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03. João Pinheiro da Silva

João Pinheiro

João Pinheiro da Silva

Cronologia
Nasceu: 16 de dezembro de 1860
Faleceu: 25 de outubro de 1908
Filiação: Giuseppe Pignataro (imigrante italiano que, ao chegar ao Brasil, adotou o nome de José Pinheiro da Silva) e Carolina Augusta de Morais.
Natural do Serro

Formação
Seminário de Mariana
Escola de Minas de Ouro Preto - curso inacabado - 1881
Bacharel em Direito pela Escola do Largo de São Francisco - São Paulo - 1883

Atividades
Zelador e preparador do laboratório de Física e Química da Escola Normal de São Paulo
Professor de Física e Química
Advogado - Ouro Preto
Secretário de governo e primeiro vice-presidente do Estado de Minas Gerais - 1889
Presidente interino do Estado de Minas Gerais - 1890
Presidente efetivado - 1890
Deputado federal - 1890
Industrial
Professor de Direito da Escola Livre de Direito de Minas Gerais - Ouro Preto
Vereador e presidente da Câmara de Vereadores da cidade de Caeté - 1899
Senador - 1905
Presidente do Estado de Minas Gerais - 1906

Trajetória de vida
Filho de um imigrante italiano e de uma caetanense, João Pinheiro teve de contar com a ajuda do irmão padre, do tio Luís Antônio Pinto e da Sociedade Beneficente Mineira da Academia de São Paulo "fundada em 1879 para proteger estudantes mineiros carentes de recursos pecuniários; amparava discretamente os mais pobres, graças às dádivas fornecidas pelos mais abonados" (Afonso Arinos de Melo Franco) para poder estudar e se formar em Direito.

Após obter o título de bacharel de Direito, estabeleceu-se em Ouro Preto, em 1888. Nesse mesmo ano, João Pinheiro participou da organização do Partido Republicano de Ouro Preto. Em janeiro do ano seguinte, para melhor divulgar as idéias republicanas, organizou com Antônio Olinto dos Santos o jornal "O Movimento".

João Pinheiro pertencia ao grupo dos chamados "históricos", ou seja, aqueles que militaram pela causa republicana durante o Império. Foi escolhido para secretário e primeiro vice- presidente de Estado, já que o Governo Provisório nomeou o "adesista" Cesário Alvim para o cargo de presidente de Estado.

Cesário Alvim deixou o cargo três meses depois para assumir como ministro do Interior. Em fevereiro de 1890, João Pinheiro assumiu o cargo de presidente do Estado, mas em agosto pediu demissão, por não concordar com a nomeação de Benjamim Constant sem a sua consulta. Justificou na sua carta de demissão, "o incidente que teve o desfecho que todos sabem é em si insignificantíssimo [...] Mas envolvia para mim um princípio da mais alta significação, qual é o da autonomia absoluta dos governadores [...] Nunca farei questão da minha pessoa, mas toda e absolutamente toda dos meus princípios, em que não transigirei uma só linha, em nenhuma hipótese ou por nenhum preço..."

Nos meses que esteve na Presidência do Estado, preocupou-se em desenvolver a agricultura e a mineração. No princípio desse mesmo ano, casou-se com Helena de Barros, sua ex-aluna na Escola Normal e filha de um rico proprietário de terras no interior paulista.

Em seu "Manifesto aos Mineiros", João Pinheiro expressou bem seu pensamento conciliador sobre o delicado momento de afirmação da República: "A representação de Minas, no Parlamento, não se pode compor exclusivamente de velhos republicanos; há de se compor também de elementos dos extintos partidos para a reconstrução da Pátria, que há de ser realizada por nós." Mas a conciliação não aconteceu, o golpe de 3 de novembro de 1891 foi um rompimento definitivo entre os históricos e os adesistas.

Apesar das divergências, João Pinheiro participou da elaboração da nova Constituição e, no fim do seu mandato como deputado federal em 1893, retirou-se da vida pública.

Sua vida passou a ser dedicada à criação e à administração de uma indústria de cerâmica de louças finas, porcelanas e material sanitário em Caeté. Retornou também as suas atividades acadêmicas como professor de Direito na Faculdade Livre de Direito em Ouro Preto.

O retorno à vida política aconteceu em 1899, quando foi eleito vereador em Caeté e assumiu a Presidência da Câmara Municipal, cargo que na época correspondia ao de prefeito municipal.

Em fevereiro de 1905, após indicação da comissão executiva do Partido Republicano Mineiro, João Pinheiro foi eleito senador da República. Um mês antes, havia lançado o Manifesto ao Eleitorado Mineiro, no qual expôs suas idéias políticas, decorreu sobre a economia brasileira e fez uma análise dos primeiros quinze anos do regime republicano.

Ocupou o cargo de senador por pouco tempo, em 7 de setembro de 1906 tomou posse como presidente eleito do Estado de Minas Gerais. No seu governo, as prioridades foram a agricultura e a educação. Por meio das colônias agrícolas, procurou fixar o homem à terra. Mas suas ações baseadas no Manifesto-Programa lançado em Caeté durante a campanha eleitoral foram interrompidas por sua morte prematura no dia 25 de outubro de 1908, aos 48 anos de idade. "[...] interrompe uma das mais firmes e coerentes carreiras públicas do país. Abre também uma acirrada disputa na política mineira, que iria colocar em campos opostos jovens e velhos políticos, cujo desfecho só se deu com a Revolução de 30. Consequências que revelam a importância fundamental de João Pinheiro como a principal figura de Minas Gerais na implantação e consolidação da República brasileira" (Alisson Mascarenhas Vaz).

Fonte de pesquisa: Governadores de Minas. Imprensa Oficial. Setembro de 2001.

Homenagem
Em justa homenagem, seu nome foi dado:
Cidade de João Pinheiro - Minas Gerais
Avenida João Pinheiro - Belo Horizonte
Rua João Pinheiro - Caeté
Museu Casa João Pinheiro - Caeté
Fundação João Pinheiro - Belo Horizonte
Rua João Pinheiro - Juiz de Fora

 

 

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