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Eduardo Gonçalves de Andrade - Tostão

Tostão

 

Cronologia

Nasceu: 25 de janeiro de 1947
Natural de Belo Horizonte

 

Formação
Graduado em  Medicina – Universidade Federal de Minas Gerais

 

Atividades
Jogador de futebol
1962 a 1963 – América Futebol Clube / MG
1964 a 1971 – Cruzeiro Esporte Clube / MG
1972 a 1973 – Vasco da Gama /RJ
Médico
Professor
Cronista esportivo

 

Trajetória de vida
Considerado um dos melhores jogadores da história do futebol brasileiro, Eduardo Gonçalves de Andrade, o Tostão, iniciou sua carreira no América Mineiro, transferindo-se logo depois para o Cruzeiro Esporte Clube. Jogador de excepcionais habilidades, garantiu uma vaga na Seleção Brasileira de 1970, arrebatando os fãs do futebol de todo o mundo. “Jogador elegante, com uma extraordinária visão de jogo, Tostão tornou-se um dos maiores ídolos do futebol brasileiro, depois de brilhar pela Seleção Brasileira na brilhante campanha que rendeu o tricampeonato mundial, em 1970.“ (Gazeta Esportiva.net)

 

As qualidades de Edu foram mostradas ao Brasil quando o Cruzeiro derrotou o temível Santos comandado por Pelé. Por 6 a 2. Em 1996, a Taça Brasil foi conquistada pelo time mineiro. Em 1969, uma bolada no olho esquerdo, recebida durante uma partida, provocou um sério deslocamento da retina. Os primeiros tratamentos garantiram sua convocação para a Seleção Brasileira de 1970. Dois anos depois, foi vendido ao Vasco da Gama por 2,5 milhões de cruzeiros, até então a maior transação já efetuada entre times brasileiros. Algum tempo depois, o problema ocular se agravou, e, em 1974, aos 27 anos, Eduardo Gonçalves de Andrade encerrava sua carreira, curta, mas vitoriosa. “Tostão é referência para qualquer um que goste de um futebol de alto nível técnico. Sem dúvidas, o maior talento que já vestiu a camisa do Cruzeiro Esporte Clube. Foi o maior jogador mineiro depois de Pelé.” (Comentário de Milton Neves). Ainda é o maior artilheiro da história do Cruzeiro com 248 gols, mesmo tendo abandonado o futebol aos 27 anos.


Com a carreira encerrada, Tostão dedicou-se aos estudos e formou-se em Medicina; tornou-se professor da área médica, a qual se dedicou durante 18 anos. O amor ao esporte acabou por trazer-lhe novamente ao futebol, já que hoje é um dos mais respeitados cronistas esportivos, escrevendo para mais de 20 jornais brasileiros. Em 1977, lançou o livro Tostão: lembranças, opiniões, reflexões sobre futebol.


Título/Prêmio
Campeão da VII Taça Brasil pelo Cruzeiro Esporte Clube – 1966
Tricampeão mundial pela Seleção Brasileira –  1970
Campeão mineiro pelo Cruzeiro Esporte Clube – 1965, 1966 ,1967, 1968 e 1969
Campeão da Copa Rio Branco pelo Cruzeiro Esporte Clube – 1967
Campeão da Minicopa pela Seleção Brasileira – 1972
Campeão da Copa Roca pelo Cruzeiro Esporte Clube –
1971
Campeão da Copa da Independência do Brasil pelo Vasco da Gama
– 1972
Goleador por três edições seguidas do Campeonato Mineiro: – 1966, 1967 e1968
Artilheiro da última edição da Taça de Prata – 1970

Melhor artilheiro do campeonato do Estado de Minas Gerais – 1965, 1966, 1967, 1968
Bola de Prata brasileira (Placar) – 1970
Melhor artilheiro da Coupe Robertão –
1970
Melhor jogador sul-americano (El Mundo-Venezuela) – 1971


Crônica

 

Futebol, TV e Violência
Durante oito anos, de 1994 a 2002, acompanhei no estádio a maior parte dos treinos e jogos da Seleção, estive presente nos últimos três mundiais e assisti às principais partidas das equipes brasileiras.

Nos últimos anos, mudei de vida, fui sentir o cheiro do verde, escutar os passarinhos e passei a ver a maioria dos jogos pela televisão. Agora tenho mais informações e vejo um número muito maior de partidas, em todo o mundo. Perco alguns detalhes técnicos e táticos.

Quando assistimos a uma partida pela TV, não vemos com os nossos olhos, e sim com os olhos de quem trabalha atrás da câmera e na edição das imagens. O operador não vê o jogo. Vê imagens. A imagem é fria, insensível e não pensa. Imagem não é tudo.

O fato de ter sido um jogador que tinha a preocupação de observar o conjunto e um comentarista de partidas ao vivo pela TV, nos estádios, durante muitos anos, me deu condições para imaginar e deduzir alguns detalhes técnicos e táticos que a imagem não mostra. Tento — e muitas vezes consigo — diferenciar o jogo editado do verdadeiro.

O ideal seria ir bastante aos estádios, ver todos os jogos e noticiários pela TV e ainda assistir aos treinos das equipes. Isso não é possível. O ideal é algo inatingível, com uma distância variável da realidade, que serve de referência para os nossos sonhos.

Pretendo ir mais aos estádios, mas fico desestimulado ao ver agressões verbais e físicas, pontapés e socos, como aconteceu em vários jogos na última semana. Isso não é futebol. Os agressores e os árbitros incompetentes precisam ser punidos.

Ao mesmo tempo em que começam a melhorar as condições dos estádios e se reduzem as brigas nas arquibancadas por causa do Estatuto do Torcedor, aumenta a violência nos gramados. Tudo começou com excesso de faltas, algumas violentas, e já virou literalmente caso de polícia. Aonde isso vai chegar?”

 

Eduardo Gonçalves de Andrade

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