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Eduardo Frieiro

© Maria Lucia Dornas Belo Horizonte  - Eduardo Frieiro - Maria Lucia Dornas Eduardo Frieiro

Eduardo Frieiro


Cronologia
Nasceu: 5 de julho de 1889
Filiação: Melchíades Frieiro e Maria Joana Pampin - naturais da província de Pontevedra - Galiza
Faleceu: 24 de março de 1982, em Belo Horizonte
Natural de Matias Barbosa


Formação
Autodidata


Atividades
Tipógrafo
Redator da Imprensa Oficial
Secretário da diretoria da Imprensa Oficial
Redator da Imprensa Oficial
Escritor
Crítico literário
Professor de Literatura Hispano-Americana - Universidade Federal de Minas Gerais
Professor de Literatura Espanhola - Universidade Federal de Minas Gerais
Professor da História do Livro e das Bibliotecas - Universidade Federal de Minas Gerais
Conselheiro Editorial da revista Kriterion da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG
Acadêmico da Academia Mineira de Letras - cadeira nº 7
Fundador e diretor da Biblioteca Pública de Minas Gerais


Trajetória de vida
Em 1897, o casal de imigrantes espanhóis Melchíades e Maria Joana, junto com os filhos, mudou-se para Belo Horizonte em busca de oportunidades de trabalho que surgiam com a construção da nova capital do Estado de Minas.


Entre os anos de 1910 e 1920, Frieiro frequentava todas as noites como um devoto fervoroso a Biblioteca Pública Municipal, após suas atividades como ajudante de tipografia na Imprensa Oficial. Essas leituras seriam decisivas para a formação do intelectual.


O adolescente aspirante a tipógrafo revelara todo seu talento em 1918 ao ser aprovado em primeiro lugar no concurso para redator na Imprensa Oficial. "Quem lê muito, acaba sentindo uma necessidade incoercível de escrever. Foi o que me aconteceu. Escrever é uma forma de comunicação com os próprios leitores."


Nos últimos anos da década de 30, Frieiro já era um escritor respeitado, tendo sido convidado por intelectuais para compor a comissão de estudos para a fundação da Faculdade de Filosofia de Belo Horizonte, que mais tarde foi incorporada à UFMG.


Em 1935, já na casa dos quarenta anos, casou-se com D. Noêmia, filha de um comerciante português estabelecido em Belo Horizonte. O casal não teve filhos.


Em razão de uma grave infecção intestinal, foi operado na Casa de Saúde São Lucas, em 1939, pelo Dr. Juscelino Kubitschek de Oliveira; essa seria a última cirurgia do médico, que se "aposentava" da medicina para se dedicar à política.


Em 1941, começou a lecionar no Curso de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais onde atuou como professor catedrático de Literatura Espanhola e Hispano-Americana. Na Faculdade de Filosofia, ministrou aulas de Filologia Românica, além de lecionar História do Livro na Faculdade de Biblioteconomia. Por todos os seus méritos, recebeu da UFMG o título de Professor Emérito.


Outra homenagem recebida pela Universidade Federal de Minas Gerais foi o grau de doutor em Letras Neolatinas.


Eduardo Frieiro, ao longo da sua vida, contribuiu por mais de 40 anos com o jornalismo literário, assinando regularmente artigos para jornais e revistas.


Professor Frieiro faleceu no Hospital São Lucas, em Belo Horizonte, no dia 24 de março de 1982. A extrema-unção foi ministrada por Dom João Rezende Costa, seu colega da Academia Mineira de Letras.


No dia 29 de outubro de 2008, foi aberta na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa a exposição "Eduardo Frieiro: um retrato multifacetado". O objetivo era convidar o leitor a (re)encontrar esse escritor que integrou a geração responsável pela grande renovação da literatura mineira nas décadas de 20 e 30.


Obras
O Clube dos Grafômanos - 1927
O Mameluco Boaventura - 1929
Inquietude, melancolia - 1930
O Brasileiro não é Triste - 1931
A Ilusão Literária - 1932
O Cabo das Tormentas - 1936
Letras Mineiras - 1937
Os livros Nossos Amigos - 1941
Como era Gonzaga? - 1950
Páginas de Críticas - 1956
O Diabo na Livraria do Cônego e outros temas mineiros - 1957
A Alegre Arcipreste e Outros Temas de Literatura Espanhola - 1959
O Romancista Avelino Fóscolo - 1960
Vários Opúsculos - 1962
Feijão, Angu e Couve, ensaio sobre a comida dos mineiros - 1966
Torre de Papel - 1969
O Elmo de Mambrino - 1971
Novo diário - 1986


Prêmios
Prêmio Machado de Assis, Academia Brasileira de Letras - 1960.


Homenagens
rua Eduardo Frieiro, bairro Buritis, Belo Horizonte
rua Eduardo Frieiro, Campus da UFMG, Belo Horizonte
Escola Estadual Eduardo Frieiro - Mato Verde, Minas Gerais
Exposição Eduardo Frieiro: um retrato multifacetado - Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa. 2008
Mostra Literária Eduardo Frieiro - Matias Barbosa - 2010 e 2011
Livraria Eduardo Frieiro, Rua da Bahia, 1.148, sala 822 - Belo Horizonte



Bibliografia sobre Eduardo Frieiro
CARVALHO, Maria da Conceição. Cordialmente, Eduardo Frieiro: Fragmentos (auto) biográficos. Maria da Conceição Carvalho. Belo Horizonte, 2008. Disponível em: . Acesso em: data (Ex. 25 jul. 2012).


VIEIRA, Anna da Soledade. Eduardo Frieiro - Bibliografia. Trabalho de Conclusão de Curso de Bibliografia. Cadeira de Prática III. Professora Sônia Barros Costa. Escola de Biblioteconomia da UFMG. Belo Horizonte. M. Gerais. out. 1966.


BIBLIOTECA PÚBLICA ESTADUAL PROFESSOR LUIZ DE BESSA. Exposição Eduardo Frieiro: Um retrato multifacetado. Catálogo de exposição, Belo Horizonte, 2008.


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