Destinos

João Monlevade

Apresentação

  • João Monlevade - Fazenda Solar - Acervo/Programa Memória Arcelor Mittal
  • João Monlevade - Museu Monlevade do Ferro e do Aço - Acervo/Programa Memória Arcelor Mittal
  • João Monlevade - Fazenda Solar - Acervo/Programa Memória Arcelor Mittal
  • João Monlevade - Vista da Usina de Monlevade - Acervo/Programa Memória Arcelor Mittal
  • João Monlevade - Escola Municipal Centro Educacional João Monlevade - Acervo/Programa Memória Arcelor Mittal
  • João Monlevade - Igreja São José Operario - Acervo/Programa Memória Arcelor Mittal
  • João Monlevade - Cemitério histórico - Acervo/Programa Memória Arcelor Mittal
  • João Monlevade - Hospital Margarida - Acervo/Programa Memória Arcelor Mittal

Do trabalho, vontade e bravura
Deu-se início a uma bela história
De cidade, de gente e cultura
Que aos poucos conquista sua glória...



Construída para ser a primeira cidade operária do País, João Monlevade possui como elemento fundamental de sua identidade a atividade siderúrgica.


A comunidade, criada pela Companhia Siderúrgica Belgo Mineira, estabelecida como distrito do município Rio Piracicaba em 27 de dezembro de 1948, teve por um bom tempo seu desenvolvimento caracterizado pelo crescimento de dois povoados. Um deles, na região mais próxima à usina, ao longo do rio Piracicaba, onde surgiam cada vez mais conjuntos habitacionais, todos sob a supervisão da Belgo. E outro, a poucos quilômetros de distância, na região conhecida como Carneirinhos, onde se notava uma expansão nas atividades comerciais para atender às necessidades da população que trabalhava na usina.


Devido ao fato de João Monlevade não possuir sua emancipação política, toda a receita arrecadada com a implantação da Belgo Mineira na região era repassada para os cofres do município de Rio Piracicaba. Contudo, quando a população de Carneirinhos reivindicou recursos para a implantação de um sistema de esgoto, o distrito sede não quis investir no empreendimento. A insatisfação dos moradores acabou incentivando a criação de uma comissão, que atuou entre os anos de 1958 e 1962, na busca pela emancipação da cidade e, consequentemente, da implantação de infraestrutura fundamental para o distrito.


Com o desenvolvimento e crescimento populacional, os dois povoados tornaram-se um único núcleo urbano. A Lei nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, criou o município de João Monlevade. Carneirinhos acabou sendo transformado no centro comercial do município, característica que se preserva até hoje.


Portanto, ao evocar as memórias relativas à constituição do município de João Monlevade, é impossível deixar de mencionar a importância assumida pela presença de um francês na região, o engenheiro de minas Jean Antoine Felix Dissandes de Monlevade, homem que acabaria se tornando inspiração para o nome dado à cidade.


O estrangeiro veio a Minas com a intenção de estudar os recursos minerais da província do Estado e acabou adquirindo algumas terras, onde construiu a sede de sua fazenda que ficou conhecida como Solar de Monlevade, além de assentar as bases de uma próspera indústria de produção de ferro.


Em 1853, a fábrica de ferro fundada por Jean Monlevade já conseguia alcançar uma produção de aproximadamente 30 arrobas diárias de ferro, com uma média de 150 escravos movimentando 6 fornos. O ferro produzido era transformado em enxadas, foices, ferraduras, bigornas, entre outros utensílios. Quando faleceu, em 14 de dezembro de 1872, foi sepultado no mesmo cemitério que havia mandado construir para que fossem enterrados os escravos que trabalharam em sua fábrica e fazenda. Atualmente, o Cemitério Histórico de João Monlevade, denominação pela qual ficou conhecido, é um dos pontos turísticos mais visitados da cidade.


Após sua morte, a fábrica ficou sob os cuidados do seu filho João Paschoal de Monlevade. Em 1888, porém, com a Abolição da Escravatura, a fábrica teve intensificadas suas dificuldades com a mão-de-obra e em 1890 foi vendida para a Companhia Nacional de Forjas e Estaleiros, empresa fundada em 1845 pelo Barão de Mauá. Alguns anos depois, em 1897, a propriedade passou a pertencer ao Banco Ultramarino do Rio de Janeiro, permanecendo desativada até 1920. Nessa época o grupo belgo-luxemburguês ARBED adquiriu a antiga propriedade de Jean Monlevade.


Em 1917, Amaro Lanari, Cristiano Guimarães e Gil Guatimosin, jovens engenheiros formados pela Escola de Minas de Ouro Preto, conseguiram convencer o banqueiro Sebastião Augusto de Lima e o industrial Américo Teixeira Guimarães a investirem em um projeto ambicioso, ou seja, a criação de uma Companhia Siderúrgica na cidade de Sabará. Em 1921, com o propósito de aumentar o capital, a fábrica de Sabará firmou uma aliança com o grupo ARBED, na época proprietário da forjaria de João Monlevade. A partir dessa parceria, as siderúrgicas passaram a ser chamadas de Companhia Siderúrgica Belgo Mineira.


Por um bom tempo, as atividades da Belgo Mineira foram desenvolvidas apenas na usina em Sabará, já que João Monlevade ainda não possuía meios de transportes adequados. O problema foi resolvido em 1931, quando o presidente Getúlio Vargas assegurou aos investidores da ARBED que, em pouco tempo, os trilhos da estrada de ferro da Central do Brasil ligariam as cidades de Santa Bárbara e Rio Piracicaba.


Com a siderúrgica de Monlevade em funcionamento, foi necessária a construção de toda uma estrutura urbana a fim de receber os novos moradores que viriam ocupar os empregos oferecidos pela usina. Em 1934, foi realizado um concurso no qual arquitetos de todo o País puderam elaborar projetos para a futura “cidade operária”. O engenheiro Louis Jacques Ensch foi o escolhido para idealizar o distrito que viria a se tornar a cidade de João Monlevade e planejar e organizar a usina, definitivamente instalada no ano de 1935.


A distribuição da população nos espaços do distrito levava em conta a ocupação desempenhada pelo trabalhador, além do tamanho de sua família. Em 1938, estava prevista a construção de 300 moradias, preferencialmente destinadas aos trabalhadores casados. Também foram construídas edificações suntuosas, como o Cine Monlevade e o antigo Cassino, que, segundo a empresa Belgo – Grupo Arcelor, em breve será transformado em museu, abrigando o acervo significativo que a empresa possui.


Nos anos 50, a Usina da Belgo foi ampliada e modernizada, passando a ocupar importante espaço na produção de aço no País. O crescimento da usina encontrava-se diretamente associado ao desenvolvimento de João Monlevade, que, apesar de estar ligada politicamente ao município de Rio Piracicaba, permaneceria como um núcleo urbano privado, administrado pela companhia até os anos 60.


Economicamente o município sempre viveu da extração de recursos minerais, como o minério de ferro, as pedras preciosas e a produção de aço. Nos últimos tempos, o turismo também tem se tornado mais uma alternativa de investimento na cidade e alguns espaços merecem visitas. É o caso da Fazenda Solar, um marco histórico na construção da cidade; da Igreja de São José dos Operários, símbolo da cidade por sua arquitetura diferenciada; do Cemitério Histórico, local onde estão sepultados Jean Monlevade e Louis Ensch; da Gruta de Nossa Sra. Aparecida e do Centro de Educação Ambiental (CEAM), área de mata atlântica preservada pela Belgo Mineira.

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Região Turística
Central
  • Prefeitura
  • Rua Geraldo Miranda, 337 - Carneirinhos

    CEP 35930-027

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    Vice-Prefeito
    Wilson Bastieri

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