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Pico da Bandeira

© Euclides Dayvid Alto Caparaó - Cume do Pico da Bandeira - Siriema - Parque Nacional do Caparaó - Euclides Dayvid Cume do Pico da Bandeira - Siriema - Parque Nacional do Caparaó

O Circuito Pico da Bandeira se destaca pela beleza natural do Parque Nacional do Caparaó, já que ele corta a maioria das cidades. Dezenove cidades mineiras e uma capixaba compõem este circuito: Alto Caparaó, Alto Jequitibá, Caiana, Caparaó, Carangola, Dores do Rio Preto (ES), Durandé, Espera Feliz, Faria Lemos, Luisburgo, Manhuaçu, Manhumirim, Martins Soares, Mutum, Pedra Dourada, Reduto, Santana do Manhuaçu, São João do Manhuaçu, Simonésia e Tombos. Esses municípios têm a economia baseada na pecuária e na agricultura, sobretudo no cultivo do café.


O Pico da Bandeira, terceiro pico mais alto do país, é também a principal referência geográfica regional. Conta a lenda que, por volta de 1859, D. Pedro II determinou que fosse colocada uma bandeira do Império no pico mais alto da Serra do Caparaó. Acredita-se que a denominação "Pico da Bandeira" se deva, portanto, a esse fato. No parque estão outros picos, como o Pico do Cristal, o Pico do Calçado, o Pico do Cruzeiro e o Pico de Camilo.


A beleza natural da Serra do Caparaó atrai, anualmente, grande número de pessoas interessadas em desfrutar momentos inesquecíveis em um ambiente de tranquilidade e beleza.


Neste circuito, estão as terras mais altas da porção Sudeste do Brasil. O relevo é fortemente ondulado, as altitudes variam de 997 metros, no local denominado Vale Verde, até 2.890 metros, no seu ponto culminante, o Pico da Bandeira. O Vale Verde, cercado por matas com árvores finas e compridas e samambaias gigantescas, é cortado pelo Rio Caparaó, de águas bem cristalinas.


A história da região começa no final do século 18 com a procura de terras férteis, em razão do esgotamento das minas de ouro. A região era habitada por várias tribos indígenas originárias do Espírito Santo. No século 17, essas tribos chegaram à região fugidas das ofensivas dos colonizadores. As principais tribos eram a dos Goitacazes e a dos Puris. No entanto, a ocupação da área em alguns pontos não foi fácil por causa dos constantes embates com os índios.


Os pioneiros ficaram encantados com a fertilidade das terras; era o local perfeito para atividades agropecuárias. Ao longo do século 19, foram surgindo muitas fazendas, e a região passou a ser percorrida por tropeiros. Das fazendas e dos pousos de tropeiros, surgiram as cidades. Depois, foi a vez da chegada dos imigrantes: alemães, suíços, franceses, portugueses e libaneses. No final dos Oitocentos, a Estrada de Ferro Leopoldina, sinônimo de progresso, chegava à região. As lavouras de café foram bem-sucedidas e até hoje são o esteio econômico. Mas a produção leiteira também é boa e importante.


Os municípios que compõem o Circuito Pico da Bandeira possuem excelentes locais para passeio. A Pedra Dourada, com 1.379 m de altitude, localiza-se no município do mesmo nome e tem ao seu redor uma diversidade de árvores, flores e animais. É um atrativo ideal também para caminhada ecológica, acompanhamento e voo livre. As melhores quedas d'água são a Cachoeira Cassiano e a Cascata Mãe d'Água. A zona rural de São Francisco do Glória é rica em montanhas, açudes e lagoas, locais ideais para o lazer. Em Santana do Manhuaçu, o forte da visita são as cachoeiras do Bonifácio e do Cardoso. E Divino tem, em suas terras, partes do Parque Estadual Serra do Brigadeiro.


Em matéria de festas, Durandé realiza uma das melhores do Circuito - a Festa do Café com Leite, no dia 20 de setembro, com exposição agropecuária, concurso leiteiro, motocross, shows, rodeios, desfiles e leilões. Em Raul Soares, o Festival da Canção Popular revela e incentiva os artistas da região.


Em 1999, na vertente ocidental da Serra do Caparaó, foi criado o Parque Ecológico Municipal de Manhumirim ou Parque do Sagui, com área de 375 ha, sendo uma das boas opções de passeio ecológico na região.


Uma novidade do circuito é o "Caminho da Luz", inspirado no Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha. "O caminho é uma antiga ‘rota do século 18, que era percorrida por tropeiros, religiosos e aventureiros na travessia do Rio de Janeiro para o Espírito Santo, através das montanhas de Minas Gerais. O caminho tem início na cidade de Tombos e termina no Pico da Bandeira. São cerca de 200 km percorridos em sete dias de caminhada, passando por fazendas centenárias, matas, cachoeiras, santuários e antigas estações ferroviárias." (Estado de Minas - 5/12/2002).


Por ser uma nova rota, esse caminho ainda não ganhou reconhecimento nacional ou estadual na mídia. Todavia, é extremamente promissor e, com certeza, deverá se tornar um dos grandes atrativos do turismo mineiro. O caminhante tem orientação através de sinalização feita em todo o trajeto, desde Tombos (Circuito Minas-Rio) até a portaria do Parque Nacional do Caparaó.


O Circuito Pico da Bandeira foi certificado em 17 de fevereiro de 2006.
Certificação renovada em 2009/2010.


Presidente
Daniel Sathler
ctpicobandeira@hotmail.com


Vice-presidente
Darci Braga


Secretário
SJ de Moraes


2ª Secretária
Maria Aparecida Sales


Tesoureiro
Wanderlan Souza


Gestor
Francisco José Melo da Silva
32 3746-1326
32 9122-2135
31 9106-8181
demolinarimelo@yahoo.com.br


Secretária
Maria Aparecida Franco
33 8402-6128
germinarconsult@bol.com.br


Sede do Circuito
Praça Dr. José Augusto, 251 - Centro
CEP 36830-000
Espera Feliz

 


Site

www.circuitopicodabandeira.com.br

 

Telefones (Prefeitura)
32 3746-1306
32 3746-1326


As agências que operam este circuito são:
Primotur Turismo Ecológico - Belo Horizonte
31 3213-9839
www.primotur.com.br


Safari Viagens - Belo Horizonte
31 3072-0805 / 3088-8461
www.safariviagens.com.br


Atualizado em 2 de maio de 2011.

 

 

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