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02. José Cesário de Faria Alvim

Cesário Alvim

José Cesário de Faria Alvim

Cronologia
Nasceu: 7 de junho de 1839
Faleceu: 3 de dezembro de 1903
Filiação: José Cesário de Faria Alvim e Teresa Januária Carneiro
Natural de Pinheiros Altos, distrito de Piranga/MG

Formação
Bacharel em Direito - 1862

Atividades
Secretário da Repartição de Polícia - 1856
Colaborador do jornal "O Futuro" - 1862
Deputado à Assembléia Provincial - 1864 a 1867
Deputado à Câmara Geral do Império - 1867 a 1868
Presidente da Província do Rio de Janeiro - 1884
Senador - 1886 a 1889
Governador Provisório de Minas Gerais - 1889 a 1890
Ministro do Interior - 1890
Presidente Constitucional do Estado - 1891 a 1894
Prefeito do Rio de Janeiro - 1898 a 1900

Trajetória de vida
José Cesário de Faria Alvim nasceu no dia 7 de junho de 1839, no arraial do Pinheiro, hoje Pinheiros Altos, Distrito de Piranga, onde cursou o primário. Fez o segundo colegial na cidade de Mariana e chamou a atenção do bispo D. Viçoso pelos seus dotes oratórios. Em Ouro Preto, em 1856, concluiu os estudos preparatórios.

Bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo, em 1862, e, dois anos após se formar, em 1864, retornou a Minas Gerais para ser deputado liberal à Assembléia da Província, reelegendo-se, sucessivamente, até 1867, quando foi deputado à Câmara Geral do Império até a sua dissolução em 1868.

Alvim voltou à Câmara em 1877, sendo conduzido à legislatura até 1880. Pressionado por seu líder, Afonso Celso, Alvim investiu contra Cotegipe da tribuna da Câmara no dia 10 de julho de 1877. Tal fato culminou no maior escândalo político da época - A Batalha com Cotegipe - e na consequente ruptura de uma amizade irreparável.

Em relação a esse episódio, por duas vezes, Afonso Celso acusou Cesário Alvim de ter atacado Cotegipe por ressentimentos pessoais, ao que Alvim retrucou, dizendo que só seguiu instruções de seu ex-amigo Afonso. Na verdade, Afonso buscava o apoio de Cotegipe junto ao imperador para ser designado presidente do Conselho, o que veio a ocorrer. Quando o visconde de Ouro Preto assumiu a chefia do último gabinete imperial, Alvim passou para a oposição e tornou-se republicano, no mesmo dia em que os seus correligionários voltavam ao poder.

Com a Proclamação da República, Alvim tornou-se o primeiro presidente do Estado de Minas Gerais. Foi designado pelo marechal Deodoro da Fonseca, no dia 25 de novembro de 1889, e desempenhou seu cargo até 10 de fevereiro de 1890. Em homenagem ao mártir da Inconfidência Mineira, ao assumir o governo, Cesário Alvim mudou o nome de São José del-Rei para Tiradentes.

Em 1890, deixou o governo de Minas para aceitar o convite de Deodoro da Fonseca para ocupar o Ministério do Interior, em substituição a Aristides Lobo. No desempenho do cargo, revogou os decretos que ordenavam o banimento de antigos chefes políticos, entre os quais o visconde de Ouro Preto e a família imperial. Em setembro desse mesmo ano, foi eleito senador por Minas para o Congresso Constituinte Federal e para a primeira legislatura ordinária (1891 - 1894).

De 31 de dezembro de 1898 a 23 de maio de 1900, exerceu o cargo de prefeito do Distrito Federal (Rio de Janeiro). Faleceu no dia 3 de dezembro de 1903, aos 64 anos, no Rio de Janeiro. A sua atuação política, sempre focada na justiça tranquilizadora, combatia o exagero dos extremos.

Homenagem
Em justa homenagem, seu nome foi dado à:
Cidade de Alvinópolis - Minas Gerais 
Avenida Cesário Alvim - Uberlândia/MG
Avenida Cesário Alvim - Itajubá/MG
Rua Cesário Alvim - Belo Horizonte/MG
Rua Cesário Alvim - Patrocínio/MG
Rua Cesário Alvim - Barbacena/MG
Praça Cesário Alvim - Caratinga/MG
Praça Cesário Alvim - Ouro Preto/MG
Escola Estadual Cesário Alvim - Belo Horizonte/MG

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