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11. Júlio Bueno Brandão

Bueno Brandão

Júlio Bueno Brandão

Cronologia
Nasceu: 11 de julho de 1858
Faleceu: 21 de março de 1931
Filiação: Francisco de Paiva Bueno e Francisca de Paiva Bueno
Natural de Ouro Fino/MG

Formação
Bacharel em direito - 1879

Atividades
Elegeu-se seguidamente vereador e, durante vários períodos, agente executivo municipal -1883
Nomeado presidente do Conselho de Intendência de Ouro Fino, durante o governo Bias Fortes - 1891
Presidente da Câmara Municipal - 1892
Deputado estadual, chegando à reeleição - 1893
Senador federal - 1897
Reeleito senador federal - 1900
Presidente do Estado - 1908-1909
Presidente do Estado - 1910-1914
Deputado federal - 1916
Presidente da Comissão de Finanças - 1923
Senador federal - 1924
Representante do Brasil na Conferência Interparlamentar do Comércio, em Paris - 1928

Trajetória de vida
Júlio Bueno Brandão fez o curso primário em Ouro Fino. Seu primeiro emprego foi no comércio de seu pai, como balconista. Bueno Brandão estudou sozinho e, em 1879, ano em que completou 21 anos, prestou exame de qualificação e passou a advogar em sua cidade natal. Muitos estudiosos o consideram o autodidata que mais se destacou no cenário da magistratura mineira.

A vida política desse dinâmico ouro-finense começou em 1892. Nesse ano, Bueno Brandão elegeu-se vereador de Ouro Fino e presidente do Poder Executivo Municipal. Ainda jovem, foi componente atuante do Movimento Republicano Mineiro, no qual esteve de 1870 a 1889.

No governo de Bias Fortes, em 1891, foi nomeado presidente do Conselho de Intendência de Ouro Fino. Bueno Brandão ficou nesse posto até 1892, quando foi eleito presidente da Câmara Municipal e reconduzido à Presidência Municipal até 1901. Nesse cargo, reativou a economia do município de Ouro Fino, que estava estagnada desde o fim da atividade mineradora. Como presidente municipal, fundou a Associação Jornalística e Literária e o jornal Gazeta de Ouro Fino; criou a escola primária municipal; fundou a Escola Prática de Agricultura; construiu estradas municipais; cuidou da urbanização da cidade e ampliou a rede de abastecimento de água.

Sua atuação em Ouro Fino o projetou para a política estadual. Em 1893, elegeu-se deputado estadual, chegando à reeleição até 1898. Na Assembléia, foi líder do governo, relator da Comissão de Orçamento e presidente da Comissão de Assuntos Municipais. De 1897 a 1899, ocupou também a vaga de senador federal. Foi reeleito em 1900, exercendo a função por mais oito anos, quando ocupou a 2ª Secretaria do Senado e se empenhou para a aprovação da reforma eleitoral, conhecida como Lei Rosa e Silva.

Durante algum tempo, acumulou a senatoria e a vice-presidência de Minas Gerais, tendo como presidente João Pinheiro. Após a morte de João Pinheiro, Bueno Brandão foi presidente estadual (1908-09), dando continuidade ao governo do falecido presidente. Ao concluir seu período governamental, voltou para Ouro Fino.

Wenceslau Brás venceu e assumiu a Presidência do Estado durante o restante do quadriênio de João Pinheiro. Brandão, que estava em Ouro Fino, permaneceu pouco tempo no município: ele havia sido eleito para presidir o Estado de 1910 a 1914. Uma de suas iniciativas como presidente de Minas foi a promoção da reforma na divisão administrativa do Estado, resultando na criação de 40 municípios.

Em 1913, o gaúcho Pinheiro Machado tentou desviar Bueno Brandão da política do "Café-com-Leite", candidatando-se em sua chapa como vice-presidente da República. Júlio Bueno Brandão não aceitou a manobra - percebeu a tempo que o objetivo de Pinheiro Machado era afastar o candidato de São Paulo, Campos Sales, e neutralizar a influência mineira na eleição. A atitude de Bueno Brandão culminou na criação do Pacto de Ouro Fino. Esse tratado garantiu a aliança entre Minas Gerais e São Paulo por mais 20 anos.

Bueno Brandão volta para Belo Horizonte em 1916 para exercer o cargo de senador mineiro. Depois, seguiu para o Rio de Janeiro para assumir o posto de deputado federal, renunciando ao posto estadual.

Permaneceu na Câmara dos Deputados até 1923. Foi presidente da Comissão de Finanças, de 1920 a 1921, além de líder da maioria e presidente da Mesa Diretora. Em 1924, voltou ao Senado Federal, ficando até 1930. Nesse ano, Bueno Brandão foi o único senador a votar contra o estado de sítio em Minas Gerais. O político comandou a discussão sobre a reforma constitucional de 1926. Em 1928, foi representante do Brasil na Conferência Interparlamentar do Comércio, em Paris.

A obra mais importante do governo de Bueno Brandão para Minas talvez seja o projeto de desenvolvimento regional e municipal aprovado pela Lei Estadual nº 546, de 27 de setembro de 1910. O projeto garantia empréstimo aos municípios para instalação dos serviços de energia elétrica, saneamento, construção de estradas e de escolas. Os municípios podiam requerer o empréstimo mediante projeto que apresentasse o planejamento para as cidades e as metas a ser alcançadas.

Júlio Bueno Brandão foi político, magistrado, advogado e jornalista. Mas, sobretudo, foi um mineiro que defendeu as cores de Minas Gerais durante toda sua trajetória política.

Homenagens
Em homenagem seu nome foi dado :
Cidade de Bueno Brandão, MG
Cidade de Buenópolis, MG
Fórum Júlio Brandão, Ouro Fino, MG
Rua Bueno Brandão, Tupaciguara, MG
EE.Bueno Brandão, Uberlândia, MG

 

 

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