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27. Rondon Pacheco

Rondon Pacheco

Rondon Pacheco

Cronologia
Nasceu: 31 de julho de 1919
Falescimento: 04 de julho de 2016
Filiação: Paulino Cota Pacheco e Nicolina dos Santos Pacheco
Natural de Uberlândia/MG

Formação
Bacharel em Direito - Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - 1943

Atividades
1º Secretário da Assembléia
Presidente do Diretório Acadêmico Afonso Pena
Deputado estadual - 1947 a 1951
Deputado federal - 1951 a 1971 e 1983 a 1987
Membro da Comissão de Constituição e Justiça e Comissão de Transportes - 1952 a 1966
Líder da União Democrática Nacional - 1959 a 1961
Secretário do Interior e Justiça - 1961 a 1962
Secretário-geral da Aliança Renovadora Nacional - 1966
Ministro chefe do Gabinete Civil de Costa e Silva - 1967 a 1969
Presidente da Aliança Renovadora Nacional - 1970
Governador - 1971 a 1975
Presidente da Usiminas
Presidente do Conselho Curador da Fundação Dom Cabral
Conselheiro representante do Estado de Minas Gerais da Fundação do Projeto Rondon

Trajetória de vida
O jovem empreendedor iniciou seus estudos secundários no Ginásio Mineiro de Uberlândia e logo depois foi para Belo Horizonte prestar um curso preparatório para o vestibular de Direito. Durante esse período, morou em uma pensão de estudantes a 200m do Palácio da Liberdade, na avenida Cristóvão Colombo. Quem diria que, algumas décadas após, o próprio Rondon estaria ocupando a cadeira de governamental do Estado?

Bacharel em Direito, formou-se pela UFMG, na turma de 1943 e exerceu suas atividades advocatícias em Belo Horizonte. Iniciou sua vida política sendo eleito para a Constituinte Estadual no ano de 1947. Foi autor da emenda que permitiu a aprovação do projeto que criou a assistência social destinada ao fomento agrícola, defendeu teses favoráveis ao cooperativismo e contra a intervenção estatal. Durante o governo de João Goulart, aliou-se aos movimentos conservadores que apoiaram a deposição do atual presidente.

Como deputado federal procurou desenvolver a região do Triângulo Mineiro e em especial sua cidade natal, Uberlândia. Conseguiu autorização para a criação da Escola de Engenharia de Uberlândia e acompanhou o processo de regulamentação das Faculdades de Direito e de Filosofia. No início da década de 70, Rondon foi indicado pelo próprio presidente da República e foi eleito governador de Minas pela Assembléia Legislativa em 1971. Em sua gestão, deu forte ênfase ao empreendedorismo e a criação de institutos que fomentassem o crescimento econômico em Minas Gerais.

"Empenhou-se Rondon Pacheco em intensificar o ritmo do crescimento econômico de Minas, buscando realizar plenamente o modelo de desenvolvimento industrial já perseguido por alguns dos governadores que o antecederam. Durante sua gestão, o aparato de governo modernizou-se sensivelmente, entrando numa nova fase avançada de racionalização administrativa" (Dicionário Biográfico de Minas Gerais)

Algumas ações do seu governo:
Instalação da Krupp Indústria Mecânica Ltda.
Fiat automóveis
Iº Plano Mineiro de Desenvolvimento Econômico e Social
Criação da Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Turismo
Construção da hidrelétrica de São Simão e da Termelétrica Igarapé
Ampliação da capacidade geradora da Usina de Volta Grande
Plano integrado da Região Metropolitana de Belo Horizonte
Reorganização do Instituto Estadual de Estatística e do Instituto de Geociências Aplicadas
Criação do Centro Tecnológico de Minas Gerais (CETEC)
Criação do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA)
Projeto Viana de Lima para restauração de Ouro Preto e Mariana
Criação da Casa Guimarães Rosa em Cordisburgo
Restauração das obras do Aleijadinho no Santuário de Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas
Instituição do prêmio literário Guimarães Rosa
Construção da CEASA

Homenagens
Reitor Honorário da Universidade Federal de Uberlândia
Doutor Honoris causa da Universidade Federal de Viçosa
Prêmio Governador Rondon Pacheco de mérito ao desenvolvimento


Em homenagem seu nome foi dado a

Rua Rondon Pacheco - Uberlândia
Avenida Rondon Pacheco - Uberlândia
Teatro Rondon Pacheco - Uberlândia
Policlínica da Universidade Federal de Uberlândia "Rondon Pacheco" - Uberlândia
Avenida Rondon Pacheco - Ipiaçu
Avenida Rondon Pacheco - Caxambu
Avenida Rondon Pacheco - Cássia
Aeroporto Rondo Pacheco - Arcos

Depoimentos
"A ida para Belo Horizonte exerceu profunda influência na minha vida, porque era uma cidade jovem. Naquele tempo, era uma cidade mais nova do que Brasília é hoje. Uma cidade de 40 anos de idade, artificial, para onde tinha ido um caldeamento das cidades mineiras, em torno da universidade. Cidade de 100 a 140 mil habitantes. Adorei Belo Horizonte. O clima, a bondade do povo, o acolhimento, o ambiente escolar, universitário, os colegas, a formação eclética, colegas de todas as cidades do interior de Minas. Aquela juventude exuberante. Fui para Belo Horizonte estudar e fui morar numa pensão de estudantes. Era ali na Savassi, em pleno coração da Savassi, naquela praça, no Abrigo Pernambuco. Morei ali na pensão da Dona Clara, senhora de Durval Gomes, no fundo do palácio; é só descer a Cristóvão Colombo, ali, a 200 metros do Palácio. Mal sabia que eu, um menino tentando entrar na Escola de Direito, fazendo o pré-jurídico, fosse um dia freqüentar o Palácio como governador. Assim é a vida, não é? Nesse tempo, em Belo Horizonte, eu me comunicava com a minha família só por carta, porque telefone era um drama. Para falar ao telefone, tinha de ficar seis horas na telefônica, numa fila. E aqui, a pessoa, em casa, não falava no interurbano. Tinha de ir esperar o chamado na telefônica. Eu falava de lá da telefônica de Belo Horizonte, na Avenida Afonso Pena, para a telefônica daqui. Este país era mudo! Este país não tinha telefones. A conquista telefônica é muito recente no Brasil, quem fez isso foi a Revolução de 64. Foi quem instalou o sistema de telecomunicações no país e criou o primeiro Ministério das Comunicações. É preciso reconhecer por quem foi feito e quem o fez." Depoimento gravado para o projeto "Centro de Memória da CTBC". Fonte:www.museudapessoa.net


"Quando podia, eu vinha de Belo Horizonte a Uberlândia. Às vezes demorava três dias, porque saíamos na Rede Mineira de Viação e eram 24 horas de Belo Horizonte a Uberaba. Isso quando o trem não descarrilava, o que era muito comum. Dormia em Uberaba, depois pegava a Mogiana. O trem passava às 13 h e chegava em Uberlândia às 18h. Mas era muito gostoso, eu tinha muito colega que viajava de segunda classe. Meu pai, com todo o sacrifício, fazia eu viajar na primeira classe do trem. Eu chegava com o guarda-pó todo queimado, porque era só fagulha. Viajava de guarda-pó por causa do carvão da Maria Fumaça. As refeições eram feitas no trem, no carro-restaurante." Depoimento gravado para o projeto "Centro de Memória da CTBC" Fonte:www.museudapessoa.net

 

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