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Ecossistemas

© Marcelo Andrê Patrocínio - Campos - Marcelo Andrê Campos

Ecossistemas Florestais do Domínio Atlântico

Florestas Estacionais Semideciduais
A floresta estacional semidecidual descrita por Veloso et all (1991), é caracterizada por apresentar entre 20 e 50% do conjunto dos indivíduos com caducifolia e está  condicionada pela dupla estacionalidade climática, uma tropical com época de intensas chuvas de verão, seguida por estiagem acentuada e outra subtropical sem período seco,  mas com seca fisiológica provocada pelo intenso frio do inverno, com temperaturas médias inferiores a 15°


Matas de galeria

As matas de galeria ocorrem ao longo dos cursos d’água mais estreitos, posicionadas nas linhas de drenagem do terreno, em vales encaixados ou escavados, podendo estar cercadas por campos limpos, áreas de cerrado ou até mesmo formações de floresta estacional semidecidual. O dossel da floresta das duas margens do curso d’água costuma se fechar. Apresentam solos mais profundos que os ambientes campestres. Seus principais componentes são elementos arbóreos e epífitos.


Capões de mata – Mata de Galeria Inundável ou Floresta Paludosa

Os capões apresentam composição florística de matas alagáveis, com espécies que toleram inundação periódica ou contínua. Formam-se em solos mal drenados nas cabeceiras dos cursos d'água. Nos capões, em geral, o lençol aflora na maior parte do ano, sem formar necessariamente curso d'água, pelo menos não com drenagem principal definida. Ocorrem geralmente próximos a campos úmidos, fragmentos pequenos em geral de formato circular. Podem ser considerados como uma subdivisão das matas de galeria.


Matas ciliares
As matas ciliares apresentam solo mais bem drenado por ocorrerem em barrancos dos córregos que se inundam ocasionalmente. Diferentemente das matas de galeria, o dossel da vegetação estabelecida em cada uma das margens não se une. Formam-se somente nos grandes rios da área avaliada, em vales aplainados, em rios largos com meandros. Podem ser observadas nas margens do rio Jequitinhonha, com espécies típicas de ecossistemas florestais atlânticos, contudo margeadas por vegetação de cerrado denso.


As matas ciliares também são influenciadas pelo regime de cheia do rio, mas na época seca sofre maior estresse hídrico que as matas de galeria, havendo nesta fitofisionomia espécies decíduas. As matas ciliares e florestas estacionais diferem parcialmente pela flora e são definidas pela associação ou dissociação com os cursos d’água, respectivamente.


Campos Rupestres
Os campos rupestres apresentam dois tipos de definições: (i) stricto sensu, ou seja, somente a vegetação com fisionomia campestre (campos graminosos, campos brejosos e afloramentos rochosos); e (ii) lato sensu, que considera os campos rupestres como um conjunto de comunidades vegetais, associadas ao substrato de origem principalmente quatzítica e filítica, situados na Cadeia do Espinhaço em altitudes superiores à faixa de 900 metros (VITTA, 2002). 


O complexo de fitofisionomias que caracteriza os campos rupestres inclui formações campestres, savânicas e florestais, determinadas pelas variações do ambiente. Nos campos rupestres da região do Espinhaço, predominam fitofisionomias campestres associadas a solos originados da intemperização de rochas com alto teor de quartzo. Em meio a estes campos há uma grande diversidade de fitofisionomias determinadas pela complexidade da paisagem. Dependendo da profundidade do solo, ou ausência deste, têm-se mais ou menos espécies arbustivas e arbóreas.


Sobre afloramentos de rocha, que muitas vezes são a matriz da paisagem, predominam plantas arbustivas e herbáceas, especialmente aquelas com adaptações fisiológicas para condições de escassez de nutrientes e déficit hídrico. Porém, onde há rochas com mais fissuras e porosidade, o que resulta em maior disponibilidade de água, podem ocorrer fitofisionomias caracterizadas por espécies arbóreas. A drenagem do solo e disponibilidade hídrica são fatores também importantes para determinar a vegetação. Solos mal drenados são geralmente caracterizados pela dominância de espécies herbáceas, raros arbustos e total ausência de árvores. Solos bem drenados, ou de drenagem intermediária, podem apresentar formações florestais.


Ecossistemas Florestais do Domínio do Cerrado

Campo Sujo e Cerrado Ralo
Essa classe compreende variações de estrutura da vegetação onde predomina um estrato herbáceo arbustivo com variações de cobertura por arbustos de maior porte, arvoretas e raramente árvores. Os limites dessas variações são denominados campo sujo e cerrado ralo, o primeiro caracterizado como vegetação com menor complexidade estrutural (herbáceo e arbustivo) e o segundo com maior complexidade. Essa classe também pode compreender áreas de cerrado denso em regeneração que foram descaracterizados por fatores antrópicos e pela ação contínua do fogo.


O campo sujo corresponde a fitofisionomias campestres de aspecto savânico, se desenvolvendo principalmente em latossolos vermelho-amarelos ou variações similares a esses. Podem se encontrar descaracterizados pela ação do fogo e também pela pecuária extensiva em algumas áreas. O cerrado ralo caracteriza-se pelo predomínio de vegetação herbácea de gramíneas com subarbustos e arbustos de diversas famílias com portes variados, arvoretas e poucas árvores. Apresenta espécies lenhosas típicas espaçadas, xeromorfas e esclerificadas. 


Cerrado e Cerrado Denso
No cerrado denso predomina um estrato arbóreo-arbustivo nas áreas mais abertas, com variações de cobertura por árvores típicas do cerrado e arvoretas. O estrato arbóreo compreende pelo menos 50% da cobertura do solo até próximo de 100%, bem próximo de um limite que caracteriza o cerradão, contudo o dossel não se encontra totalmente fechado e ainda se observa estrato herbáceo arbustivo, porém mais ralo.


Em geral, caracteriza-se por árvores e arvoretas típicas do cerrado, com porte variando entre três e seis metros de altura, tortuosas, com ramificações irregulares e retorcidas, entremeadas à vegetação herbácea, subarbustiva e arbustiva. Os arbustos encontram-se espalhados e possuem cobertura de até 40%. Os subarbustos e ervas são bastante diversificados e o estrato herbáceo é bastante denso, apresentando cobertura de até próximo de 80%, com presença de gramíneas e ciperáceas, principalmente. 


Veredas
As áreas de veredas correspondem a um conjunto de três tipos de vegetação: áreas de  borda de veredas, áreas de brejo, com vegetação herbácea-arbustiva e o buritizal, onde predomina o buriti (Mauritia flexuosa), espécies arbóreas de pequeno porte e arbustos. As áreas de bordas, em áreas sem intervenções antrópicas, normalmente apresenta uma vegetação herbáceo-arbustiva em solo seco na estação seca e úmido na estação chuvosa, com aspecto de formação hidromórfica. Já nas áreas alagadas, é possível observar diversas espécies herbáceas de ambientes paludosos como Paepalanthus sp., Syngonanthus cf.  118 caulescens, Xyris sp., Rynchosphora, diversas espécies de gramíneas e Utricularia sp., além de espécies de leguminosas e compostas. 


Ecossistemas Campestres do Espinhaço


Campos Graminosos
Campo limpo em areia exposta fina. Extensas áreas de vegetação rasteira com arbustos espaçados, predominando as famílias Poaceae, Cyperacae, Asteraceae e Melastomataceae. Apresentam solos arenosos, frequentemente rasos. Os campos graminosos correspondem aos campos limpos do cerrado.


Podem ocorrer variações de denominação nesses campos tendo como referência a predominância marcante de algumas espécies como os campos de velózias, campos de arnica, campos de ciperáceas, campos de sempre-vivas, especialmente do gênero Comanthera, campos de xiridáceas. O padrão encontrado para todos esses tipos de campo decorre principalmente de aspectos físicos do solo arenoso de origem de quartzito com uma estrutura de vegetação herbáceo-arbustiva. 


Campos Brejosos – Campo limpo úmido
Os campos brejosos ou campos úmidos são solos hidromórficos, com grande quantidade de matéria orgânica que não se decompõe com facilidade, se acumulando devido ao encharcamento do solo que diminui a baixa taxa de oxigênio disponível para o processo de decomposição da matéria orgânica. Possuem aspecto turfoso, ficando encharcado em algum período do ano. São áreas de nascente onde ocorrem principalmente espécies herbáceas, apresentando uma grande abundância de Eriocaulacae, Cyperaceae, Xyridaceae, Poaceae, e também saprófitas, como as Burmanniaceae, e plantas carnívoras, como Droseraceae e Lentibulariaceae. (RAPINI et al, 2008).


Estes campos são bastante pressionados por ação antrópica. São os locais preferencialmente queimados para rebrota do capim, para alimentar o gado das comunidades na época de seca. O gado causa grave impactos nestes campos, como a compactação do solo pelo pisoteio e erosões nas trilhas de passagem do gado. A compactação do solo causa a redução da extensão das áreas úmidas, e impede a absorção das águas das chuvas, trazendo prejuízos ao lençol freático e nascentes. 


Rocha matriz exposta – Afloramento rochoso
São áreas onde ocorre o afloramento da rocha matriz, que, em geral, apresenta pequena deposição de sedimentos formando solos rasos, porém com teores mais elevados de matéria orgânica, predominando aí espécies rupícolas e saxícolas, especialmente aquelas da família Velloziaceae. (RAPINI et al, 2008).


Constituem verdadeiros mosaicos de vegetação a depender da profundidade do solo e da proteção pelo ressecamento pela ação do vento seco e do sol. Nas fendas podem ocorrer cerrados mais densos e matas; no topo podem ocorrer campos limpos ou úmidos.


Sobre a rocha nua, ocorre um menor índice de cobertura vegetal, sendo ocupadas principalmente por representantes das famílias Orchidaceae, Velloziaceae, Bromeliaceae e Cactaceae

 

Fonte
ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade

http://www.icmbio.gov.br/portal/ 

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