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Clara Nunes

Clara Francisca Gonçalves


Cronologia

Nasceu: 12 de agosto de 1942
Filiação: Manuel Araújo e Amélia Nunes Gonçalves
Faleceu: 2 de abril de 1983, no Rio de Janeiro/RJ
Natural de Caetanópolis/MG


Formação

Segundo grau


Atividades

Tecelã
Cantora


Trajetória de vida
Clara Nunes nasceu em Caetanópolis, na época em que a cidade ainda era o distrito do Cedro e pertencia a Paraopeba. A menina teve contato desde cedo com a música: o pai era violeiro e cantador de folia de reis. Aos 16 anos, já órfã, mudou-se para Belo Horizonte, onde trabalhou como tecelã. Logo que chegou à capital, começou a cantar no coral de uma igreja. Em 1960, Clara participou do concurso “A Voz de Ouro ABC”, no qual foi vencedora da fase mineira. Na grande final, realizada em São Paulo, ela conquistou o 3º lugar.


Apesar de não ter ganhado o concurso, a cantora colheu bons frutos. De volta à capital mineira, passou a ser responsável por um programa na rádio Inconfidência e outro na TV Itacolomi. Todavia, ela continuava em atividade, cantando em boates e bailes, sendo escolhida a melhor cantora do ano de Belo Horizonte por três anos consecutivos.


Em 1965, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se apresentava frequentemente no programa de José Messias na TV Continental. Ainda nesse ano, Clara foi contratada pela Odeon, por quem lançou o primeiro LP, “A Voz Encantadora de Clara Nunes”, no qual ela interpretava boleros. O trabalho não vendeu bem, e apenas em 1968 a cantora emplacou um sucesso: “Você passa e eu acho graça”, um samba de Ataulfo Alves e Carlos Imperial. A partir daí, Clara definiu-se como cantora de sambas.


Em 1972, gravou “Clara, Clarice, Clara”, com músicas de Dorival Caymmi, Caetano Veloso e compositores de escolas de samba. Gravou também “Tristeza Pé no Chão”, samba apresentado no Festival de Juiz de Fora e que vende 100 mil cópias. No ano seguinte, estreou num teatro em Salvador o show “O poeta, a moça e o violão", no qual dividiu o palco com Vinícius de Moraes e Toquinho.


Em 1973, gravou, em solo europeu, o LP “Brasília”. No Brasil, gravou o disco “Alvorecer”, que chegou em primeiro lugar nas paradas de sucesso com a música “Canto de Areia”. No ano seguinte, remontou o espetáculo “Brasileiro, profissão esperança”, com Paulo Gracindo, no Rio de Janeiro. Clara casou-se em 1975 com o compositor Paulo César Pinheiro, além de lançar “Claridade”, seu disco de maior sucesso. No ano seguinte, foi a vez de “O Canto das Três Raças”, de autoria de seu marido.


Em 1977, gravou “As Forças da Natureza”, disco mais dedicado ao samba e ao partido-alto. Em 1978, lançou o disco “Guerreira”, no qual interpretou outros ritmos brasileiros. No ano seguinte, o disco “Esperança” e ainda “Brasil Mestiço”, que incluiu o sucesso “Morena de Angola”, composto por Chico Buarque especialmente para a cantora. Em 1981, lançou "Clara", com destaque para o samba ”Portela na Avenida”. No auge como intérprete, lançou, em 1982, “Nação”, seu último trabalho.


A cantora morreu no dia 2 de abril de 1983, vítima de um choque anafilático ocorrido durante a realização de uma cirurgia de varizes.


Prêmios
Vencedora da fase mineira do concurso “A Voz de Ouro ABC” – 1960
Troféu Imprensa – 1974, 1975, 1976
Troféu Roquete Pinto – 1980


Homenagem

Em sua homenagem, seu nome foi dado a:
Teatro Clara Nunes – Diadema/SP
Teatro Clara Nunes – Rio de Janeiro/RJ
Teatro Clara Nunes – Belo Horizonte/MG
Creche Clara Nunes – Caetanópolis/MG
Festival Cultural Clara Nunes – Caetanópolis/MG
Centro Cultural Clara Nunes – Caetanópolis/MG
Vila Olímpica Clara Nunes – Rio de Janeiro/RJ
Associação Clara Nunes – Porto Alegre/RS
Instituto Clara Nunes – Caetanópolis/MG


Bibliografia
FERNANDES. Vagner. Clara Nunes - Guerreira da Utopia. Rio de Janeiro: Ediouro. 2007.  

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