens imóveis de interesse cultural, como fazendas, casarões e capelas. O município ainda conta com um sítio arqueológico, na localidade de Córrego de Areia. As pinturas rupestres encontradas no sítio têm aproximadamente 10.000 anos.


A cultura popular mar-de-espanhense é bastante rica. Entre as manifestações e usos tradicionais populares, destacam-se a Escola de Aprendizagem Musical, a Banda e Coral 24 de Setembro, o artesanato - dirigido pela Artemar -, e as festas populares e religiosas, como o carnaval, a Exposição Agropecuária e a Festa da Padroeira.


O maior potencial turístico de Mar de Espanha são os recursos naturais; a Estação Ecológica, próxima ao centro da cidade, preserva uma área de aproximadamente 188 hectares de vegetação remanescente da Mata Atlântica, sendo a principal unidade de conservação da região. Na zona rural, a poucos quilômetros de distância, as cachoeiras e as fazendas são os principais atrativos. Podemos citar a Cachoeira da Bocaina, a Cachoeira do Pedro Duim, a Cachoeira da Fumaça, a Cachoeira da Mutuca, a Fazenda Novo Calambau, a Fazenda Vista Alegre, a Fazenda São Sebastião, o Sítio das Estrelas, o Sítio Harmonia, além do Vale da Minerva, o Monte Altíssimo, entre outros.


No fim do período colonial, a decadência da região mineradora é irreversível; as minas de ouro estavam praticamente esgotadas, e a vinda da corte portuguesa, em 1808, para o Brasil, gerou diversas mudanças. Com uma política econômica mais liberal, antigas proibições foram suspensas, como, por exemplo, a abertura de estradas e a liberação para ocupação de áreas até então proibidas de ser colonizadas. Uma dessas áreas consideradas proibidas pela administração portuguesa era a Zona da Mata mineira.


As terras férteis da Zona da Mata atraíram aventureiros, e centenas de sesmarias foram distribuídas. Uma das alternativas econômicas estava na atividade agrícola; as plantações de café foram muito bem-sucedidas e transformaram a região em uma das mais ricas e importantes da capitania.


Com o objetivo de atender às necessidades dos viajantes que iam para São João Nepomuceno - Freguesia de São Manuel e para os Rios Peixe e Pomba, hoje, Rio Pomba -, ou vindos da Corte, surgiu uma rancharia na região da Rua Nova, que se transformou no núcleo do desenvolvimento urbano da futura Mar de Espanha.


Em 1840, o arraial possuía poucas casas, cerca de 20, e um caminho seguindo a margem direita do ribeirão São João, mais ou menos na altura do local denominado Corta-Goela, atualmente, Rua Riachuelo. Entre os sesmeiros, destacou-se Francisco Leite Ribeiro, irmão de Custódio Ferreira Leite, que fundou a Fazenda dos Alpes e a Fazenda do Louriçal. Esta última foi o grande ponto irradiador da colonização da Zona da Mata.


Outro grande sesmeiro, e de especial importância para a história de Mar de Espanha, foi Custódio Ferreira Leite, futuro barão de Aiuruoca, um dos desbravadores que mais lutaram pelo desenvolvimento da região. Custódio nasceu em 3 de dezembro de 1782, na Freguesia da Conceição da Barra, São João del-Rei, e faleceu no dia 17 de novembro de 1859; foi sepultado no cemitério da Fazenda do Louriçal, e seus restos mortais foram transladados para o cemitério da cidade, na década de 60 do mesmo século.


Pela Lei nº 202, de 1841, foi criada a vila de São João Nepomuceno, desmembrada do Pomba, com os distritos: Conceição do Rio Novo, Santíssima Trindade do Descoberto, Rio Pardo (Argirita), Espírito Santo (Guarará), Cágado (Mar de Espanha), São José do Paraíba (Além Paraíba), Nossa Senhora Madre de Deus (Angustura), Porto do Santo Antônio (Astolfo Dutra), Feijão Cru (Leopoldina).


Em 10 de setembro de 1851, pela Lei n.º 514, graças à interferência e ao prestígio do barão de Aiuruoca no governo, foi transferida a sede de Vila de São João Nepomuceno para o Arraial do Cágado, que adotou o nome de Mar de Espanha.


Em 27 de junho de 1859, Mar de Espanha passa a município. O mérito do projeto de elevação da vila à cidade cabe ao deputado Monteiro de Castro. O município recém-criado era composto dos distritos: São João de Nepomuceno, Conceição do Rio Novo, Santíssima Trindade do Descoberto, Espírito Santo de Mar de Espanha, Piau e Santo Antônio do Aventureiro.


Nas décadas de 1840/60, Mar de Espanha apresentou grande progresso: possuía 21 sobrados, três edifícios ornados com sacadas de ferro, comércio ativo, 2.000 habitantes na sede e um movimento de exportação de café na ordem de 300.000 arrobas anuais. Em 1853, foi construído um prédio para instalação da Câmara Municipal e cadeia, onde é hoje o Clube Recreativo. Em 1859, a cidade já possuía 107 prédios registrados. Principais ruas da época: Rua Augusta, Rua do Beco, Rua do Café (atual Rua Eduardo Pereira Guedes), Rua do Comércio (atual Rua Estêvão Pinto), Rua do Carangola, Rua do Cemitério (atual Rua Laudelino Barbosa), Rua da Direita, Rua do Desemboque (Rua Antônio Lagrota), Rua da Estrada, Rua dos Cachorros (antiga Rua das Flores, hoje Rua Miranda Manso), Rua da Cangalha, Largo da Matriz, Rua Nova (atual Rua Major Antônio Barbosa), Rua da Olaria (antiga Rua do Sapo, hoje Rua Floriano Peixoto), Rua de Santo Antônio, Rua de Trás e Rua Velha.


Durante o período áureo do café no Vale do Paraíba, Mar de Espanha desenvolveu-se e chegou a ter grande importância na economia da região, sendo citado nas estatísticas nacionais como grande produtor desse fruto.


Em 1909, atendendo às exigências da oligarquia cafeeira local e aos interesses econômicos do município, foi construída a estrada de ferro ligando Mar de Espanha a São Pedro do Pequeri, pela The Leopoldina Railway Company Ltd., de capital inglês. A construção levou um ano para ser concluída e foi transplantada do antigo trecho Serraria-Silveira Lobo. A estrada de ferro foi desativada em 1964, sobre o pretexto de não mais atender aos interesses econômicos da região e do governo federal, que nessa época já havia encampado a companhia inglesa.


A economia cafeeira era mantida, como em todo território nacional, pelo trabalho escravo. A partir de 1850, com o fim do tráfico negreiro (Lei Eusébio de Queirós), começa a chegar ao Brasil grande contingente de imigrantes. Inúmeras famílias de imigrantes italianos e alemães vieram para Mar de Espanha como: Kaizer, Loth, Seidler, Milano, Saar, Schneider, Borsatto, Chinelatto, Saramella, Pullig e outras.


Com o deslocamento da agricultura cafeeira para o Oeste paulista, a produção do café no município de Mar de Espanha entra em declínio, e com ela o desenvolvimento da região. A Crise de 1929 afeta dolorosamente a produção cafeeira e põe fim a opulência das tradicionais famílias da região. A "elite agrária" ("barões do café") entra em declínio lentamente e vai perdendo o prestígio, o poder aquisitivo e vê suas terras sendo adquiridas por outros.


A crise do café provoca a substituição da agricultura cafeeira pela pecuária leiteira extensiva. As terras antes usadas para o plantio do café passam a ser utilizadas para a criação de gado leiteiro. A queda da produção cafeeira provoca também excedente de mão de obra na agricultura. O desenvolvimento industrial de São Paulo e do Rio de Janeiro, a partir da Primeira Guerra Mundial, juntamente com a crise agrícola, provoca o esvaziamento do município, quando grande contingente de mar-de-espanhense migra para as grandes cidades, que oferecem mais oportunidades de emprego e estabilidade.


Paralelamente à pecuária leiteira, inicia-se a exploração de recursos naturais da região: mármore e caolim, mármore (Caeira, Vila Tonetti), caolim (Klabin, na região das Nove Voltas). O mármore e o caolim seguiam para a capital paulista via ferrovia, sendo o primeiro embarcado em grandes blocos, na Estação de Mar de Espanha. Já o caolim era embarcado na estação de Estêvão Pinto.


Na década de 1950, tem início outra atividade econômica: a lapidação de diamantes, com capital belga, e que, durante muitos anos, teve grande importância na sociedade mar-de-espanhense. Com o Plano Real, as lapidações entram em decadência, e surgem as malharias. Os operários para essa forma de produção são oriundos do meio rural. Como resultado dessas atividades econômico-empresariais, surgem outros bairros residenciais: Nossa Senhora das Mercês (Várzea), no início da década de 1960; Jardim Guanabara e Triângulo, nas décadas de 1960 e 1970; Monte Líbano e Eldorado, na década de 1980; Floresta e Elite, na década de 1990. Pouco a pouco, a sociedade perde as características de uma sociedade latifundiária e agrícola, ganhando ares de uma sociedade urbana, empresarial e operária.

 

Quanto à origem do curioso topônimo “Mar de Espanha”, existem muitas lendas, mas a mais popular é a que trata da história de dois irmãos espanhóis que mantinham no Rio Paraíba um porto com serviço de balsa para travessia, por ser um rio muito largo os irmãos costumavam comentar com os passageiros que aquele trecho se parecia com o mar, “El mar d’Spaña”, dando origem ao topônimo Mar de Espanha que com o tempo foi adotado como nome de uma fazenda e depois da cidade. 


Por ter sido a única cidade mineira a ser visitada por São Luiz Orione e a que mais tempo permaneceu em sua passagem pelo Brasil, na década de 20 do século 20, essa ganhou do Vaticano uma relíquia, um pequeno fragmento da ossada, que está guardada no Santuário Nossa Senhora das Mercês.

 

 

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