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10. Francisco Antônio de Salles

Francisco Salles

Francisco Antônio de Salles

Cronologia
Nasceu: 20 de janeiro de 1863
Faleceu: 16 de janeiro de 1933
Filiação: Firmino Antônio de Salles e Anna Candido de Salles
Natural de Lavras/MG

Formação
Curso de Direito - Faculdade de São Paulo -1886

Atividades
Juiz Municipal de Lima Duarte e deputado estadual Constituinte - 1891
Assume as Secretarias das Finanças no governo Bias Fortes - 1895
Eleito membro da Comissão Executiva - 1898
Senador estadual da 3ª Legislatura - 1899
Prefeito de Belo Horizonte, nomeado por Silviano Brandão - 1899
Deputado federal para a 4ª Legislatura - 1900
Assume a Presidência de Minas Gerais após o falecimento de Silviano Brandão - 1903
Senador federal - 1906
Ministro da Fazenda do governo Hermes da Fonseca - 1910
Senador federal - 1915

Trajetória de vida
Francisco Salles foi alfabetizado pelo educador padre Américo Brasileiro. Em seguida, foi buscar, no Seminário de Mariana, os conhecimentos secundários e preparatórios, que concluiuem Ouro Preto, em 1881. Nesse mesmo ano, iniciou o curso de Direito em São Paulo.

Durante o período acadêmico, Salles aderiu ao Clube Republicano Paulista, em pleno regime monárquico. Voltou a Lavras como bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais e abriu banca de advogado, dedicando-se à propaganda republicana e pronunciando conferências.

Francisco Salles entregou-se à militância partidária em 1891. Nessa época (após a Proclamação da República), exerceu o cargo de juiz municipal de Lima Duarte. As conferências de cunho político que realizava nas diversas cidades da região mostraram-lhe sua verdadeira vocação. Ele abandona a judicatura e passa a dedicar-se plenamente à política.

Salles foi indicado para o Congresso Constituinte mineiro. No período de 1891-1895, foi eleito deputado estadual constituinte. Terminado o mandato, assumiu a Secretaria das Finanças do governo de Bias Fortes. Nesse período, acumulou um cargo na Secretaria de Agricultura, Comércio e Obras Públicas, substituindo Francisco Sá.

No governo seguinte, permaneceu na Secretaria de Finanças até outubro de 1898. Como secretário de Finanças, Francisco Salles procurou imprimir mais rigor na elaboração do orçamento público, para evitar déficit. Ainda em 1898, foi eleito pelo Partido Republicano Mineiro (PRM) membro da Comissão Executiva que dirigia a vida política de Minas, e, durante muito tempo, sua liderança não foi contestada.

Em 1899, foi eleito senador estadual da 3ª Legislatura, mas renunciou antes de tomar posse, por ter sido nomeado prefeito de Belo Horizonte, pelo então presidente do Estado, Silviano Brandão. Salles ocupou a Prefeitura entre janeiro de 1899 e setembro do mesmo ano.

Depois do seu curto mandato, foi enviado à Câmara Federal, que representava o ápice da carreira legislativa e funcionava como um "estágio" para cargos executivos.

Em 1900, foi eleito deputado federal para a 4ª Legislatura. Nesse período, fez parte da Comissão do Reconhecimento de Poderes e foi líder da Bancada Mineira.

Após a morte do presidente estadual Silviano Brandão, o nome de Francisco Salles foi indicado pelo PRM para substituí-lo. A indicação vingou, e Salles assumiu a Presidência de Minas. Dentro das realizações do novo presidente, está a organização do 1º Congresso Agrícola, Industrial e Comercial, em 1903. Desse congresso surgiram as diretrizes para a nova política econômica de Minas Gerais e do País, como o protecionismo, a legislação das águas, a regulamentação do aproveitamento do subsolo pelo Código de Minas, a valorização do café e a estabilização da moeda.

Outras iniciativas realizadas pelo presidente estimulavam as atividades produtivas, como a redução dos custos de transportes. A normalização foi uma de suas principais preocupações, o que levou a uma rigorosa economia de orçamentos. Francisco Salles também prezava pelo bom funcionamento dos serviços públicos.

Logo após o mandato como presidente do Estado, Salles foi eleito senador federal: seu mandato era de 1906 a 1911. Em 1910, renunciou ao cargo para ser ministro da Fazenda, do governo de Hermes da Fonseca. Salles buscou reorganizar as finanças públicas e o crédito interno e externo, além de autorizar a aquisição de barras de prata para a cunhagem de moedas, para substituir as cédulas de mil e de dois mil réis. A intenção de Salles com tal medida era diminuir a distância em que se colocava a moeda nacional em relação à libra inglesa.

Francisco Salles, porém, não conseguiu o que almejava - não foi possível a emissão de certa quantidade de mil réis em ouro. Triunfou a volta da moeda de níquel e cobre. Isso evitou que a indústria passasse a empregar a prata amoedada com finalidades industriais.

Essa iniciativa rendeu a ele muitas críticas e seu enfraquecimento como ministro. A oposição ao estilo político de Francisco Salles começou com Artur Bernardes, no final de 1910. Enquanto permaneceu na chefia do PRM, Salles assegurou o poder das lideranças na base municipal.

Salles retornou ao Senado Federal em 1915, cumprindo seu mandato até 1923. Nesse período, foi membro das Comissões de Redação de Leis, de Saúde Pública e de Estatística e Colonização. Em conseqüência das desavenças entre sua ala (salismo) e a de Artur Bernardes (bernadismo), acabou renunciando à Presidência do partido político e à condição de membro da Comissão Executiva do PRM. Ao abandonar a política, dedicou-se às atividades agrícolas e industriais, das quais não se afastou até seu falecimento.

Político, magistrado, advogado, empresário e professor, Francisco Salles foi um republicano como poucos. Lutou por Minas e escreveu seu nome no cenário nacional, com uma política voltada para o bem comum, e não para o seu próprio interesse.

Homenagem
Em justa homenagem seu nome foi dado
Avenida Francisco Salles - Belo Horizonte/MG
Avenida Francisco Salles - Poços de Caldas/MG
Rua Francisco Salles - Lavras/MG
Escola Estadual Francisco Salles - Belo Horizonte/MG

 

 

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