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Contagem

Apresentação

  • Contagem - Chaminés da antiga fábrica da Itaú - Silvana Carvalho Andrade
  • Contagem - Comunidade dos Arturos_Festa do Rosário - Maria Lucia Dornas
  • Contagem - Praça da Matriz - Joyce Caroline
  • Contagem - Matriz de São Gonçalo - Joyce Caroline
  • Contagem - Contagem - Matriz de São Gonçalo - Joyce Caroline
  • Contagem - Casa de Cacos - Brenda Lara
  • Contagem - Casa de Cacos - Brenda Lara
  • Contagem - Casa de Cacos - Brenda Lara
  • Contagem - Casa de Cacos - Brenda Lara
  • Contagem - Casa de Cacos - Brenda Lara
  • Contagem - Casa de Cacos - Brenda Lara
  • Contagem - Capela Santa Helena - Brenda Lara
  • Contagem - Capela Santa Helena - Brenda Lara
  • Contagem - Casa de Cultura Nair Mendes Moreira - Brenda Lara
  • Contagem - Feira de Arte e Artesanato - Brenda Lara
  • Contagem - Feira de Arte e Artesanato - Brenda Lara
  • Contagem - Feira de Arte e Artesanato - Brenda Lara
  • Contagem - Feira de Arte e Artesanato - Brenda Lara
  • Contagem - Feira de Arte e Artesanato - Brenda Lara
  • Contagem - Igreja Matriz de São Gonçalo - Brenda Lara
  • Contagem - Igreja Matriz de São Gonçalo - Brenda Lara
  • Contagem - Igreja Matriz de São Gonçalo - Brenda Lara
  • Contagem - Criança Congadeira - Nelson R. Pombo Jr
  • Contagem - Guarda da Congo - Comunidade dos Arturos - Gustavo Amorim
  • Contagem - Comunidade dos Arturos - Divanildo Marques
  • Contagem - Comunidade dos Arturos - Divanildo Marques
  • Contagem - Comunidade dos Arturos - Divanildo Marques
  • Contagem - Comunidade dos Arturos - Divanildo Marques
  • Contagem - Comunidade dos Arturos - Divanildo Marques
  • Contagem - Comunidade dos Arturos - Divanildo Marques
  • Contagem - Igreja Matriz de São Gonçalo - Daniel Souza
  • Contagem - Comunidade dos Arturos - Daniel Souza
  • Contagem - Comunidade dos Arturos - Daniel Souza
  • Contagem - Igreja de Nossa Senhora da Conceição - Daniel Souza
  • Contagem - Paróquia de Nossa Senhora da Conceição - Daniel Souza
  • Contagem - Paróquia de São Judas Tadeu - Daniel Souza
  • Contagem - Chamínés da antiga fábrica da Itaú - Silvana Carvalho Andrade
  • Contagem - Chaminés da antiga fábrica da Itaú - Silvana Carvalho Andrade
  • Contagem - Igreja Matriz de São Gonçalo - Ronaldo Guimarães
  • Contagem - Chaminés da antiga fábrica da Itaú - Ronaldo Guimarães
  • Contagem - Galeria de Arte - Casa José Augusto Rocha - Ronaldo Guimarães
  • Contagem - Barcos na Represa Várzea das Flores - Ronaldo Guimarães
  • Contagem - Represa Várzea das Flores - Ronaldo Guimarães
  • Contagem - Centro Cultural de Contagem - Ronaldo Guimarães
  • Contagem - Complexo Cultural de Contagem - Ronaldo Guimarães
  • Contagem - Represa Várzea das Flores - Ronaldo Guimarães

'A contagem - a primeira nas minas do Rio das Velhas - foi instalada pela Câmara da Sabará, na região das Abóboras, assim conhecida em razão de por ela passar ribeirão de mesmo nome e começou a funcionar em 9 de agosto de 1716.


Contagens ou registros eram os nomes de uma espécie de alfândega ou posto fiscal onde se pagava o direito de entrada. Ali existiam soldados e funcionários que procuravam impedir o extravio de ouro, exigindo pagamento de taxas pela entrada de qualquer mercadoria nas Minas. Esses registros foram sendo criados ao longo do século 18 em vários pontos da capitania.


A Contagem das Abóboras ou Registro da Encruzilhada teve o objetivo de cercar a entrada de mercadorias vindas da Bahia pelo caminho do sertão e, ao seu redor, nasceu o arraial de  São Gonçalo de Contagem, com a construção, em 1725, da tosca capela dedicada ao santo protetor dos viajantes.


Nesta região do Ribeirão das Abóboras, dois caminhos se cruzavam - um, vindo do sertão, levava ao Curral D'el Rei e daí a Sabará; o outro ia dar ao oeste, para os lados de Pitangui - a encruzilhada, local ideal para instalar uma barreira fiscal.


A velha Contagem existiu e sobrexistiu por causa de tais caminhos. Mas, o intercâmbio da Bahia com as minas passando pelo posto fiscal das Abóboras foi breve, durando somente quarenta anos, mais ou menos. Uma vez abolido o posto, o pequeno arraial permaneceu decadente, mas obstinado, dando passagem para os viajantes que demandavam as minas de Pitangui, mantendo o comércio e a produção agropastoril em atividade.


A exigência de um controle cada vez mais rigoroso sobre as minas centralizou o poder diretamente na Coroa Portuguesa, militarizando a sociedade na execução de uma política fiscal atroz para os moradores da Colônia e, especialmente, para os mineiros. Como posto fiscal da Câmara Municipal de Sabará, a Contagem das Abóboras passou à Administração Real.


O constante crescimento da vila de Pitangui, criada em 1715, reduziu grande parte do movimento do registro, visto que para lá surgiu uma variante do caminho dos currais, na transposição do rio Paraopeba, nos arredores de Betim. A arrematação dos contratos por ordem de Lisboa, em 1759, pôs fim ao Registro das Abóboras e, em 1765, o mesmo já não constava da relação oficial.' (Élio Lúcio Rocha)


Em 1837, a Câmara de Sabará informava à Presidência da Província que 'não existia edifício algum dos Registros que foram criados neste Município nos lugares denominados Sete Lagoas, Ribeirão da Areia, Abóboras, Jequitibá e Zabelê, por se terem extinguido e arrematados em hasta pública com todos os seus utensílios por bem de uma Provisão da extinta justa da Fazenda datada de 07 de junho de 1809'.


Na segunda metade do século 19, o viajante inglês Richard Burton descreve em seu diário de viagens: 'abaixo de nós, um pouco à direita, um pequeno bosque de laranjeiras, piteiras e bananeiras mostrava onde ficara a antiga Contagem das Abóboras, hoje tão desolada como a Inquisição de Goa'.


Com esses dois testemunhos fica muito claro que existiram duas Contagens - a 'Contage das Abóboras' que surgiu 'de uma imposição metropolitana e se limitou a ser registro fiscal, contando com casas e currais, suficientes apenas para a contagem de gado' (Carla Anastásia, Adalgisa Campos) e que chegou ao século 19 arruinada e abandonada. E a 'Sam Gonçalo da Contagem das Abóboras' na qual a vida transcorreu vagarosamente pelo século 18 e 19, sobrevivendo da agricultura, pecuária e comércio. Esta Contagem é que deu origem a sede do atual município.


Na composição do nome do Registro e do Arraial é curioso observar que:


'SAM GONÇALO' - Não foram raras as localidades que em seu nome homenageavam o famoso santo português São Gonçalo do Amarante.


'DAS ABÓBORAS' - Referência geográfica, pois a localidade era cortada pelo Ribeirão das Abóboras.


'SAM GONÇALO DAS ABÓBORAS' - Assim o local era distinguido dos outros São Gonçalo.


'CONTAGE' - Referência administrativa por estar próximo ao registro.


'SAM GONÇALO DAS ABÓBORAS DA CONTAGE' - Na necessidade de precisar o local do arraial na composição do nome temos: a devoção, a geografia e a política fiscal da metrópole.


'CONTAGE DAS ABÓBORAS' - Na designação do registro, a referência geográfica.


Pela lei nº 671, de 29 de abril de 1854, o local passa a se chamar oficialmente Contagem.


As primeiras mudanças começariam a ocorrer no princípio do século 20. Após da capital ser transferida de Ouro Preto para Belo Horizonte, em 1897, as influências da nova capital foram inevitáveis para a antiga localidade. Em setembro de 1911, foi emancipada politicamente. De 1701 e 1901 pertenceu a Sabará e de 1901 a 1911 ficou subordinada a Santa Quitéria, hoje município de Esmeraldas.


Em 1938 perdeu sua autonomia e passou a ser distrito do município de Betim. Em 27 de dezembro de 1948 era restaurada como município. Os anos que passou sob a administração de Betim eram chamados pela população de 'Cativeiro da Babilônia'.


Um ramal ferroviário pertencente à ferrovia Oeste de Minas foi inaugurado em 1918, e ao redor das estações foram surgindo os núcleos urbanos: Água Branca, Bernardo Monteiro e Imbiriçu.


No início da década de 40, o local foi escolhido para uma experiência até então inédita no Brasil - uma cidade industrial planejada. O projeto foi a maior realização do governo Benedito Valadares (1933-45) e dentro das diretrizes do governo federal de industrialização do país. Surgia uma 'terceira' Contagem, que mudou completamente os rumos da localidade - a Contagem industrial.


Hoje, além da Cidade Industrial o município tem mais quatro distritos industriais. Confecção de artigos de vestuário e acessórios, indústria gráfica, fabricação de equipamentos médicos hospitalares e instrumentos de precisão, artigos de borracha e plástico, móveis e colchões, alimentos e bebidas, produtos de minerais não metálicos, aparelhos e materiais elétricos e metalurgia básica são exemplos da grande diversificação do quadro industrial de Contagem. Também está localizada na cidade a Ceasa, que é responsável pelo abastecimento de alimentos para a grande Belo Horizonte.


Mesmo sendo a grande referência industrial mineira, o município possui espaços culturais, boas áreas de lazer com cobertura vegetal ainda preservadas, que abrigam parques como o Gentil Diniz e o Fernão Dias, além do entorno da Represa Várzea das Flores.


Com 603.442 habitantes, Contagem se destaca como o terceiro município mineiro, formado pelo distrito Sede e o Distrito Industrial - 'Cidade Industrial Coronel Juventino Dias'. Possui o segundo PIB do estado com 2,34 bilhões de reais.


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Região Turística
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