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Juiz de Fora

Apresentação

  • Juiz de Fora - Vista parcial da cidade - Wolmer Monteiro
  • Juiz de Fora - Centro Cultural Bernardo Mascarenhas - Acervo/Prefeitura de Juiz de Fora
  • Juiz de Fora - Centro Cultural Bernardo Mascarenhas - Acervo/Prefeitura de Juiz de Fora
  • Juiz de Fora - Antiga Prefeitura - Wolmer Monteiro
  • Juiz de Fora - Antiga Prefeitura - Wolmer Monteiro
  • Juiz de Fora - Antiga Prefeitura - Wolmer Monteiro
  • Juiz de Fora - Painel As Quatro Estações de Cândido Portinari - Wolmer Monteiro
  • Juiz de Fora - Museu do Folclore / Fórum da Cultura - Wolmer Monteiro
  • Juiz de Fora - Museu de Cultura Popular / Fórum da Cultura - Wolmer Monteiro
  • Juiz de Fora - Instituto Estadual de Educação - Wolmer Monteiro
  • Juiz de Fora - Castelinho da Cemig - Wolmer Monteiro
  • Juiz de Fora - Castelinho da Cemig - Wolmer Monteiro
  • Juiz de Fora - Instituto Estadual de Educação - Wolmer Monteiro
  • Juiz de Fora - Morro do Imperador - Wolmer Monteiro
  • Juiz de Fora - Morro do Imperador - Wolmer Monteiro
  • Juiz de Fora - Monumento ao Cristo Redentor - Wolmer Monteiro
  • Juiz de Fora - Monumento ao Cristo Redentor - Wolmer Monteiro
  • Juiz de Fora - Vista da cidade - Wolmer Monteiro
  • Juiz de Fora - Vista parcial da cidade - Wolmer Monteiro
  • Juiz de Fora - Vista parcial da cidade - Wolmer Monteiro
  • Juiz de Fora - Vista parcial da cidade - Wolmer Monteiro
  • Juiz de Fora - Castelinho de Juiz de Fora - Bruno Guilarducci

Juiz de Fora! Juiz de Fora!
Guardo entre minhas recordações
Mais amáveis, mais repousantes
Tuas manhãs

                           (...)

Primeiro sorriso de Minas Gerais!

                                              
                                            
     Manuel Bandeira




Ao longo do Caminho Novo, hoje conhecido como Estrada Real, criado para ser a ligação entre a Capitania das Minas e a do Rio de Janeiro, surgiram diversos povoados estimulados pelo movimento das tropas que ali transitavam rumo ao litoral. À margem esquerda da estrada, acaba surgindo, então, um pequeno povoado próximo a uma propriedade rural que, com o tempo, passou a ser conhecida como “Fazenda do Juiz de Fora”.


Somente mais tarde, em 1836, quando o engenheiro alemão, Henrique Guilherme Fernando Halfeld, torna-se o responsável pela construção da estrada que ligaria Ouro Preto à região do Paraibuna, é que surge um aglomerado de casas à margem direita do Rio Paraibuna, formando um novo povoado bem próximo à estrada. “Ali se estabeleceu Halfeld, que construiu alguns ranchos; outras casas foram surgindo ... outros moradores do antigo povoado que havia nas imediações da Fazenda Velha, na outra margem do Rio paraibuna, transferiram-se depressa para o novo povoado que surgia tão auspiciosamente” .  (Dicionário Histórico e Geográfico de Minas Gerais)


Em 1850, a então Vila de Santo Antônio do Paraibuna era elevada à categoria de cidade e, quinze anos depois, ganhava o nome de Juiz de Fora. Este curioso nome gera muitas dúvidas quanto à sua origem. O Juiz de Fora era um magistrado nomeado pela Coroa Portuguesa para atuar onde não havia juiz de direito. A versão mais aceita pela historiografia admite que um desses magistrados se hospedou por pouco tempo em uma fazenda da região, passando esta a ser conhecida como a Sesmaria do Juiz de Fora. Mais tarde, próximo a ela, surgia o povoado.


A identidade exata e a atuação desse personagem na história local ainda são polêmicas. O Dicionário Histórico Geográfico de Minas Gerais faz a seguinte colocação: “a denominação de Juiz de Fora foi dada à cidade e ao município de Paraibuna, antiga Vila de Santo Antônio do Paraibuna, sem qualquer justificação histórica, arbitrariamente, como, aliás, têm sido feitas quase todas as alterações de topônimos em Minas. Não existe, na realidade, qualquer razão para explicar a origem do nome da cidade”.


No século 19, a economia mineira estava centrada na cafeicultura que se estabeleceu na Zona da Mata e Juiz de Fora se transforma em um dinâmico centro econômico, político, social e cultural. Aos poucos, suas funções se ampliam e a cidade ganha ares de cidade moderna, ponto de confluência da população circunvizinha. Ela ganha, também, um plano de demarcação e nivelamento de ruas, telégrafo, imprensa, banco e bondes. Depois, ocorre a implantação de iluminação pública, inicialmente, a gás e, depois, elétrica, a partir em 1889. Assim, Juiz de Fora se transforma numa das mais importantes localidades da Província de Minas Gerais. Sua vida cultural também foi intensa e, hoje, é representada pelos teatros, jornais, colégios e pela atividade literária. A própria arquitetura reflete a prosperidade econômica e cultural, por meio do estilo eclético e neogótico das construções.


Outra pessoa que muito colaborou para o desenvolvimento da cidade foi Mariano Procópio Ferreira Lage, que construiu a primeira via de transporte rodoviário do Brasil: a estrada União e Indústria, com 144 km de extensão, ligando Juiz de Fora a Petrópolis, com o objetivo de encurtar a viagem entre a Corte e a Província de Minas e de facilitar o transporte de café. Para sua construção, foram contratados técnicos, engenheiros e artíficies alemães. Anos depois, Mariano Procópio criou um núcleo colonial voltado para a produção de gêneros agrícolas, dando origem à Colônia D. Pedro II, composta de 1.162 imigrantes alemães. Esta colônia não conseguiu se manter por muito tempo, levando muitos colonos a abandonarem suas terras e partirem em direção à cidade, engrossando as fileiras do nascente proletariado industrial.


Os ganhos que Juiz de Fora obteve com o café, associados às facilidades de transporte, energia e mão-de-obra e acrescidos com a chegada de centenas de imigrantes italianos, possibilitaram um intenso desenvolvimento industrial. Os setores que mais se desenvolveram foram o da indústria têxtil e, em segundo lugar, o da produção de alimentos . No século 20, após viver um período de relativa decadência industrial a partir da década de 1940, Juiz de Fora passou a se destacar pelo crescimento dos setores comercial, industrial e de prestação de serviços, o que a coloca como uma das principais cidades de Minas Gerais e a Capital da Zona da Mata.


A Usina Hidrelétrica Marmelos-Zero, localizada às margens da Estrada União Indústria, foi a primeira cosntruída na América Latina, o que rendeu a cidade a denominação de "Farol do Continente". Hoje já desativada, dá lugar ao Museu da Usina Marmelos-Zero, administrado pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Seu acervo conta com peças, fotos, livros de registros e demais documentos da história da chegada da energia no município.


A cidade oferece boas opções de lazer e alguns atrativos culturais. O Museu Mariano Procópio, o primeiro de Minas Gerais, tem seu valioso e belo acervo tombado pelo Instituto Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. O seu acervo sobre o período imperial está entre os mais importantes do Brasil. Também tombado pela mesma instituição é o Cine Theatro Central, um dos mais importantes teatros mineiros e admirável exemplo da arquitetura eclética. O Espaço Mascarenhas,  Museu do Folclore, o Museu do Credireal e o Núcleo Histórico Ferroviário também são locais que merecem uma visita. O Parque do Museu Mariano Procópio e o Parque da Lajinha são alternativas para uma boa caminha ou, simplesmente, para relaxar em meio a uma bonita arborização.


Dos vários eventos que acontecem na cidade, dois merecem destaque: o Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga e o Miss Brasil Gay. Quanto às alternativas de passeios pela região, boas dicas são: o Parque Estadual do Ibitipoca, em Lima Duarte; a Fazenda Cabangu, da família Santos Dumont, no município de mesmo nome; e o pitoresco Distrito São José das Três Ilhas, pertencente a Belmiro Braga.


Pedro Nava, Murilo Mendes, Affonso Romano de Sant’Anna, Rubem Fonseca, Rachel Jardim, Fernando Gabeira e Eliardo França. Esses expressivos nomes da literatura brasileira são filhos de Juiz de Fora.

Fonte: Prefeitura de Juiz de Fora

 


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