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Heleno de Freitas

© Dalmo Filho São João Nepomuceno - Monumento a Heleno de Freitas - Dalmo  Filho  Monumento a Heleno de Freitas

Cronologia
Nasceu: 12 de dezembro de 1920
Morreu: 8 de dezembro de 1959
Filiação: Oscar de Freitas e Maria Rita
Natural de São João Nepomuceno/MG


Formação
Bacharel em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro - 1947


Atividades
Jogador de futebol - centroavante
Comerciante


Trajetória de vida
O polêmico, elegante, galanteador e instável Heleno de Freitas, conhecido por seu temperamento forte e impulsivo, mudou-se para o Rio de Janeiro com sua família logo após a morte do seu pai, em 1932. Aos 12 anos, o notável estilista do futebol sul-americano já brilhava nos campos arenosos da praia de Copacabana. Começou em 1934 jogando pelo juvenil do Botafogo, clube que aprendeu a amar, e logo se tornou sócio-atleta. Ainda nos "Juvenis", teve rápida passagem pelo Fluminense, retornou ao Botafogo e foi vendido para O Boca Junior, da Argentina, em junho de 1948.


No início de julho, Heleno voltou ao Rio de Janeiro para casar-se com Hilma, filha de um diplomata, com quem teve um filho, Luiz Eduardo. Esse diplomata era colega do poeta Vinícius de Morais. Como presente de casamento, o poeta dedicou ao noivo a poesia: "Poema dos Olhos da Amada". Quando voltou para Buenos Aires, descobriu que os jogadores estavam em greve por melhores salários e condições de trabalho. Heleno ficou atormentado e afastou-se da mulher, que à época estava grávida.


Quando voltou ao Brasil, vestiu a camisa do Vasco da Gama onde conquistou seu único título de campeão carioca, em 1949. Viveu em paz até que, num coletivo, saiu de campo esbravejando: "Estes dois aqui (apontou para Maneca e Ipojucan) não me passam a bola porque não querem. Aqueles (indicou) não passam porque não sabem. Não tenho nada a fazer aqui". Mais adiante, discutindo com o técnico, Flávio Costa, apontou uma arma descarregada. Após a briga, Heleno foi jogar na Colômbia no mesmo ano. Em 1951, retornou ao Brasil e assinou com o América Carioca. No clube de Campos Sales, somente jogou 35 minutos e foi expulso. Foi também seu primeiro e único jogo no Maracanã. A partida foi contra o São Cristóvão, e o América perdeu.


A partir de 1951, outra realidade, longe dos holofotes do glamour e da vida boemia, estava predestinada para o craque do futebol brasileiro. Uma jornada em direção ao profundo abismo do inconsciente, marcada pelas trevas insondáveis da loucura. Muito se falava a respeito da suposta doença de Heleno, mas ninguém imaginava de que se tratava de sífilis cerebral. Quando finalmente ele resolveu ir ao médico, por insistência de amigos e parentes, já era tarde demais. Os vários exames realizados constataram que o craque sofria com a sífilis na cabeça, em estado bastante adiantado.


No ano de 1953, sua família decidiu interná-lo em um sanatório na cidade de Barbacena. Após 6 anos de reclusão, dores e conflitos psíquicos, em 1959 e com 39 anos de idade, a imprensa noticiava sua morte. Heleno de Freitas morreu sem saber que o País venceria a Copa do Mundo na Suécia, e que ele seria protagonista de um filme - Heleno, de Gilberto Macedo -, ou peça teatral - Heleno/Gilda, de Edilberto Coutinho.


Homenagem/ Título/ Prêmio
Título
Campeão Carioca:1949 (Vasco)
Copa Rocca:1945
Copa Rio Branco:1947 (Seleção Brasileira)


Homenagem
Estátua em Barranquila na Colômbia "El Jogador" - Museu do Esporte


Cinema
Heleno, de Gilberto Macedo


Teatro
Heleno - Gilda, de Edilberto Coutinho

 
Livro
Nunca houve um homem como Heleno. Marcos Eduardo Neves. Rio de Janeiro: Ediouro, 2006.

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