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Betim

Apresentação

  • Betim - Capela Nossa Senhora do Rosário  - Wérica Diniz
  • Betim - Fazenda Vale Verde - Vinícius Horta
  • Betim - Fazenda Vale Verde - orquídeas - Vinícius Horta
  • Betim - Trilha dos Bandeirantes - Vinícius Horta
  • Betim - Trilha dos Bandeirantes - Vinícius Horta
  • Betim - Betim - Trilha dos Bandeirantes - Vinícius Horta
  • Betim - Vale Verde - Alambique - Divanildo Marques
  • Betim - Capela Nossa Senhora do Rosário  - Wérica Diniz
  • Betim - Capela Nossa Senhora do Rosário  - Wérica Diniz

Capela Nova do Betim, esta foi a primeira designação do local que teve sua origem no século 18. Hoje é uma das mais importantes cidades da grande Belo Horizonte. Seguiu a trajetória de muitas localidades mineiras que dedicaram grande parte da sua história a atividades agropastoris e, no início do século 20, tiveram seus núcleos urbanos desenvolvidos devido a chegada do trem de ferro e da luz elétrica.


Em 1910 foi construída a estação ferroviária Capela Nova e em 1914 a luz elétrica iluminava o distrito através da construção da Usina Hidroelétrica Dr. Gravatá. O distrito foi tomando um novo impulso com o surgimento de estabelecimentos como curtume, serraria, matadouro e alambiques.


Em 1901, o local se tornou distrito de Santa Quitéria, hoje município de Esmeraldas. A emancipação só aconteceu em 1939 e nome escolhido para o  novo município foi Betim.
 


O grande salto econômico aconteceu na década de 60, com a instalação da Refinaria Gabriel Passos. Com a chegada da Fiat Automóveis, em 1976, tornou-se nacionalmente conhecida. A partir daí, tornou-se um pólo industrial com as industrias satélites da Fiat e outras que acabaram sendo atraídas.


Em Betim temos duas significativas referências sociais: a Colônia Santa Isabel, que abriga os portadores de Hanseniese  desde a década de 30, e o Salão do Encontro, que desenvolve o ensino de diversas técnicas artesanais, sendo um exemplo de resgate da infância e da adolescência.  
 


O município tem uma política de tombamento do patrimônio histórico e cultural, que revela a conscientização da importância da preservação dos bens patrimoniais, e vem fomentando atividades culturais através da Fundação Artístico-Cultural de Betim - Funarbe, Centro Artístico-Cultural Frei Estanislau e a Casa de Cultura. Além disso, apoia manifestações populares como o grupo de Gongada e outros. Na área da conscientização ecológica, a cidade vem realizando a Barqueata do Rio Paraopeba e resgatando a trilha ‘Caminho de Santa Quitéria’, antiga estrada que liga Betim a Esmeraldas. No âmbito do Turismo Rural, já é possível visitar fazendas e pitorescos restaurantes especializados.


Sobre a história antiga de Betim, o historiador Rodrigo Cunha Chagas nos conta:


“A origem de Betim está relacionada com o início do ciclo do ouro em Minas Gerais, em princípios do século 18. Especificamente, a cidade está ligada às “vilas do ouro” de Sabará e Pitangui. Do ponto de vista geográfico, vindo de São Paulo, está localizada na confluência dos caminhos para Pitangui e Sabará. Dessa forma, a localidade se configura como ponto estratégico para viajantes (sertanistas, tropeiros são mais freqüentes) para o pouso e reabastecimento de viagens, que tinham como destino a Vila Real de Sabará ou a de Pitangui.


O fato é que o ouro das vilas contribuiu imensamente para o tráfego nos caminhos e trilhas das Minas. Era de interesse da coroa portuguesa que os caminhos às vilas fossem de fácil acesso, pois dessa maneira, além de abastecê-las dos mais diversos gêneros, facilitava também a saída do metal precioso para o erário real. Com esses intuitos, foram emitidos bandos e outras ordens reais que se destinavam à construção de pousadas para os viajantes e à manutenção dos caminhos de acesso às vilas do ouro.


Em Betim, que no início do século 18 era conhecida como Capela Nova do Betim, existe um casarão da época destinada ao uso de pousada e, ao mesmo tempo, venda (estabelecimento comercial) de secos e molhados – este casarão abriga atualmente a Casa da Cultura Josephina Bento. Trata-se de uma construção em estilo bandeirista edificada numa porção de terras altas. Ao redor dessa pousada foram sendo construídas, no decorrer dos anos, casas menores de populares. Em frente à pousada, erigiu-se primeiro uma capela, conforme provisão episcopal de 9 de novembro de 1754 (este feito é um indício de formação de núcleo urbano).


O nome “Betim” é alusivo a José Rodrigues Betim, sertanista, que em 14 de setembro de 1711 recebe sesmaria de Antônio Albuquerque Coelho de Carvalho, “das terras que ficam entre o [Rio] Paraopeba e a estrada das Abóboras [Contagem]” (Geraldo Fonseca). Em 1867, é construída, no local da capela, uma Igreja maior, destinada à devoção de Nossa Senhora do Carmo. Este fato é um outro indício de aumento de população e de importância de ordem.


Neste sentido, toda a conjuntura do século 18, que envolve o ciclo do ouro, assim como a presença de José Rodrigues Betim, contribuem para a origem e afirmação da “cidade Betim”. Os fatores decisivos para tanto, na época, foram à construção da pousada e as ereções da capela e da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, que servem como vetor de afirmação de um núcleo urbano.”

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