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Recursos Minerais

© Alexandre C. Mota Ouro Preto - Pedras preciosas - Alexandre C. Mota Pedras preciosas

A origem do nome do Estado está diretamente associada à atividade mineradora, em função dos primeiros núcleos instalados pelos bandeirantes em todo o território. O mais antigo documento que registra o nome Minas Gerais é de 1700, quando o jesuíta Codeo faz, em seu mapa, referência à região do Quadrilátero Ferrífero com o nome Minas Gerais dos Cataguás. Mas, a oficialização do nome se dá por volta de 1732, através de uma carta régia.


As descobertas de minerais de alto valor na região das Minas foram significativas desde o final do século 17, quando o ouro e, um pouco mais tarde, o diamante passam a ser a causa do povoamento do território e da formação de uma sociedade com características muito peculiares, que ainda hoje dão ao povo mineiro uma distinção no cenário nacional.


A busca pelas riquezas minerais, em especial, por ouro e pedras preciosas, ganhou tanta intensidade que se transformou em uma verdadeira corrida, principalmente com a divulgação da lenda da Serra Resplandecente, do Sabarabuçu, onde estariam as cobiçadas esmeraldas.


Esmeraldas não foram encontradas, mas as expedições que encerraram o ciclo exploratório com a bandeira Fernão Dias, além de consolidarem o território estadual, em seus contornos e limites, fizeram grandes descobertas. Permitiram o surgimento das chamadas “eras” do ouro e do diamante, reconhecidamente de larga repercussão em Minas, no país e no exterior. O ouro, sem embargo das fases de expansão e decadência, foi decisivo em todos os aspectos, incluindo a formação da civilização mineira, nas suas múltiplas manifestações.


No século 19, a exploração das pedras preciosas, as águas minerais, a agropecuária e a produção do café deram novo impulso ao povoamento das demais áreas de Minas Gerais. A indústria do ferro vem contribuir nesse período com a economia da província, tanto que em 1864 já existiam 120 fábricas de artefatos ferro de pequeno porte na região. A fundação da Escola de Minas de Ouro Preto, em 1876, formando engenheiros geólogos, engenheiros de minas e engenheiros metalúrgicos, muito contribuiu para as descobertas de grandes jazidas de minerais ferrosos, não ferrosos e materiais industriais, e também para a implantação de várias indústrias de transformação não só em Ouro Preto, mas também em cidades como Congonhas, Caeté, Sabará, Itabirito, dentre outras.


Grandiosos são os recursos naturais em variedade e quantidade no solo e subsolo de Minas Gerais. Às pedras preciosas e semipreciosas, bem como às águas minerais e termais, somam-se os minerais metálicos, explorados em larga escala. Na categoria dos não-metálicos, chamam a atenção, o calcário, amianto, caulim, fertilizantes fosfatados, quartzo, mica e grafita. Na dos metálicos, predominam as jazidas dos minérios de ferro, manganês, bauxita, estanho, cromo, níquel, rutilo, zircônio, prata, platina, etc.


Para se ter idéia da riqueza mineral do Estado, é importante salientar que o ouro vem sendo explorado desde os tempos coloniais e que o minério de ferro abastece os mercados interno e externo em tal proporção que, por muito tempo, mantêm-se expressivos na pauta de exportações de Minas e do Brasil.

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© Maria Lucia Dornas Ouro Preto - Mina Capão do Lana - Topázio imperial - Maria Lucia Dornas Mina Capão do Lana - Topázio imperial
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© Maria Lucia Dornas Ouro Preto - Amostra de minerais - Maria Lucia Dornas Amostra de minerais
© Maria Lucia Dornas Belo Horizonte - Museu Mineralogia - Maria Lucia Dornas Museu Mineralogia
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