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Timóteo

Apresentação

  • Timóteo - Fundação Acelor Mittal - Acesita - Maria Lucia Dornas
  • Timóteo - Monumento aos pioneiros - Praça 29 de abril - Maria Lucia Dornas
  • Timóteo - Monumento aos pioneiros - Praça 29 de abril - Maria Lucia Dornas
  • Timóteo - Praça 29 de abril - Maria Lucia Dornas
  • Timóteo - Praça 29 de abril - Maria Lucia Dornas
  • Timóteo - Timóteo - Maria Lucia Dornas
  • Timóteo - Arcelor Mittal - Maria Lucia Dornas
  • Timóteo - Praça 1º de Maio - Maria Lucia Dornas
  • Timóteo - Praça 1º de Maio - Maria Lucia Dornas
  • Timóteo - Fundação Acelor Mittal - Acesita - Maria Lucia Dornas
  • Timóteo - Fundação  Acelor Mittal - Acesita - Maria Lucia Dornas
  • Timóteo - Monumento Sinergia - Vilma Nöel - Trevo Br381 - Maria Lucia Dornas
  • Timóteo - Monumento Sinergia - Vilma Nöel - Trevo BR381 - Maria Lucia Dornas
  • Timóteo - Córrego Timotinho - Maria Lucia Dornas
  • Timóteo - Igreja Matriz - Maria Lucia Dornas
  • Timóteo - Igreja Matriz - Maria Lucia Dornas
  • Timóteo - Pico Ana Moura - Divulgação

Uma cidade forjada no aço. Assim é Timóteo, cuja trajetória histórica a leva a se destacar entre tantos municípios mineiros. Ao mesmo tempo em que seu progresso se deve ao aço da Companhia de Aços Especiais Itabira, Timóteo orgulha-se de ser uma cidade próxima da natureza: aqui é a entrada para o Parque Estadual do Rio Doce, uma reserva de mata atlântica exuberante. Tanto o aço como a natureza dão dois títulos à cidade: “capital do inox” e “cidade lacustre”. Na região do parque, está a terceira maior reserva de lagos do País.


Não se sabe muito sobre a história de Timóteo até o início do século 20. Muitos fazendeiros foram atraídos para a região por incentivos fiscais e pela concessão de diversas sesmarias. A região do Rio Doce só foi explorada após o esgotamento das minas, quando as pessoas tiveram de buscar outras formas de sobrevivência. Outro motivo pelo qual a região se manteve inexplorada até então foi a presença dos aguerridos índios botocudos. Uma carta régia de Dom João VI, datada de 13 de maio de 1808, autorizou que os botocudos fossem exterminados.


Francisco de Paula e Silva de Santa Maria é considerado o pioneiro, que deu ao local o nome de São Francisco de Santa Maria. Mas ele não foi o primeiro fazendeiro a se instalar na região: outra carta de sesmaria foi concedida a Felício Moreira da Silva, em 24 de outubro de 1825. Entretanto, por falta de mais informações sobre esse colonizador, Santa Maria é quem recebeu os créditos sobre o início do povoamento de Timóteo. Uma carta de sesmaria, documento de 9 de abril de 1832, dava-lhe as terras de um lugar denominado ribeirão de Themótio, que deságua no rio Piracicaba.


Ele estabeleceu-se com a sua família na região do Alegre, em 1831, e lá construiu e iniciou a criação de gado, o que lhe daria direito a uma sesmaria. A fazenda do Alegre passou a ser um ponto de apoio para as embarcações que usavam o rio Piracicaba em direção a Vila Rica, Vitória ou cidades vizinhas. Por volta de 1890, estabelecem-se no povoado João Lino de Sá e Manuel Lino de Sá, que nomearam o lugar de São Sebastião do Alegre.


No início dos anos 1900, o povoamento se intensificou, formando-se um núcleo habitacional em volta da pequena capela. Em meados da segunda década, chega ao povoado um vendeiro, Manuel Timóteo. A popularidade da venda do Seu Timóteo foi tanta que o povoado passou a ser conhecido pelo sobrenome do comerciante. Outra hipótese para o nome foi descoberta quando se trabalhava em antigos registros. Num documento de 1831, há uma referência a um ribeirão chamado Timóteo.


O local continuou a crescer e, em 17 de dezembro de 1938, foi elevado a distrito pela Lei nº 148, deixando de ser povoado de São Domingos do Prata e passando a pertencer a Antônio Dias. Em 1948, quando foi criado o município de Coronel Fabriciano, o distrito de Timóteo anexa-se a ele.


A Lei nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, cria o município de Timóteo. O governador do Estado à época, José de Magalhães Pinto, vetou o projeto. Mas a Assembléia Legislativa derrubou o veto, e o município foi instalado no dia 29 de junho de 1964.


O que mudou definitivamente a vida da cidade foi a fundação da Companhia de Aços Especiais Itabira, a Acesita, em 31 de outubro de 1944, pelos engenheiros Amyntas Jacques de Moraes, Percival Farqhuar e Athos de Lemos Rache. As histórias da siderúrgica e da cidade se fundem de tal forma que tradicionalmente se passou a se referir à cidade como Acesita e Timóteo simultaneamente. Situada no povoado de Timotinho, o objetivo da empresa era suprir o mercado nacional de aço, que encontrava dificuldade em conseguir o produto, já que a Segunda Guerra Mundial ainda não havia findado.


O Brasil crescia, incentivado pelas políticas públicas implantadas por Getúlio Vargas: o momento era mais que oportuno para que a nova fábrica conquistasse o mercado interno. A Acesita compra jazidas de minério de ferro em Itabira e em 1949 acontece a primeira corrida de ferro-gusa no alto-forno, o maior do mundo alimentado a carvão vegetal até então. A empresa ainda não produzia aço por não haver energia elétrica suficiente, problema que seria resolvido com a inauguração da usina hidrelétrica de Sá Carvalho em setembro de 1951.


A empresa se expandiu na década de 1950: foram abertas representações em diversos Estados do País, compraram-se novos equipamentos e aumentou-se a área da empresa. Timóteo acompanhava esse crescimento: foi criado o Colégio Técnico de Metalurgia, e novos trabalhadores chegavam ao distrito para trabalhar na fábrica. Em 1965, a empresa fabrica o aço inox, um avanço para o Brasil, que vivia os “anos dourados” de JK, um período de desenvolvimento econômico eufórico.


Em 1969, é aprovado o Plano Diretor de Desenvolvimento, que lança as diretrizes para a segunda expansão da empresa. Uma das diretrizes do plano é transformar Timóteo em uma "cidade aberta". Assim, todos os logradouros, centros de lazer e comerciais, postos de saúde, escolas, serviços de segurança pública e de transporte coletivo, até então sob administração da Acesita, são transferidos à comunidade e à prefeitura. As casas são vendidas aos empregados em condições facilitadas.


A empresa continua crescendo nas décadas de 1970 e 1980, ampliando a variedade de tipos de aço produzidos, batendo recordes na produção e iniciando o processo de exportação para mais de 30 países: em 1988, cerca de 40% da sua produção é exportada. Nesse mesmo ano, inicia-se o processo de privatização da Acesita, ação que termina em 1992.


De 2001 para 2002, é criada a Arcelor – resultado da fusão dos grupos europeus Usinor, Arbed e Aceralia, formando, à época, o maior complexo da siderurgia mundial. Em 2007, aconteceu o lançamento mundial da marca Arcelor Mittal, no dia 29 de maio, em Cannes, na França.



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Região Turística
Rio Doce
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    31  3847-4729


    Prefeito
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